July 22, 2011

Bipolaridade (Transtorno Obssessivo Compulsivo) x Religião






Normalmente, pessoas que apresentam o TOC normalmente e já receberam alguma isntrução de tratamento, tendem a evitar situações que envolvem o conteúdo das obsessões, comportamentos hipocondríacos são comuns, culpa, um senso patológico de responsabilidade, e distúrbios do sono podem estar presentes. Pode haver também uso excessivo de álcool ou sedativos, hipnóticos ou ansiolíticos. O transtorno obsessivo compulsivo (TOC) pode estar associado à depressão ou ansiedade, transtornos alimentares, e transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva. Existe uma alta incidência de transtorno obsessivo compulsivo na síndrome de Tourette (alguns tipos de Autismo).

A Terapia comportamental é mais comumente usada no tratamento do TOC, mas, na verdade, poucas crianças e adolescentes se beneficiam dessa técnica, devido a uma recusa em participar desse tipo de tratamento, ao alto custo e a falta de profissionais qualificados. Na maioria dos casos avançados é necessária a aplicação de clomipramina e até fluoxetina que pelo menos amenizam os sintomas do TOC.

É quase impossível que a pessoa que o apresente demonstre apenas no lado religioso, provavelmente terá outros, alguns ou mais também nas áreas sexual, simetria, contaminação, somático e alimentação. Ou seja, se a pessoa demonstra o TOC no lado religioso e conviva num ambiente que reforce este comportamento, uma religião que use de lavagem cerebral e técnicas de convencimento por exemplo, com certeza a doença piorará. O tratamento é indispensável e a terapia para que a pessoa tome consciência dos fatos e conheça-se.

Ambientes onde existem formas de controle e abuso mental e psicológico, colocam a culpa como intensificador das neuroses e psicoses mal resolvidas que todos temos em algum grau de gravidade.

O TOC é algo que pode durar por toda vida ou por um certo período de tempo o que é mais comum, com maior freqüência, um início súbito, menor duracão de sintomas, obsessões de conteúdo religioso, curso episódico e sintomas menos graves.

Em nosso caso como membros de uma Igreja, isto é de certa importância ao avaliar porque partilhamos de uma religião. É isto que o Profeta e líderes dizem que vivendo os princípios, ganharemos um testemunho real que nos moverá e nos dará uma vida saudável.

Se partilhamos de um pensamento por medo de sermos queimados na segunda vinda, por culpa por não nos perdoarmos de nossos erros do passado ou mesmo presente, por transgressões cometidas ou algo mais, tenderemos a agir cada vez mais de forma perfeccionista por puro medo e hipocrisia que nos levará a neurose ou psicose obssessio-compulsiva de alguma forma.

O fanatismo religioso nem sempre tem a ver com o TOC, uma vez que quem o tem nem sempre apresenta apenas esta obsessão. Mas pode também ser sintoma de depressão, ansiedade, insegurança e baixa auto-estima como na maioria dos casos, uma vez que a obsessão é um pensamento intrusivo e indesejado, que evoca ansiedade ou desconforto. Também apenas pensamentos, idéias, imagens, sons, ruminações, convicções, medos ou impulsos, e freqüentemente têm um conteúdo agressivo, sexual, religioso, repulsivo ou absurdo. Já o tratamento para o ritual compulsivo do TOC é um comportamento realizado para reduzir ou aliviar o desconforto causado pela obsessão, pode envolver rituais de limpeza, esquiva, repetição verificação, empenho pela perfeição e meticulosidade.

O psicólogo neste tratamento deve investigar as causas da mesma, auxiliar no resgate das atividades normais do indivíduo, na modificação do humor e na restauração da percepção de si mesmo, do mundo e do futuro. Desenvolvendo um trabalho direcionado tanto a recuperação quanto à prevenção de outros episódios de depressão.

A família e pessoas podem ajudar nestes propósitos e objetivos de restauração da identidade e auto-conhecimento.

Alguns sites bons que podem dar uma clareada nas questões apresentadas são os seguintes:

http://gballone.sites.uol.com.br/colab/cesar1.htmlhttp://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462000000600005

A Veja já levantou a questão de uma forma meio medonha, mas vale a pena pelas informações:

http://veja.abril.com.br/050504/p_130.html

Outro detalhado:

http://virtualpsy.locaweb.com.br/dsm_janela.php?cod=39

Na internet há vários sites que podem responder estas perguntas, apenas tome cuidado para pesquisar fontes fidedignas como Universidades e certos estudos direcionados nas áreas de Psicologia e Psiquiatria.

No mais, seria interessante consultar um psiquiatra sobre a questão e/ou vários outros a respeito.


 

5 comments:

Hallison said...

Bastante interessante. Acho bacana essa explanação do lado religioso junto com o lado não-religioso.

Anonymous said...

ótimo texto! vou imprimir para ajudar em alguma aula no futuro na escola dominical!
'
seria possivel a irmã publicar algum email? isso facilitaria contato com voce!

Chris Ayres said...

Anônimo, você poderia começar identificando-se :-)

byClaudioCHS said...

Perdoe-me, o título deste post não está correto, um título mais apropriado seria "TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo)" que é considerado o transtorno das "manias", e não a bipolaridade, que refere-se a alterações físicas, químicas, no cérebro, que levam o doente a extremos de euforia ou de pânico sem nenhuma razão aparente para isso, independente do seu sistema de crenças. Não estou pesando o texto em si, e não deixarei aqui a minha opinião sobre o assunto, apenas deixo aqui não como uma crítica, mas apenas a sugestão de substituir a palavra "bipolaridade" por "TOC" e o problema referente a intenção do título, no que diz respeito a doença na qual o/a autor/a está querendo se referir estará resolvido. Educadamente, perdoe minha intromissão (com boas intenções). Obrigado. (pode deletar este comentário, sem problemas).

Chris Ayres said...

Obrigada pelo comentário, Cláudio. Na verdade, eu quis mesmo generalizar a bipolaridade em relação ao assunto em questão no paralelo à Religião.
A bipolaridade em si não se apresenta apenas como o TOC, mas também por exemplo durante a cariocinese, apresenta dois pólos, e isso pode ser o TOC - ou hipomania, bem como ligado sintomas ligados à esquizofrenia, transtorno de personalidade, depressão e a já tão conhecida síndrome do pânico.
São várias as doenças que podem trazer a bipolaridade. Há bem pouco por exemplo, a bipolaridade era diretamente ligada ao transtorno maníaco-depressivo. Há também vários níveis de bipolaridade, e eles podem surgir devido a uma carga genética, problemas psicológicos, sociais, e estresse.
A religião em forma de fanatismo bem como qualquer outra atividade que exerçamos que nos traga desequilíbrio pode contribuir para esses extremos de personalidade (entre um pólo e outro), e este era meu ponto.
Obrigada pela contribuição.