June 27, 2015

As leis dos homens não tornam moral o que Deus declarou imoral



"E disse Deus: Este é o sinal da aliança que ponho entre mim e vós, e entre toda a alma vivente, que está convosco, por gerações eternas.

O meu arco tenho posto nas nuvens; este será por sinal da aliança entre mim e a terra."

- O verdadeiro significado do arco-íris, encontrado em Gênesis 9:12-13






No dia 26 de junho de 2015, um dia antes de completarmos 171 anos da morte do Profeta Joseph Smith, e após anos de disputas nas cortes dos estados dos Estados Unidos, a suprema corte daquele país aprovou o casamento entre pessoas de mesmo sexo, transsexuais, bissexuais, gays e lésbicas.

Alguns minutos depois, em seguida ao anúncio, a Igreja emitiu um comunicado oficial dizendo:

“A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias reconhece que, após a decisão de hoje pelo Supremo Tribunal Federal, casamentos de pessoas de mesmo sexo são a partir de agora legais nos Estados Unidos. A decisão do Tribunal não altera a doutrina do Senhor de que o casamento é a união entre um homem e uma mulher ordenada por Deus. Enquanto mostramos respeito por aqueles que pensam diferente, a Igreja continuará a ensinar e promover o casamento entre um homem e uma mulher como parte central de nossa doutrina e prática.”

Isso não é surpresa para nós, principalmente membros da Igreja. No Brasil, a mesma lei foi aprovada em 2011 e sancionada em 2013. Leis como esta, e muitas outras, são modificadas de acordo com a demanda popular, o governo, e a mídia.

Nós não sabemos como o casamento entre pessoas de mesmo sexo impactará nossa sociedade. Não sabemos também, se é que acontecerá, se essa permissão causará qualquer dano em nossas vidas privadas e famílias imediatas. Essa luta incansável pela igualdade do casamento a todos afeta principalmente aqueles que buscam seus direitos, e eles estão entre nós, são nossos conhecidos, amigos e mesmo, nossos familiares.

O que nós sabemos porém, pelo menos o que eu sei,  é:

1. Eu sei que nosso Presidente Thomas S. Monson é um profeta chamado por Deus para liderar a Igreja e declarar a vontade do Pai Celestial ao mundo.

2. Eu sei que, além dele, temos 14 outros profetas, videntes e reveladores como Conselheiros da Primeira Presidência e no Quórun dos Doze Apóstolos.

3. Eu sei que esses homens foram chamados por Deus, e Deus disse que quando eles falam, “seja pela minha própria voz ou pela voz de meus servos, é o mesmo.” (D&C 1:38). Eu acredito Nele e em Sua palavra.

4. Por causa disso, eu sei que Deus tem uma opinião sobre casamentos de pessoas do mesmo sexo. E Sua opinião diz que o casamento é entre um homem e uma mulher.

Algumas pessoas mundo afora não gostam nem de pensar que Deus ainda possui uma voz ou mesmo uma opinião sobre este assunto, e menos ainda, mesmo membros da Igreja, parecem acreditar nela.

Os profetas que Ele chamou ensinaram e ensinam Sua opinião através da A Família: Proclamação ao Mundo, inúmeros discursos e entrevistas, como algumas citadas no artigo O Plano de Felicidade x Atração pelo mesmo sexo, e elas se resumem na contrariedade ao casamento homossexual.

O mesmo respeito que damos às pessoas que pensam diferente, também exigimos às nossas práticas e crenças religiosas, devido à liberdade religiosa, princípio jurídico fundamental e adquirido por lei bem antes desta nova lei que permite o casamento homossexual. Acreditar nisso não é falta de compaixão, e não somos incapazes de amar as pessoas que acreditam em algo diferente de nós, ou mesmo contrário.

Não há como ficar em cima do muro e contentar a gregos e troianos

Falando por mim, eu sei que eu apoio estes profetas, e trato o que é ensinado por eles como se Deus estivesse me ensinando pessoalmente.

Nas Conferências, eu ergo meu braço direito em esquadro em apoio a eles totalmente e sem hesitação.

Eu entendo também, e principalmente, que se eu apoiar esta lei, seja participando de protestos por ela, trocando a foto do meu Facebook por uma colorida, ou condenando e criticando quem pensa diferente, eu não poderei levantar meu braço em apoio numa Conferência Geral.

Também não poderei responder afirmativamente a uma questão em duas entrevistas para renovar minha recomendação para o templo.

Isso representaria uma contradição. Não há a possibilidade de suster e apoiar nossos profetas e líderes e ao mesmo tempo apoiar o casamento gay. Indubitavelmente, temos que escolher um dos dois.

Tudo isso não diz respeito à sociedade ou política, amor ou compaixão por homossexuais, que também são filhos de Deus. Isso é apenas uma outra escolha que temos que fazer pessoalmente e não podemos ficar em cima do muro: Não podemos apoiar nossos profetas e ao mesmo tempo o casamento gay.

A contradição que isso provoca não é quente nem fria. E sabemos bem que Deus não tem muito uso para os mornos.

Arbítrio e liberdade não são a mesma coisa

Isso também não tem nada a ver com arbítrio. A partir do momento que nos batizamos, exercemos nosso arbítrio de seguir os ensinamentos, ser fiel aos convênios e viver de acordo com o que aprendemos do Salvador Jesus Cristo.

Arbítrio é um presente precioso dado a nós por Deus. Não pode ser tirado de nós por ninguém, nem por nenhuma organização ou corte, nem mesmo por Satanás,  e é uma parte essencial de nossa vida mortal.

A confusão que as pessoas fazem está no mal entendimento de que arbítrio signifique liberdade, mas não são a mesma coisa.

Elder Dallin H. Oaks explicou a diferença:

“Primeiro, porque livre arbítrio é uma pré-condição dada por Deus para o propósito da vida mortal, nenhuma pessoa ou organização pode tirar-nos o arbítrio na mortalidade.
Em segundo lugar, o que pode ser tirado ou reduzido pelas condições da mortalidade é nossa liberdade, o poder de agir segundo nossas escolhas . O arbítrio é absoluto, mas, nas circunstâncias da mortalidade,  liberdade é sempre qualificada .
A liberdade pode ser qualificada ou tirada 1. por leis físicas, incluindo as limitações físicas com que nascemos; 2. por nossa própria ação, e 3. pela ação de outros, inclusive governos.”

A luta atual é por nossas liberdades. Ou seja, as pessoas de mesmo sexo agora podem se casar entre si, de acordo com a lei dos homens. Isso não tira nossa liberdade de religião, a qual devemos lutar para manter, ou seja, aplicar nosso arbítrio ao viver e defender a lei de Deus.

A escolha portanto, pode ser feita, entre dois grupos distintos:

1. No caso dos Estados Unidos, em junho de 2015 especificamente, a suprema corte que aprovou a lei como direito constitucional é formada de 9 pessoas, sendo 8 homens e 1 mulher. Todos eles, advogados de sucesso graduados pelas Universidades de Harvard ou Yale. Quatro dos nove são nativos do estado de Nova Iorque. Oito deles cresceram nos estados da costa americana, e foram doutrinados pelo liberalismo de esquerda. Nenhum deles é religioso ou sequer cristão praticante. Todos eles foram indicados ao cargo pelo presidente atual daquele país, também liberal de esquerda ou não cristão. A votação mesmo assim, ganhou apenas por um voto, de 5x4.

Um juiz americano, Antonin Scalia, disse em discurso ao seus colegas da suprema corte:

“Uma decisão egotística e pretenciosa que não representa a maioria do povo americano, e que pode ser comparada ao seguir o que está escrito num biscoito da sorte”.

No Brasil, não foi muito diferente, afinal, já sabemos que os políticos fazem o que alguns grupos demandam para angariar seus votos nas próximas eleições.

2. Na Igreja, temos 15 profetas, videntes e reveladores que dedicaram suas vidas a ensinar e transmitir a vontade de Deus para cada um de nós e nossas famílias. Seus ensinamentos sempre foram constantes, pois os mandamentos de Deus não mudam de acordo com a pressão popular.

Elder Russell M. Nelson nos ensinou isso em seu discurso sobre sermos discípulos de Cristo, como patrono da formatura da BYU em agosto de 2014:

“Nós não podemos produzir história. A história não é o nosso juiz. A sociedade secular não é o nosso juiz. Deus é o nosso juiz! Para cada um de nós, o dia do julgamento será realizado na própria maneira e tempo de Deus. O homem simplesmente não pode tornar moral o que Deus declarou ser imoral. 

Deus é o Pai de todos os homens e mulheres. Eles são Seus filhos. Foi Ele quem ordenou o casamento como a união entre um homem e uma mulher. O casamento não foi criado por juízes humanos ou legisladores. Ele não foi criado por grupos de reflexão ou por votos populares ou por blogueiros ou especialistas frequentemente citados. Ele não foi criado por lobistas. O casamento foi criado por Deus. 


É enriquecido pela verdade e enobrecido pelo cumprimento honroso dos convênios que marido e mulher fazem uns com os outros e com Deus. É crucial notar que a plena fidelidade a esses convênios proíbe pornografia, luxúria ou abuso de qualquer forma."


Ou seja, uma autoridade, seja a voz do povo, da mídia, do governo, ou mesmo dos juízes, estenderam a liberdade do casamento de pessoas de mesmo sexo à sociedade.

A outra autoridade declarou que essa liberdade não é extendida aos membros da Igreja. 

Quem é essa autoridade?

Deus.

O arbítrio continua intacto, e sempre o será. Sua escolha está entre seguir a liberdade oferecida pela sociedade ou a restrita que traz bênçãos eternas a você e sua família, por Deus.

Como membros da Igreja, já nos comprometemos a seguir Deus, mas conforme a sociedade abraça essas liberdades, muitos esperam que o Senhor mude, mas Ele não o fez. Elder Dallin H. Oaks explicou isso, conforme o título deste artigo.

Portanto, cada pessoa possui a liberdade de abraçar o que a sociedade, a moda ou a mídia diz. Mas, precisamos lembrar que há consequências para nossas escolhas, e tem sido assim desde o Jardim do Éden:

“Não obstante, podes escolher segundo tua vontade, porque te é dado; mas lembra-te de que eu o proíbo, porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”(Moisés 3:17)

Essas consequências podem ser imediatas.Porém, não podemos nos esquecer das consequências eternas de nossas escolhas. Através da oração, jejum, escrituras e nosso testemunho, podemos saber o que Deus deseja para nós e nossa família eterna um dia. 

Nós precisamos fazer esta escolha. A sociedade não fará nossas escolhas por nós. Nem a Igreja.

E também já sabemos disso, através das escrituras:

E o Messias vem na plenitude dos tempos para redimir da queda os filhos dos homens. E porque são redimidos da queda tornaram-se livrespara sempre, distinguindo o bem do mal; para agirem por si mesmos e não para receberem a ação, salvo se for pelo castigo da lei no grande e último dia, segundo os mandamentos dados por Deus.

Portanto os homens são livres segundo a carne; e todas as coisas de que necessitam lhes são dadas. E são livres para escolher a liberdade e a vida eterna por meio do grande Mediador de todos os homens, ou para escolherem o cativeiro e a morte, de acordo com o cativeiro e o poder do diabo; pois ele procura tornar todos os homens tão miseráveis como ele próprio.” (2 Néfi 2:26-27)

Eu vou dormir em paz e feliz. Por que? Porque é minha escolha. Como filha de Deus, mãe e esposa, eu não vou dar de presente meu arbítrio a um grupo de 9 advogados, ou a nenhum movimento que coloque a mim e minha família distante do Plano de Deus. Eu escolho seguir os 15 profetas que Ele chamou para me guiar.

E você?

5 comments:

Sônia Penha said...

"Em lembrança de nosso Deus, nossa religião e nossa liberdade e nossa paz, nossas esposas e nossos filhos." (Alma 46: 12-13) para que "as bênçãos da liberdade" repousem sobre nós, eu escolho seguir esses 15 profetas, eu escolho seguir a vontade de Deus. =D

Sônia Penha said...

"Em lembrança de nosso Deus, nossa religião e nossa liberdade e nossa paz, nossas esposas e nossos filhos." (Alma 46: 12-13) para que "as bênçãos da liberdade" repousem sobre nós, eu escolho seguir esses 15 profetas, eu escolho seguir a vontade de Deus. =D

João Carlos Galves said...

Parabéns irmã! Suas postagens são sempre muito interessantes e fiéis aos ensinamentos da Igreja. Muito obrigado pelas informações constantes nestes artigos.

João Carlos Galves said...

Parabéns pelo seu blog e pelas postagens. Obrigado pelas informações contidas.
Continue sempre.

Chris Ayres said...

Obrigada Joao!