May 08, 2011

Sim, temos uma Mãe Celestial.


Há um artigo do historiador e antropologista judeu, Raphel Patai, sobre as antigas tradições judaicas referentes a esta Mãe Celeste, seu livro (The Hebrew Goddess= "A Deusa Hebraica") pode ser encontrado na Amazon:


Há também um arquivo na FARMS por Daniel C. Peterson, onde este faz a analogia entre a Àrvore da Vida e a Mãe Celeste. O artigo se chama, Néfi e sua Asherah, um arquivo interessante mostrando como esta crença aparece sutilmente no Livro de Mórmon e nós nunca enxergamos...:


Um dos livros citados por Daniel Peterson nesse último link da BYU é uma monografia de Saul Olyan's - "Asherah and the Cult of Yahweh in Israel". Esse é um estudo conhecido entre a comunidade judaica onde conta características da cultura entre Judá e de textos encontrados no Sinai.

Eles fazem um paralelo entre a Asherah deusa e asherah objeto de adoração relativa ao deus Baal (deus das tempestades e fertilidade) e sua relação com Yahweh e El no primeiro milênio.

A deusa era comumente adorada no tempo dos Juízes na Monarquia ( Juízes 6:25-30 e Reis 18:19), mas é realmente colocada como principal na linhagem e companhia de Yahweh (Deus).


A maternidade é um dom divino. Não apenas o fato de poder ter um filho, mas tudo o que é necessário para ser a mãe dele.

Não somos as mães dos espíritos de nossos filhos, assim como Maria não era, mas geramos dentro de nós uma pessoa inteira, de corpo e espírito, cujo corpo será formado dela e cujo espírito foi gerado por Deus e uma Mãe Celestial. Aqui, uma mãe GERA assim uma pessoa inteira, por isso somos co-criadores em participação no Plano do Senhor.

A maternidade é algo que nos santifica, é um dom dado na concepção assim como o dom da caridade que temos que pedir e aceitar quando o recebemos. Junto com ela, trazemos a sabedoria de vários povos e culturas (nossos ascendentes), pois somente quando nos tornamos mães entendemos melhor nossas próprias mães, avós, sogras...

Ser mãe é ser totalmente alheia aos próprios benefícios e cuidar do bem de seus filhos. Nada de egoísmo, sempre altruísmo e desenvolvemos em nós dons que jamais teríamos se não fossemos mães.

Temos que levar em consideração também, todas as maravilhosas revelações que Joseph deu em seu discurso no funeral de King Follet, que por acaso, o Eliúde compilou com maestria em sua comunidade no orkut:
http://www.orkut.com/Main#CommMsgs?cmm=96110427&tid=5425855012800262528&na=4&nst=1&nid=96110427-5425855012800262528-5425865436685889920
Somos tão tachados na Igreja de Jesus Cristo onde os críticos vivem dizendo que é uma Igreja machista, que só os homens podem isso ou podem aquilo, mas é a única que considera o papel da mulher relevante e insubstituível na criação das inteligências e de nossos Espíritos.

Se não houvesse uma Mãe Celestial, qual seria o papel da mulher no plano de Deus? Somente ser companheira adjutora do homem para dar corpos mortais aos seus espíritos?

No meu entedimento, a partir do Plano, sendo que todos nós, sem exceção, poderemos nos tornar deuses e deusas do altíssimo, exaltados em famílias, seria muito contraditório o fato de não termos uma Mãe Celestial.

Joseph revelou que homens e mulheres eram criados à semelhança de um Pai Celestial e uma Mãe Celestial, afinal, e óbvio, que homens e mulheres são diferentes, em todos os seus atributos, físicos, psicológicos e espirituais. E sua tradução de Gênesis 1:27 clarifica toda a questão.

Por que chamamos então nosso Deus de Pai Celestial, se também não houver uma Mãe? Afinal, ninguém é pai sem haver uma mãe para seus filhos. Aí entraríamos de novo naquela questão de nossa doutrina não caber no modelo ex nihilo.

É claro, e isto foi dito por vários profetas, incluindo Gordon B. Hinckley que não endereçamos nossas orações à nossa Mãe Celestial. Os papéis são diferentes.

We, the human family, literally the sons and daughters of Divine Parents, the literal progeny of God our Eternal Father, and of our God Mother, are away from home for a season.” ( Apostle James E. Talmage, The Philosophical Basis of “Mormonism,” 1928, p. 9)

Gordon B. Hinckley disse:


“Most of you are mothers, and very many of you are grandmothers and even great-grandmothers. You have walked the sometimes painful, sometimes joyous path of parenthood. You have walked hand in hand with God in the great process of bringing children into the world that they might experience this estate along the road of immortality and... eternal life. It has not been easy rearing a family. Most of you have had to sacrifice and skimp and labor night and day. As I think of you and your circumstances, I think of the words of Anne Campbell, who wrote as she looked upon her children:
You are the trip I did not take;
You are the pearls I cannot buy;
You are my blue Italian lake;
You are my piece of foreign sky.
(“To My Child,” quoted in Charles L. Wallis, ed., The Treasure Chest [1965], 54)

You [mothers] are the real builders of the nation wherever you live, for you have created homes of strength and peace and security. These become the very sinew of any nation.” (Gordon B. Hinckley, “Women of the Church,” Ensign, Nov 1996, 67)
Thomas S. Monson disse:

"May each of us treasure this truth: One cannot forget mother and remember God. One cannot remember mother and forget God. Why? Because these two sacred persons, God and mother, partners in creation, in love, in sacrifice, in service, are as one."
http://lds.org/ldsorg/v/index.jsp?vgnextoid=2354fccf2b7db010VgnVCM1000004d82620aRCRD&locale=0&sourceId=2528605ff590c010VgnVCM1000004d82620a____&hideNav=1Be

E pra completar o assunto sobre uma Mãe Celestial, um link esclarecedor:

http://www.fairwiki.org/Mormonism_and_the_nature_of_God/Heavenly_Mother







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