May 16, 2011

Que tipos de pais somos e o futuro de nossos filhos


Ser pai e mãe requer dedicação eterna. O poder e privilégio de criar corpos mortais para os Espíritos celestiais reservados e com direitos à uma família dedicada e consciente, jaz hoje às famílias responsáveis.

Mais que trazer crianças ao mundo, já sabemos, que 'a educação vem de berço'. Podemos dar tudo aos nossos filhos, mas, mais importante que qualquer coisa material deste mundo, é o tipo de relacionamento que temos com eles, o que lhes ensinamos, e isso vem mais pelo exemplo do que qualquer outra forma de educação.

Vou dividir os pais (considere Pais e Mães) entre permissivos, autoritários e autoritativos.

Permissivos são muito liberais, causam desgraças nas vidas de seus filhos, dão amor demais sem nenhuma correção.

Autoritários também deixam marcas que se tornam tragédias mais tarde. Ao contrário dos permissivos, estes impõe muita correção, e nenhum amor.

Autoritativos sabem dosar bem a mesma quantidade de disciplina e amor. E é deste tipo que Deus é. E o tipo que todos nós devemos nos tornar, independente do número da prole.

A provação que Deus dá, não excede a nossa capacidade de resistir à prova. O apóstolo Paulo diz:

“Mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” I Coríntios 10:13

Deus não aflige Seus filhos por ter prazer em fazê-los sofrer. Como um pai sofre com o filho a quem precisa castigar, assim Deus sofre com aqueles que sofrem.

O profeta Isaías escreveu:

“Em toda a angústia deles foi ele também angustiado, e o anjo da sua face os salvou; pelo seu amor, e pela sua compaixão ele os remiu; e os tomou, e os conduziu todos os dias da antiguidade.” Isaías 63:9

O sofrimento é uma fraqueza humana, e revela alguns defeitos do caráter. Quando o ser humano passa por um grande sofrimento, deficiências do caráter se manifestam - a falta de fé, a impaciência, o orgulho, a confiança própria.

O sofrimento purifica e aperfeiçoa o caráter. Como o fogo purifica e refina os metais, o calor das provações liberta o homem dos elementos que enfeiam a alma, e desenvolve os que tornam a vida aprovada aos olhos de Deus. Penoso é o processo de cortar, desbastar, aparelhar, lustrar, polir; é molesto estar, por força, sob a ação da pedra do polimento. Mas a pedra é depois apresentada pronta para ocupar seu lugar no templo celestial. O Mestre não efetua trabalho assim cuidadoso e completo, com material imprestável. Só as Suas pedras preciosas são polidas, como colunas de um palácio.

Esta também foi a grande dúvida que inspirou Asafe a escrever o Salmo 73 (leia-o agora mesmo, se possível).

Como sacerdote encarregado de cuidar dos cantores (I Corintios 25), Asafe tinha uma grande sensibilidade para expressar em palavras o que se passa no íntimo da alma humana. No Salmo 73 ele coloca para fora tudo que o atormentava com relação à prosperidade dos maus, e à aparente apatia de Deus para com os sofrimentos do Seu povo.

Após comparar as facilidades e aparentes vantagens que os ímpios têm sobre os justos (versículos 1-16), Asafe pára e se dá conta de que estava olhando as coisas sob uma ótica errada. Deus não abençoa os ímpios e desampara o justo.

Tudo depende de escolhas. Até de se perguntar ´para quê Senhor´ ao invés de um simples e repetitivo ´Por quê eu???´.

Eu acredito que Cristo fundou uma escola. Na “comunhão dos Seus sofrimentos” (Filipenses 3:10), entendo que é uma comunhão de sofrimento compartilhado: sofrimento profundo, misterioso; provações e testes insondáveis.

Esta é uma escola que Cristo fundou e determinou o currículo. Ele provou que é possível cursá-la, suportá-la e se graduar como vencedor. Não nos formaremos enquanto também não nos glorificarmos como Ele, aprendendo a Empatia e Simpatia necessárias para amar o próximo, e além de tudo, a si mesmo e entendê-Lo.

À medida que nos desenvolvemos e crescemos como indivíduos mais parecidos com Cristo, temos o dever e a obrigação de preparar nossos filhos para que busquem o mesmo, que sejam para os filhos deles e estes para os seus, o tipo de Pai que Deus é. Misericordioso mas justo.

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