July 17, 2011

Psicanálise e Homossexualidade



Ultimamente tenho ouvido e lido alguns argumentos de que a Psicanálise aceita e explica a homossexualidade como herança genética, que se nasce com. E com este post gostaria de deixar claro que há um grande engano quando se afirma isso.

O termo libido só é usado a partir da Psicanálise, e por ela, a homossexualidade pode ser explicada de qualquer forma, menos que se nasce com.

A libido é uma carga energética que tem origem na sexualidade. É importante ressaltar que a sexualidade não se localiza apenas no aparelho genital. A libido é uma energia humana que faz os indivíduos buscarem a realização de suas necessidades básicas, como a fome, por exemplo, e também as prazeirosas.

Portanto, independe completamente de direção. Não se pode dizer, psicanaliticamente falando, que 'o homossexual tem libido pelo mesmo sexo' porque a libido é direcionada por vontade, portanto, escolhe-se ter libido pelo mesmo sexo. Até agora, em pesquisas de homossexualidade, tem-se falado que pelo menos 15% dos gays hoje ativos, não 'escolheram' ser gays. E, embora, muitos admitam ter nascido assim, ainda não há explicação científica completa que explique porque exatamente uma pessoa possua atração pelo mesmo sexo.

A Psicanálise explica que parte da libido é reprimida a partir do complexo de Édipo, parte é deslocada para outros atos humanos como estudar, fazer arte, trabalhar e outras atividades que temos ao longo de nossas vidas, e uma última parte fica disponível para o prazer sexual. A libido é a energia que move o homem a se relacionar com os objetos. Se não fosse pela libido o homem não iniciaria sua relação com o mundo. É esta energia que garante que as crianças comecem a brincar, locomoverem-se e explorar a realidade à sua volta.

Ou seja, se a libido é desenvolvida com pessoas do mesmo sexo ao redor a todo instante (amigos gays por exemplo), nada mais natural do que desenvolver mais o lado homossexual que o heterossexual.
Libido é um termo que significa vontade e desejo. De um ponto de vista qualitativo, Freud, o Pai da Psicanálise, definiu que a libido é irredutível a uma energia mental não especificada como propunha Jung (que apenas incluiu e afirmou ainda mais que a libido é parte da escolha, seja influenciada pelo lado espiritual, religioso ou moral).

Para Freud a libido afirma-se sempre mais como um processo quantitativo, permitindo medir os processos e as transformações no domínio da excitação sexual, seja esta direcionada para o que for. Ele também estudou sobre homossexualidade latente, que corresponde a produção de efeitos e a proliferação de sentidos na relação analítica, seja como tendência à repetição, como inibição de crescimento ou transformação criadora.

Neste sentido a orientação da libido de uma pessoa em direção a um objeto do mesmo sexo, ou em direção a um objeto do sexo oposto, não tem diferença essencial qualitativa ou normativa, isto é, esta ou aquela orientação não é mais ou menos adequada, normal ou patológica do que outra.

Escreve Freud nos Três Ensaios: "O afeto de uma criança por seus pais é sem dúvida o traço infantil mais importante que, após revivido na puberdade, indica o caminho para sua escolha de um objeto, mas não é o único."

O próprio Freud escreveu: "Não compete à psicanálise solucionar o problema do homossexualismo. Ela deve contentar-se com revelar os mecanismos psíquicos que culminaram na determinação da escolha de objeto, e remontar os caminhos que levam deles até as disposições instintuais".

Na verdade, precisa-se tomar muito cuidado com qual teoria de Psicologia usar para se 'explicar' homossexualidade, sendo que todas elas partem da raiz mãe da Psicanálise, que diz que a causa da homossexualidade é a mesma da heterossexualidade e da bissexualidade: A escolha inconsciente do objeto do desejo.

Escolha produzida na trama das relações sociais, sempre bem circunstanciada no âmbito de um sistema de sociedade particular e suas instituições e convenções – o que chamamos de cultura. Nessa esfera, nenhuma escolha é mais natural ou normal do que outra, melhor, pior, superior, inferior.

Desde Freud e sua teoria do inconsciente, seguido por Lacan, sabemos, se há alguma razão para se falar de causa, que se aceite que todo desejo é causado e, mais ainda, que todo desejo é uma causa: a causa do sujeito do desejo, isto é, aquilo pelo que cada um se empenha, embora sem saber. E essa é condição a que ninguém e nenhuma escolha escapam. No tocante ao desejo, não há causas mais legítimas que outras. Na política das escolhas do amor e do sexo, todas as causas são igualmente fundadas (causadas) no desejo – e, pois, como desejo, legitimamente existente como um direito, tratando-se do que não inflija sofrimento a ninguém, não constitua violência sobre o outro, agressão à dignidade humana. Não se pode acusar a homossexualidade de nenhuma dessas coisas.

Nesse sentido, a sexualidade entre os seres humanos é simplesmente contrária à natureza reprodutiva do sexo animal, não havendo razão para se falar de natural/normal e patológico/anormal em matéria de sexo no reino humano. Será a cultura – e seu trabalho de sujeição à ideologia (o que Freud chamava de os Ideais: a tradição, a religião, a moral) – que procurará, domesticando as pulsões, enquadrar os indivíduos.

Já a filosofia explica a homossexualidade de outra forma, e a biologia de outra.

Entre a ciência que não define gênero e os ensinamentos de Deus que são claros quanto a isso, cada um pode escolher o que fazer, e o restante precisa respeitar o livre arbítrio alheio.

Mas é bom lembrar que em qualquer teoria de Psicologia, os humanos agem naturalmente somente com algumas vantagens sob os animais.

E essa não é a idéia que temos pelo Plano do Pai. O Pai Celestial ama TODOS os seus filhos, independente de orientação, cor, raça ou qualquer outra característica, natural ou adquirida. TODOS nós temos o potencial de retornarmos a Ele, e o PODER de controlar todos os nossos instintos. Seus mandamentos não são apenas para os que possuem uma vida considerada "perfeita" pela sociedade.

Portanto, ao invés de alguns tentarem 'se' entender pelas ciências, o que é arriscado em algum ponto (ou vários) de sua existência, pela 'desimportância' que a ciência nos dá como seres humanos e muda a cada nova pesquisa, repensar-se como Filhos de Deus, com toda uma Natureza Divina, além de seus instintos e evoluções de espécies, é mais garantia de amar a si mesmo, aceitar-se e viver em paz.

Àqueles que aceitam Luiz Mott como seu líder, tomem muito cuidado. As cinzas de Freud devem estar tentando corroer o container em que se encontram por Mott dizer essas barbaridades e dizer que a '' Psicanálise confirma isso". Uma das maiores mentiras que eu já li em todos os tempos. Aliás, Anna Freud, uma das filhas de Freud, continuou sua teoria e especializou-a somente para crianças.

Como eu já disse antes, muitos homossexuais são terrivelmente discriminados por causa deste líder que têm. Isso não significa que todos eles são ou fazem o que o líder é ou faz. Em nenhuma hipótese, felizmente, esta pessoa representa todos os homossexuais do Brasil, que não é bem visto nem por outras organizações homossexuais mundo afora.

Acredite, você é mais do que pensa que é. Não se resuma a apenas sua orientação. Isso não é o Plano de Deus para sua vida.

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