May 16, 2011

"Mar sem Fim" - Amyr Klink



“Um homem precisa viajar.
Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livro ou TV.
Precisa viajar por si, com seus olhos e pés,
para entender o que é seu.
Para um dia plantar suas próprias árvores e dar-lhes valor.
Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto.
Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto.

Um homem precisa viajar para lugares que não conhece, para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como imaginamos e não simplesmente como ele é ou pode ser.
Que nos faz professores e doutores do que não vimos,
quando deveríamos ser alunos,
e simplesmente ir ver.”


O Chamado de Eleição (ou Segunda Unção) e a Ordenança do Lava Pés



Isto é o tipo de coisa que quem sabe não fala sobre, e quem fala sobre, não sabe. Então vamos listar aqui algumas definições apenas baseadas nos livros e manuais que temos à respeito.

"1) A Ordenança é essencialmente um complemento do Endowment Templário. Enquanto o endowment do templo faz a promessa de que vocês podem se tornar Rei ou Rainha para Deus e residir no Reino Celestial com Ele; A ordenança do lavamento dos pés confirma sobre você que você será um Rei e sua esposa Rainha no Reino Celestial (a menos que apostatem, é claro!)

2) A ordenança é oficializada pelo Profeta da Igreja nos Santos dos Santos em alguns templos.

3) A ordenança é realizada em 2 partes. A primeira parte realizada no templo e a segunda parte realizada pela esposa do homem (em seu papel como sacerdotisa para seu marido) e é realizada em seu lar em uma época perto do fim da vida do homem. Isto é semelhante ao lavamento dos pés de Cristo por Maria um pouco antes de sua morte.

4) A ordenança é realizada apenas para os mais fiéis líderes da Igreja.

5) A Ordenança não é um requisito para salvação ou exaltação."

(Referência de Bruce R. Mckonkie)

"As part of the restoration of all things, the ordinance of washing of feet has been restored in the dispensation of the fullness of times. In keeping with the standard pattern of revealing principles and practices line upon line and precept upon precept, the Lord revealed his will concerning the washing of feet little by little until the full knowledge of the endowment and all temple ordinances had been given.

December 27, 1832, this command was given to "the first laborers in this last kingdom": "Sanctify yourselves; yea, purify your hearts, and cleanse your hands and your feet before me, that I may make you clean; That I may testify unto your Father, and your God, and my God, that you are clean from the blood of this wicked generation." (D. & C. 88:74-75.) On that same occasion the command came to organize the school of the prophets, with the express stipulation that "ye shall not receive any among you into this school save he is clean from the blood of this generation; And he shall be received by the ordinance of the washing of feet, for unto this end was the ordinance of the washing of feet instituted." (D. & C. 88:127-141.)

In the case of this school the ordinance is to be performed by the President of the Church. In compliance with this revelation the Prophet on January 23, 1833, washed the feet of the members of the school of the prophets. "By the power of the Holy Ghost I pronounced them all clean from the blood of this generation," he recorded. (History of the Church, vol. 1, pp. 322-324; vol. 2, p. 287.)

Later apostles were called and ordained, and on November 12, 1835, the Prophet addressed them, as pertaining to the washing of feet where they were concerned: "The item to which I wish the more particularly to call your attention tonight is the ordinance of washing of feet. This we [meaning the Twelve] have not done as yet, but it is necessary now, as much as it was in the days of the Savior; and we must have a place prepared, that we may attend to this ordinance aside from the world.

"We have not desired as much from the hand of the Lord through faith and obedience, as we ought to have done, yet we have enjoyed great blessings, and we are not so sensible of this as we should be .... We must have all things prepared, and call our solemn assembly as the Lord has commanded us, that we may be able to accomplish his great work, and it must be done in God's own way...

"The endowment you are so anxious about, you cannot comprehend now, nor could Gabriel explain it to the understanding of your dark minds; but strive to be prepared in your hearts, be faithful in all things, that when we meet in the solemn assembly, that is, when such as God shall name out of all the official members shall meet, we must be clean every whit...The order of the house of God has been, and ever will be, the same, even after Christ comes; and after the termination of the thousand years it will be the same; and we shall finally enter into the celestial kingdom of God, and enjoy it forever." (HC, vol. 2, pp. 308-309.)

On Sunday, March 27, 1836, as part of the dedicatory services of the Kirtland Temple, the congregation sang that glorious hymn, "The Spirit of God Like a Fire is Burning!" One verse, as then sung, was:

We'll wash and be washed, and with oil be anointed, Withal not omitting the washing of feet; For he that receiveth his penny appointed Must surely be clean at the harvest of wheat.

On March 29 and 30, 1836, the leading brethren, including the First Presidency, Council of the Twelve, bishoprics, and presidents of quorums, participated in the ordinance of washing of feet. (HC, vol. 2, pp. 426, 430-431.)

It should be remembered that the endowment given in the Kirtland Temple was only a partial endowment,... The full endowment referred to in the revelation dated January 19, 1841 (D.& C. 124:36-41) — including washings and anointings, except under unusual circumstances, is designed to be administered in the temples of the Lord.

Thus the knowledge relative to the washing of feet has been revealed step by step in this day until a full knowledge is now incorporated in the revealed ordinances of the Lord's house. Obviously the apostate peoples of the world, being without revelation to guide them, cannot comply with our Lord's command given on the occasion of the last supper.

(Bruce R. McConkie, Mormon Doctrine, 2d ed. [Salt Lake City: Bookcraft, 1966], 831.)

O Chamado de eleição é feito somente a casais pelo profeta. Justamente porque não se pode ser exaltado sozinho.

O lava-pés ocorre todas as quintas feiras no templo de Salt Lake que é quando a primeira presidência se reúne com os apóstolos para tratar de assuntos da Igreja. Em jejum semanal, faz-se a cerimônia e começa-se as reuniões com roda de oração e em todos os assuntos deve-se ter aprovação e confirmação do espírito a todos os presentes. Isto é, aos 15 profetas, videntes e reveladores.

A mesma cerimônia é feita em cada templo a cada visita do profeta ou apóstolos em sala fechada com o Presidente do Templo.

Aprendemos que isso faz parte das sagradas cerimônias dos ungidos do Senhor e não devemos comentar a fundo. Pessoas podem deturpar o significado.

Tenho um livro aqui de Bruce R McConkie, Doctrinal New Testament Commentary - Volume III Colossians-Revelation, pág 323 a 355, onde o assunto é explicado claramente e muito bem entendido.
Existem várias perguntas que são respondidas a fundo, e acredito que como é um livro pulicado poderei postar, mas não achei em internet, então tenho que digitar, é muito interessante... mas na página 329 diz:

"To have one's calling and election made sure is to be sealed up unto eternal life; it is to have the unconditional guarantee of exaltation in the highest heaven of the celestial world; it is to receive the assurance of godhood, it is, in effect, to have the day of judgement advanced, so that an inheritance of all the glory and honor of the Father's kingdom is assured prior to the day when the faithful actually enter into the divine presence to sit with Christ in his throne, even as he is 'set down' with his Father in his throne." (Rev. 3:21)

O Lavapés não foi absorvido na iniciatória, apesar de termos a ordenança da ablução.

Além disso o GEE é exatamente o que é, uma Guia de Estudos das Escrituras, aliás parte dele é traduzido do Bible Dictionary em IngLês, junto com as referências do Topical Guide. O Bible Dictionary Inglês foi em grande parte tirado de um Dicionário Bíblico da Igreja Anglicana, junto com comentários de vários estudiosos do evangelho, professores de religião e alguns eruditos SUD.

No Bible Dictionary em Inglês há um "disclaimer", infelizmente tal disclaimer não há em Português, e muitos membros pensam que o GEE também é cânon, quando na verdade ele é um comentário do cânon, é literatura homilética, tal qual Mormon Doctrine, Doctrine of Salvation & New Testament Comentary aqui citados.

Prefácio do Bible Dictionary em Inglês que se encontra na King James publicada pela Igreja:

...(O Dicionário) Não tem a intenção de ser um endosso oficial e revelado pela igreja como doutrina, história, cultura e outros assuntos elencados. Muitos dos itens foram extraídos a partir da melhor pesquisa acadêmica disponível no planeta e estão sujeitas a reavaliação baseada em novas pesquisas e descobertas ou em nova revelação. Os tópicos foram cuidadosamente selecionados e são tratados brevemente.Caso uma discussão mais elaborada for necessária, o estudante deve consultar um dicionário mais extensivo.
É uma ordenanca conhecida como a "Segunda Uncção" ou "Segundo Endowment", realizada pelo profeta no Santo dos Santos, ou lugar Santissimo do templo.

Apesar do Chamado e Eleicao ser discutido nas aulas de Seminario e Instituto, poucos sabem que uma ordenanca está relacionada a este topico do evangelho, simplesmente por ser esta uma ordenanca extremamente sagrada.

Abaixo está um link para o forum de discussoes da FAIR, um forum onde participam varios membros com grande conhecimento da Historia e Doutrina da Igreja:


Mais sobre a ordenança do Lava-Pés:


Templos que não possuem o Santo dos Santos podem consagrar salas especiais temporariamente para a cerimônia, geralmente uma das salas de selamento.

Um link que explica mais sobre as ordenanças do Chamado de Eleição e lava pés:





Que tipos de pais somos e o futuro de nossos filhos


Ser pai e mãe requer dedicação eterna. O poder e privilégio de criar corpos mortais para os Espíritos celestiais reservados e com direitos à uma família dedicada e consciente, jaz hoje às famílias responsáveis.

Mais que trazer crianças ao mundo, já sabemos, que 'a educação vem de berço'. Podemos dar tudo aos nossos filhos, mas, mais importante que qualquer coisa material deste mundo, é o tipo de relacionamento que temos com eles, o que lhes ensinamos, e isso vem mais pelo exemplo do que qualquer outra forma de educação.

Vou dividir os pais (considere Pais e Mães) entre permissivos, autoritários e autoritativos.

Permissivos são muito liberais, causam desgraças nas vidas de seus filhos, dão amor demais sem nenhuma correção.

Autoritários também deixam marcas que se tornam tragédias mais tarde. Ao contrário dos permissivos, estes impõe muita correção, e nenhum amor.

Autoritativos sabem dosar bem a mesma quantidade de disciplina e amor. E é deste tipo que Deus é. E o tipo que todos nós devemos nos tornar, independente do número da prole.

A provação que Deus dá, não excede a nossa capacidade de resistir à prova. O apóstolo Paulo diz:

“Mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” I Coríntios 10:13

Deus não aflige Seus filhos por ter prazer em fazê-los sofrer. Como um pai sofre com o filho a quem precisa castigar, assim Deus sofre com aqueles que sofrem.

O profeta Isaías escreveu:

“Em toda a angústia deles foi ele também angustiado, e o anjo da sua face os salvou; pelo seu amor, e pela sua compaixão ele os remiu; e os tomou, e os conduziu todos os dias da antiguidade.” Isaías 63:9

O sofrimento é uma fraqueza humana, e revela alguns defeitos do caráter. Quando o ser humano passa por um grande sofrimento, deficiências do caráter se manifestam - a falta de fé, a impaciência, o orgulho, a confiança própria.

O sofrimento purifica e aperfeiçoa o caráter. Como o fogo purifica e refina os metais, o calor das provações liberta o homem dos elementos que enfeiam a alma, e desenvolve os que tornam a vida aprovada aos olhos de Deus. Penoso é o processo de cortar, desbastar, aparelhar, lustrar, polir; é molesto estar, por força, sob a ação da pedra do polimento. Mas a pedra é depois apresentada pronta para ocupar seu lugar no templo celestial. O Mestre não efetua trabalho assim cuidadoso e completo, com material imprestável. Só as Suas pedras preciosas são polidas, como colunas de um palácio.

Esta também foi a grande dúvida que inspirou Asafe a escrever o Salmo 73 (leia-o agora mesmo, se possível).

Como sacerdote encarregado de cuidar dos cantores (I Corintios 25), Asafe tinha uma grande sensibilidade para expressar em palavras o que se passa no íntimo da alma humana. No Salmo 73 ele coloca para fora tudo que o atormentava com relação à prosperidade dos maus, e à aparente apatia de Deus para com os sofrimentos do Seu povo.

Após comparar as facilidades e aparentes vantagens que os ímpios têm sobre os justos (versículos 1-16), Asafe pára e se dá conta de que estava olhando as coisas sob uma ótica errada. Deus não abençoa os ímpios e desampara o justo.

Tudo depende de escolhas. Até de se perguntar ´para quê Senhor´ ao invés de um simples e repetitivo ´Por quê eu???´.

Eu acredito que Cristo fundou uma escola. Na “comunhão dos Seus sofrimentos” (Filipenses 3:10), entendo que é uma comunhão de sofrimento compartilhado: sofrimento profundo, misterioso; provações e testes insondáveis.

Esta é uma escola que Cristo fundou e determinou o currículo. Ele provou que é possível cursá-la, suportá-la e se graduar como vencedor. Não nos formaremos enquanto também não nos glorificarmos como Ele, aprendendo a Empatia e Simpatia necessárias para amar o próximo, e além de tudo, a si mesmo e entendê-Lo.

À medida que nos desenvolvemos e crescemos como indivíduos mais parecidos com Cristo, temos o dever e a obrigação de preparar nossos filhos para que busquem o mesmo, que sejam para os filhos deles e estes para os seus, o tipo de Pai que Deus é. Misericordioso mas justo.