April 03, 2011

Presidente Thomas Spencer Monson

Ultimamente tenho lido críticas de pessoas que não nos conhecem a fundo (e até conhecem um pouco ou já foram membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias) em relação ao fato de que o Profeta atual vivo Thomas S. Monson não tenha cumprido uma missão de tempo integral.

Aqui vou tentar explanar seus motivos, não querendo justificar, mas apenas sugerindo fatos para se pensar.

Sua vida é sua missao. Assim os que nao servissem missão trabalhassem tanto pelo Evangelho como ele.

Algumas pessoas reclamam que o profeta e alguns dos apostolos nao serviram missao comparando-se apenas nisso com eles.

Ele foi bispo aos 22 anos de idade. Toda sua vida foi em prol da Igreja e do Evangelho, cuidando de pessoas, famílias, e muito mais.

Alguns dos apóstolos atuais também não serviram uma missão de tempo integral. Mas admiro-me muito que muitos deles AINDA serviram uma missao, independente de tudo o que fazem e já fizeram por esta obra.

Aos que criticam, pergunto:

E Cristo? Ele tambem nao foi em missao mas mandou seus apóstolos irem. Ele teve como missão e exemplo de serviço, sua vida.

Bem, eu também não fiz Seminário e Instituto, mas fui professora tanto de um quanto de outro por 8 anos, e nunca tive um Manual que dissesse que Missão é obrigatório para a Exaltação.

Boyd K. Packer também não serviu uma Missão de Tempo Integral. Quando chegou na idade de servi-la, a II Guerra Mundial começou e os jovens eram incapazes de sairem a campo. Num fireside na BYU ele foi bem claro quando falando à respeito de Thomas Monson não ter ido a uma missão. Thomas Monson serviu como Militar perto da conclusão da guerra. Não importa, como alguns criticam, se foram os 4 anos de Serviço Militar de Boyd K Packer ou os 2 anos e meio de Thomas Monson servidos onde quer que sejam.

Também é bom ter a informação correta. Durante as guerras, principalmente as mundiais e a Guerra do Vietnan, tanto a Igreja SUD como outras, fazem um acordo com o Serviço de alistamento militar, principalmente de países onde o militarismo é ativo, como no caso dos EUA.

Na guerra onde Thomas Monson serviu, o acordo da Igreja naquele período era de que ela poderia enviar por ALA um missionário ao campo a cada 6 meses, e este missionário estaria isento de servir nas forças armadas.

Se a ALA tivesse mais de 1 jovem por semestre a sair em Missão, todos os demais deveriam se alistar e servir. Apenas 1 poderia ir em Missão.

A Igreja sempre procura fazer este tipo de acordo com as forças armadas para que se encontrem um meio termo onde se possa servir em Missão sem entrar em conflito com as leis do país.

O próprio Presidente Gordon B Hinckley só foi para uma missão porque foi negado a ir para a guerra, devido ao seu problema de asma.

Isso, para alguns países que não são ativos em suas Forças Armadas pode ser difícil de entender, e patriotismo acaba sendo brega para alguns.

Somente um lembrete:

Em caso de uma guerra mundial, todas as missões deverão ser evacuadas e os jovens escolhidos deverão servir seu pais no qual estão alistados.

Em casos extremos de uma Guerra Mundial, jovens de ate 16 anos podem ir. As missões terão que esperar.

Esta ainda eh a lei dos países que fazem parte das Nações Unidas, como USA, Japão, Alemanha, e da maioria dos paises envolvidos nas guerras mundiais até hoje.

Não vou entrar em detalhes sobre motivos da missão, motivos das guerras, porque variam, e como santos dos últimos dias, sabemos quais deveriam ser os reais propósitos de sairmos, tanto para uma missão quanto para uma guerra.

Mais detalhes sobre o Profeta Thomas S. Monson:

Ordenado profeta, e chamado como conselheiros Elderes Eyring e Elder Utchdorf, em 04 de fevereiro de 2007 - 11 am.

A notícia oficial:
http://www.newsroom.lds.org/ldsnewsroom/eng/

Biografia de Thomas S. Monson
http://newsroom.lds.org/ldsnewsroom/eng/news-releases-stories/biography-of-president-thomas-s-monson

No ano seguinte, o Profeta Thomas Monson participou de uma Conferência Regional com 77 estacas, traduzida em mais de 12 línguas, neste último final de semana.

O tema de seu discurso foi: "Coloquem sua casa em ordem."

Entre os tópicos citados, pediu para que possamos estabelecer uma casa de oração, de ordem e de aprendizado para crianças pequenas. Foi incisivo, realístico e direto.

http://www.deseretnews.com/article/1,5143,700258982,00.html?pg=2

Em meio a algumas outras pessoas, e perguntado o que queria de presente neste seu 82º aniversario, ele apenas pediu para que os membros fossem ao Templo, e comemora seu aniversario dedicando o Templo de Oquirrh Mountain por todo o final de semana.

http://www.sltrib.com/faith/ci_13177370

No ano anterior, o presente que ele pediu de 81º aniversario foi:

"Do something for someone else on that day to make his or her life better. Find someone who is having a hard time or is ill or lonely, and do something for them. That's all I would ask."

http://www.ldschurchnews.com/people/1/Thomas-S-Monson.html

Esta é a casa do profeta Thomas Monson:

http://www.moroni10.com/prophets_homes/Thomas_Monson.html

Onde ele mora há quase 50 anos, desde seu primeiro chamado como autoridade geral, e onde morava antes são 3 quadras distante, e não é muito diferente das casas daqui de Utah, muito pelo contrário, é uma casa bem antiga.

O profeta não é dono da igreja, e somente alguns dos apóstolos ou da primeira presidência ganham um auxílio para que possam pagar despesas para 'morarem' em Salt Lake City. Muitos deles não precisam.

Ao contrário do que alguns dizem, existem muitos membros na Igreja com muito dinheiro que não são autoridades gerais.

Um deles disponibiliza um jato para o profeta. Se alguém duvidar, podem vir me visitar aqui em Logan, e eu lhes levo num tour pelas casas aqui perto, na divisão Quail Bluff (mansões)...

Ninguém, nem da Primeira Presidência, nem dos apóstolos ou mesmo do Primeiro Quórum dos Setenta vive como milionários, e se ajudam entre si. Alguns deles vivem em suas próprias casas desde bem antes de serem chamados autoridades gerais.

Há também um apartamento perto dos escritórios da Igreja na Temple Square, onde o profeta fica quando de conferências e outras datas que exigem mais sua presença.

Por mim, eu sei que Thomas Spencer Monson é um profeta autorizado e chamado por Deus nestes últimos dias. Seu manto tem todas as chaves do sacerdócio hoje na terra. E ele é o porta voz de Jesus Cristo hoje, e nosso guia nesses dias de alta turbulência.




Ontem, na sessão geral do Sacerdócio, por ocasião da 181ª Conferência Geral anual da IJCSUD, ele disse aos homens (adultos e rapazes) em seu 'powerful' discurso:

‎'Viemos a terra num momento conturbado, a bussola da moralidade tem sido desviada do ponto principal através de filmes, programas de TV, videos pornográficos, palavriados profanos (...) Tomar o nome do Senhor em vão, entristece o Pai (...) Fiquem longe da pornográfica, bebidas, fumo... todos nós sabemos o quanto é dificil sair destes vicios depois que entramos neles (...) O que vai nos proteger de tudo isso, é o nosso testemunho. Quem ainda não leu o Livro de Mormon, leia, fortaleça seu testemunho, faça o que for necessário para tê-lo! Tenha o seu próprio testemunho, não resolva apoiar-se no testemunho dos outros (...) Cesse as iniquidades (...)'

Aos casados, ele aconselhou:

'Desde que me tornei Profeta, o que mais me entristece é os pedidos de cancelamento de casamentos. Momentos felizes que tiveram dentro do Templo do Senhor, tem sido perdido pela falta de dinheiro, traição, desrespeito (...)
Qualquer homem desta Igreja que obter dominio sobre sua esposa, os ceus se afastará e o sacerdócio...
dirá amém! (Pres. Gordon B Hinckley).'


Aos solteiros:

'Parem de gastar seu tempo comprando brinquedos caros, saiam de casa, faça amigos e saia com as moças, encontrem
sua esposa!'.


Para assistir a sessão inteira do Sacerdócio:

http://lds.org/general-conference/watch/2011/04?lang=eng&vid=879108322001




Vícios e nossa resistência.



Ninguém tem pré-disposição para ter vícios. Se temos ascendentes que tiveram algum, talvez (a ciência ainda não tem certeza absoluta disso) nascemos com algumas células a mais que são mais suscetíveis a contrair vícios mais facilmente que outras pessoas. Todos nós temos células cancerígenas em nosso corpo por exemplo, mas depende de nosso estilo de vida desenvolvê-las ou não, e para muitos outros problemas.

Errar todos erramos. Alguns dizem que, 'nem todos fazem boas escolhas todo o tempo', e eu digo que ninguém faz boas escolhas todo o tempo. Ninguém, o único perfeito foi Jesus Cristo.

Mas, talvez para alguns seja mais difícil controlar algumas 'vontades' do que para outros, e mudar suas atitudes em relação por exemplo, a um 'vício', mas não é impossível. Nada é impossível, principalmente quando se coloca em prática o que sabemos, como oração, jejum e humildade.

Não precisamos viver em círculos, mesmo apesar de tantos erros passados, se não conseguimos mudar nossa atitude e começar algum dia a fazer boas escolhas. E, ao invés de sempre ceder às tentações do vício, de tantas coisas, quando é que vamos evoluir seja pessoalmente, espiritualmente ou de qualquer outra forma?

Todos os dias temos coisas que nos tiram a paciência, que não estão planejadas, pessoas que mais atrapalham que ajudam, mas será que precisamos mesmo largar nosso bem estar por qualquer uma dessas coisas?

Não precisamos também tomar toda a culpa de tudo o que fazemos, ou nos achar incompetentes porque não conseguimos nos livrar de um vício por exemplo. Existe ajuda. Existe tratamento pra tudo.

Mas, a primeira 'boa' escolha talvez a se fazer para ter uma vida que nos traga mais felicidade ao invés de regressos e arrependimentos todo tempo, e o sentimento de querer se livrar da própria responsabilidade e culpar a tudo e todos pelos próprios fracassos, é assumir definitivamente que se é filho (a) de Deus e que merece ser feliz. Nada menos que isso.

Se há 'predisposição' ao vício, ele somente se instala se a pessoa usar a droga. Fato.

Independente se se tem um vício ou não, há ajuda e tratamento para todas elas. Não é fácil nem rápido, mas é possível.

Eu já trabalhei, fiz estágio ou voluntariei em várias clínicas de recuperação de drogados, alcoolismo ou drogas, anorexia, e outras, e a linha de base é a mesma que eu disse lá atrás: o aprendizado para o controle de si mesmo.

E isso depende de muitas coisas, principalmente da pessoa querer e decidir de uma vez por todas enfrentar a si mesmo(a).

Conheço centenas que conseguiram, pois assumiram suas faltas, se responsabilizaram pelos seus erros, levantaram depois que caíram.

Não importa se a família por dez gerações tem uma vida de vícios, se a religião diz que é pecado, se o vizinho oferece uma droga, se o mundo está acabando, se há pessoas umas contra as outras. Nada importa se se decide mudar e de uma vez por todas deixar o drama da vida, seja coisa ruim demais ou coisas boas demais, atingirem qualquer balanço mental.

Nem todo mundo é forte. Mas o orgulho é o primeiro degrau do fracasso.

Ninguém precisa passar por tudo isso sozinho.

Mas esta é somente minha opinião, talvez pela experiência diária de ver dezenas de pessoas todos os dias onde, algumas continuam caindo e culpando a família, os amigos, a religião, e uma lista de outras coisas, e nunca conseguem se aprumar na vida. Quando algo vai bem, estão bem, quando algo vai mal, tudo e todos são culpados. Ao mesmo tempo vejo outras, e realmente, e infelizmente, esta é a porcentagem menor, onde mesmo com tudo contra elas e com exemplo nenhum de ninguém, e muitas vezes, sem ajuda nenhuma, tomam uma atitude em relação às suas vidas, e vencem, humildemente, pouco a pouco, tudo o que precisam.

Ou seja, é possível. Mas tem que haver paciência. E fé.

Eu também não acredito que seja culpa da genética, ou da religião, ou de Deus que permite termos o arbítrio para escolher.

Muitas vezes a família é repressora, ensina, amedronta os filhos, mas nossos pais também estão tentando, talvez eles não saibam fazer diferente porque nunca aprenderam outra opção.

Muitas pessoas que nascem no seio de uma casta lá no meio da Indonésia vivem daquela forma, se prostituindo, sendo castradas ou assassinadas por nada, talvez porque não saibam outro estilo de vida.

Mas, a partir do momento que obtemos o conhecimento, somos responsáveis por aquilo que sabemos, por aquilo tudo que até agora fizemos e não sabíamos e podemos agora mudar e corrigir, por coisas que não fazíamos a mínima idéia e agora entendemos.

Por isso, conhecimento é poder.

Poder de transformar o que está errado e fazer melhor, poder de corrigir o que precisa ser corrigido, poder de trazer à luz o que precisa ser divulgado, seja para ajudar o próximo, se ajudar ou simplesmente informar.

Muitos utilizam o conhecimento pelo lado contrário, tentando confundir ainda mais a pessoa, e ajudando-a a racionalizar seus vícios e dúvidas, e não trazem luz nenhuma.

Quando eu falo sobre auto conhecimento, não tem relação com arrogância, egoísmo, orgulho. Auto conhecimento é diferente disso.

Quando nos conhecemos de verdade, muitas vezes nos assustamos com o que vemos. Tendemos principalmente a mascarar nossos pontos negativos. Mas aí é uma oportunidade para corrigir o que está errado. Muitas vezes, se fazemos isso, muitos não aceitam, continuam a nos julgar por coisas que fizemos anos atrás.

Eu levo muito à sério a frase do Salvador, "Ame o próximo como a si mesmo". Impossível amar e ajudar o próximo como ele merece se não podemos fazer isso nem por nós mesmos.

Muitas vezes também, o que criticamos no outro é justamente o que precisamos ter. Ou, algo que custamos a mudar, e o outro nos apresenta os mesmos defeitos de que nos livramos, então não o aceitamos.

Uma amiga me disse que viciados precisam de alguém que ''nos olhe com compreensão e amor'. E esta pessoa primeiramente precisa ser nós mesmos. Não podemos ser tão duros com nós mesmos, muito menos com o próximo.

O maior julgamento, e este 'será glorioso e feliz para alguns, e um horror e com ranger de dentes para outros' será o de Jesus Cristo, depois de todas as chances que tivemos para mudar o que precisamos em nós mesmos.

Quanto mais cedo começarmos melhor, pois assim teremos mais tempo para desfrutar de nós mesmos da forma que queremos.

Quando leio as escrituras, é claro que Jesus trabalhava o autoconhecimento em seus discípulos.

E o mais importante é a caridade que traz mais autoconhecimento, desde que feita com o coração e não por obrigação.
Quando nos conhecemos agimos com virtude, e esta nos faz livres de nosso próprio ego e nos vemos com mais respeito e carinho. Consequentemente seremos generosos, humildes, honestos, fiéisl, bondosos, respeitosos, pacientes e simples, pois aplicaremos o que sabemos de nós agora para o bem do próximo, sem sermos egoístas, que Cristo altamente reprovava.

As invirtudes, como orgulho, inveja, ira, preguiça, avareza, gula, luxúria, falsidade, desonestidade, desrrespeitabilidade são parte de vícios que não assumimos e que culpamos ou cobramos de outros de termos ou não.

Quando eu digo que ninguém tem culpa de nossas escolhas, é justamente porque acho que cada um deve ser responsável por seus próprios atos.

Lembro-me na Cadeia Campinas-Sumaré uma vez para uma entrevista com um psicopata que estava preso por 623 anos. Ele havia matado e estuprado, esquartejado e até comido partes de suas quase 230 vítimas, mulheres. Ele contava com a maior naturalidade como havia feito o processo de corte/abatimento/receita de churrasco de algumas delas.

Suas respostas eram sempre, "Porque ela me provocou", "ela me seduziu", "ela me deixou nervoso", "ela estava com medo", e muitas outras, eu lhe perguntei se ele era mesmo totalmente incapaz de se auto controlar e não tinha remorso algum por algumas delas.

A resposta dele foi:

"Eu fiz porque quis."

Enfim. Há muitas vítimas do sistema por aí, mas a maioria precisa somente assumir sua própria responsabilidade.

Uma mensagem clara de Elder Ballard, onde ele fala sobre e como o vício tira nosso arbítrio. Infelizmente ainda somente em inglês:

http://www.youtube.com/watch?v=ry8-YIwnEcU&feature=player_embedded#at=78

E como a Expiação de Cristo (e o entendimento dela) pode nos livrar de qualquer vício