April 09, 2011

Bênção ou Castigo?


"Felicidade é uma viagem, não um destino."
"O que importará mesmo, na "vida verdadeira", será o conhecimento interior, serão os laços de amizade e amor, serão os talentos desenvolvidos." (Luiz Polito)


A sociedade (no caso 'comunidade' da analogia) é regulada pelos homens. Independente se vivemos no Brasil, nos EUA, na Europa, Ásia, África ou qualquer outro lugar, esta é regulada pelas leis e cultura locais, pela idéia do que o homem faz de si e dos seus. A cultura, a história do país e povo, o clima e os costumes são fatos que não podemos mudar. Podemos escolher mudar, pra melhor ou pra pior, ou não, dependendo da 'liberdade' que esta sociedade nos proporciona.

Já a 'vida verdadeira' é o que fazemos com todo o conhecimento e experiências que temos. Quando somos jovens, não pensamos muito nisso. Quando amadurecemos, aprendemos a aproveitar melhor a vida e os nossos dias com coisas que nos fazem bem e cultivamos características da personalidade que precisamos, ou sabemos que são melhores, para nossa própria felicidade e convivência com os outros.

Cada um sabe o que é melhor pra si. A partir do momento que temos o conhecimento do Plano de Salvação, fica difícil encontrar qualquer outra coisa que substitua a caminhada que devemos percorrer no 'caminho apertado e estreito' para que possamos desfrutar de bênçãos para nós e nossa família, em todas as áreas de nossa existência, não somente espiritual. Podemos encontrar paliativos que nos ajudem aqui ou ali, e acredito que tudo quando se está buscando o melhor, é válido. Mas, sempre retornamos onde a raiz do melhor se encontra, de uma forma ou outra, pois sabemos que queremos o melhor, e merecemos.

O arbítrio que nos é dado é essencial nesse processo, pois somente quando aprendemos por nós mesmos, damos valor e vivemos, e gostamos do que nos tornamos, e descobrimos que não temos limites de aplicar a sabedoria que adquirimos.

De novo, a atitude é o que importa.

Ou seja, independente do estilo de vida que tenhamos, o país que tenhamos nascido, a criação que nossos pais nos deram, os erros que cometeram, as oportunidades que tivemos na vida, o que vale e o que mais importa é o que estamos fazendo disso tudo. Precisamos perdoar, esquecer, agir e optar pelo otimismo.



O fato de ver um copo metade vazio ou metade cheio (como Elder Utchdorf cita), de julgar nossa vida uma lei da selva ou um Plano de Amor, faz grande diferença nas consequências de nossos dias, tanto às nossas famílias, quanto à nós mesmos.

O Senhor declarou: “Deleito-me em honrar aqueles que me servem em retidão e em verdade até o fim.
Grande será sua recompensa e eterna sua glória” (D&C 76:5–6).

A arte de encontrar o lado bom de uma tragédia




Particularmente embora eu sempre procure ser otimista e ver o lado bom de tudo, e pesar na balança as possibilidades, é complicado tentar achar esse 'lado bom' em todas as coisas ruins. Muitas delas simplesmente não existem.

O entendimento de que coisas boas e ruins podem acontecer a todos, crianças, mulheres, homens, idosos, etc é necessário, e a atitude que temos de ação ou reação quando estas coisas acontecem é que fará a diferença.

Mesmo sem o entendimento do Evangelho, do Plano do Pai, e das provações para que nos façam fortes, etc., muitos conseguem ter uma atitude positiva, ou pelo menos não tão dramática e ao invés de lamentar e procurar culpados, arregaça as mangas e vai ajudar aqueles que precisam nessas situações.




Esse assassinato na escola do Rio, por exemplo.

Wellington Menezes de Oliveira, o rapaz que disparou os tiros nos adolescentes na escola, segundo entrevista com sua irmã logo após o ocorrido, era muçulmano e havia contraído o vírus da Aids, estava revoltadíssimo com a vida e acabou fazendo como muitos, matou muitos e se matou em seguida. Deixou uma carta que seu corpo deveria ser tocado por pessoas puras e coberto com lençol branco, que um cristão deveria pedir ao seu Deus que o perdoasse pelo que ele tinha acabado de fazer.

Enfim. Vi muita crítica ao governo do Brasil ("porque o governo não faz muito pra prevenir esse tipo de coisa"), muitas foram ao país Estados Unidos ("porque isso é coisa de país materialista que não quer saber de pessoas, mas só de dinheiro e não daqui do Brasil este país quase perfeito"), críticas à religião do rapaz (na verdade, o fundamentalismo é culpado, não a religião)... mas como ter certeza de seus motivos?

Essa atitude, tentando encontrar culpados quando algo ruim acontece é lamentável.

Todos os dias morrem crianças assassinadas em escolas do Brasil, ah mas esse foi 'cópia do que acontece nos EUA, terrorismo'. Na década de 90, em Campinas, uma família inteira de 9 pessoas (7 crianças de 1 a 10 anos) foram mortas por metralhadora pelos chefes do tráfico, e uma nota de 3 cm apareceu no jornal. E há notícias todos os dias desse porte, só não vê quem não quer.

O que eu quero dizer com isso tudo é, que tentar achar o lado bom de tudo é válido somente a título de aprendizagem, pois a atitude que temos quando algo ruim nos acontece é o que vale, e o que vai contar no último dia.

Todos nós temos provações de algum tipo ou outro em nossa vida, alguns se revoltam e se afastam de Deus, outros se achegam ainda mais. Outros preferem julgar e apontar os culpados, ao invés de se prevenir (e não esperar que somente o governo, religião ou outros o façam) para que isso não aconteça consigo mesmo.

Se racionalizarmos as coisas ruins tentando encontrar sempre algo bom nelas, é quase que um desprezo para os envolvidos na tragédia, que muito provavelmente, não terão nada de bom, a não ser a atitude de ser grato pelos momentos que puderam viver junto àqueles que perderam, e conscientizar os outros e a si mesmos que fizeram o melhor que poderiam, como no caso das crianças do Rio.

Acontecimentos lamentáveis assim, na minha opinião, são um 'wake up call' para que haja mais segurança nas escolas, e outras necessidades básicas que uma comunidade precisa.

P.S.: Que não depende somente do governo, da polícia, mas de cada um de nós.

Mas, temos que considerar que, após o choque de ver um crime, o entendimento e a necessidade de continuar a vida surgem.

Pra nós que somos pais e mães, qual entendimento desses acontecimentos queremos passar para os nossos filhos?

Qual tipo de atitude queremos que eles tenham no decorrer de suas vidas quando coisas ruins acontecerem?

Queremos que ajam com sabedoria, e não sofram como nós sofremos com nossos erros, ou queremos que repitam os atos errados daqueles que propagam esse comportamento destrutivo e pessimista?

O fato de que devemos procurar culpados, julgar, acusar, brigar, fazer barulho porque algo inacreditável aconteceu, difere da atitude de que devemos entender que muitas coisas ruins poderiam ser evitadas, mas já que aconteceram, precisamos buscar sim o melhor, e fazer o que se pode de positivo nessas situações.

Todos temos o direito de perder a paciência, de ficar com raiva, de ficar triste, de ficar frustrado, decepcionado. E estes são sentimentos normais. Mas precisamos ensinar nossos filhos (mesmo que a sociedade, algumas religiões, governos, culturas ensinem o contrário) que isto não nos dá o direito de sermos cruéis, e descontarmos no próximo nossas provações e a incapacidade de lidarmos com elas.

Acredito que é importante lembrar porém, que a tendência a se omitir de decisões ou atos necessários muitas vezes, vem com esse comportamento de que temos que aceitar tudo e agradecer por tudo. É necessário que alcancemos um auto conhecimento, de forma que saibamos o que fazer quando algo nos acontece, e daí, a serenidade para ser capaz de tomar decisões corretas com calma, mas que são necessárias, e muitas vezes urgentes.

Afastar-se pra manter a postura de pacífico, mas não agir quando necessário, traz uma certa hipocrisia ao que aprendemos com o Evangelho de Jesus Cristo, que nem de longe era omisso.

April 08, 2011

Saber, Fazer e Ser.



Sabemos que somente saber não basta.

Precisamos também fazer.

Mais importante ainda que o Saber ou o Fazer, é o Ser.

No mundo de hoje, com internet, liberdade e tecnologia que temos, o Saber é fácil. Sabemos exatamente o que queremos, como devemos viver, sabemos em que acreditamos, e o que precisamos melhorar.

A verdade é que estamos saturados de conhecimento que vem de todos os lados, ou seja, temos informações e jeitos pra tudo.

Conhecimento traz status, e com ele também, o orgulho.

Para nosso testemunho ter valor, cercarmo-nos de manuais com informações e regras de conduta não é tudo. É necessário colocar em prática, ou seja, Fazer, e isso também nos é relativamente fácil.

As pessoas normalmente têm uma agenda 'cheia', mil atividades, e trabalham para mantê-las. Por outro lado, alguns se negam e preferem continuar acreditando que somente o Saber é necessário, ou estão satisfeitos com isso.

Mas o problema também se encontra justamente aí. Muito da depreciação da Igreja e do Evangelho hoje em dia, vem do fato de haver muitas pessoas que sabem muito, fazem muito ou pouco, mas NÃO SÃO nada do que sabem ou fazem. Da mesma forma, pessoas que acreditam no pouco que outros sabem, mas não querem fazer ou ser pra tirarem suas próprias conclusões.

Ou seja, o grande desafio missionário de hoje em dia, é o Ser, mais que o Saber ou o Fazer, pois Saber algo, Fazer o mesmo, mas Ser diferente, faz cair por terra tudo o que é mais importante.

Existem pais que sabem, fazem, mas não são o que ensinam (exemplo). Professores que ensinam, cobram, mas não são o que passam. Membros da Igreja que sabem, fazem, mas não são o que obram.

Somente com humildade, arrependimento diário e o Espírito Santo como guia conseguiremos Ser o que Sabemos e Fazemos.

Enquanto isso não acontecer, haverá membros ou ex membros que falham pois só fazem, que culpam os outros pois só sabem, e aqueles que sabem e fazem, mas não são, porque, quando se começa a Ser realmente o que importa, entende-se o que Jesus Cristo realmente ensinou.

Se o conhecimento pode tornar as pessoas orgulhosas, a falta dele, ignorância.

Então, o que devemos fazer?

Na minha opinião, tem uma frase de Leonardo Da Vinci que traduz o que eu quero dizer:

" Pouco conhecimento faz com que as pessoas se sintam orgulhosas. Muito conhecimento, que se sintam humildes. É assim que as espigas sem grãos erguem desdenhosamente a cabeça para o Céu, enquanto que as cheias as baixam para a terra, sua mãe."

Isso foi o assunto exato deste outro artigo aqui no blog, se quisermos continuar falando sobre se conhecimento gera orgulho:

http://chrisologycode.blogspot.com/2010/05/serenidadeauto-conhecimento-x-injusto.html

Claro que existe muita coisa sendo feita, e muita caridade genuína. A melhor forma de ter isso é doar de si mesmo sem esperar retorno. Quando menos se espera ela virá.

Acredito que as escrituras estão cheias de exemplos onde se diz que temos sim que buscar conhecimento (Saber), aliado às obras e atitude com resultados (Fazer), mas que também devemos SER como Cristo, acima de tudo.

Um exemplo:

D&C 121

34 Eis que muitos são chamados, mas poucos são escolhidos. E por que não são escolhidos?
35 Porque seu coração está tão fixo nas coisas deste mundo e aspiram tanto às honras dos homens, (...)

41 Nenhum poder ou influência pode ou deve ser mantido em virtude do sacerdócio, a não ser com persuasão, com longanimidade, com brandura e mansidão e com amor não fingido;
42 Com bondade e conhecimento puro, que grandemente expandirão a alma, sem hipocrisia e sem dolo— (...)

45 Que tuas entranhas também sejam cheias de caridade para com todos os homens e para com a família da fé; e que a virtude adorne teus pensamentos incessantemente; então tua confiança se fortalecerá na presença de Deus; e a doutrina do sacerdócio destilar-se-á sobre tua alma como o orvalho do céu.
46 O Espírito Santo será teu companheiro constante, e teu cetro, um cetro imutável de retidão e verdade; e teu domínio será um domínio eterno e, sem ser compelido, fluirá para ti eternamente."


Todos nós temos a fase do Saber e tropeçamos nela.

Se formos inteligentes e usarmos o conhecimento para o bem, aplicaremos instantaneamente o Fazer em todas as áreas de nossa vida.

Se formos sábios e sinceros, com certeza adotaremos o Ser e todo o nosso conhecimento será puro, e nosso fazer será caridade.

As pessoas progridem. Mas isso também é uma escolha que, infelizmente, alguns não a fazem.

Na última Conferência Geral de Abril de 2011, achei ótimo o discurso de Elder Lynn G. Robbins, na sessão do domingo à tarde, sobre Ser ou não ser, e sobre o ser ser mais importante que o fazer.

Excelente discurso.

http://lds.org/general-conference/2011/04/what-manner-of-men-and-women-ought-ye-to-be?lang=eng

April 07, 2011

Entendendo nosso Plano Pessoal


Há um tempo num treinamento de trabalho deparei-me com esta figura:




Qual a nossa capacidade de ver a “big picture” (grande figura), ou seja, como cada acontecimento em nossa vida está interligado e é ou será necessário em nossa vida futura, nossas escolhas e história de vida?

Vendo este vídeo de Steve Jobs em sua formatura na Stanford (assistam, é um pouco longo mas vale muitíssimo à pena assistir):

http://video.google.com/videoplay?docid=-3827595897016378253

Também podemos ver que todas as experiências que temos em nossas vidas são necessárias para a formação do nosso eu, e dependerá de nossas escolhas para que saibamos aproveitá-las.

Como tirar proveito de experiências negativas, como aproveitar as oportunidades que elas trazem?


Como disse Steve: “Precisamos ‘Ligar os pontos’, (...) Amar o que fazemos e (...) Não nos acomodar”.

Ele é uma das muitas histórias de sucesso de pessoas que sabem reter o que é bom e louvável” no meio da adversidade.

Apenas uma história para ilustrar o tema:

O Bordado

Quando era pequeno minha mãe costurava muito. Eu me sentava perto dela e lhe perguntava o que estava fazendo. Ela me respondia que estava bordando.

Eu observava seu trabalho de uma posição mais baixa de onde ela estava sentada, e sempre lhe perguntava o que estava fazendo, dizendo-lhe que de onde eu estava o que ela fazia me parecia muito confuso. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente dizia: "Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu bordado te chamarei e te colocarei sentado em meu colo e te deixarei ver o bordado desde a minha posição".
Perguntava-me porque ela usava alguns fios de cores escuras e porque me pareciam tão desordenados de onde eu estava. Minutos mais tarde escutava-a chamando-me: "Filho, vem e senta-te em meu colo".

Eu o fazia de imediato e me surpreendia e emocionava ao ver a formosa flor e o belo entardecer no bordado. Não podia crer; de baixo parecia tão confuso. Então minha mãe me dizia:"Filho, de baixo para cima tudo te parecia confuso e desordenado, porém não te ocorria de que há um plano acima. Havia um desenho; só o estava seguindo. Agora olhando-o da minha posição saberás o que estava fazendo".

Muitas vezes ao longo dos anos tenho olhado para o céu e dito: "Pai o que estais fazendo?" Ele responde: "Estou bordando tua vida." E eu lhe replico: "Mas está tudo tão confuso; em desordem. Os fios parecem tão escuros, porque não são mais brilhantes?" O Pai parecia dizer-me: "Meu filho, ocupa-te de teu trabalho e Eu farei o meu; um dia te trarei ao céu e te colocarei em meu colo e então verás o plano desde a Minha posição."

O que fazemos em nosso dia-a-dia com nossas experiências? Facilmente nos revoltamos, colocamos defeito em tudo, queremos moldar as pessoas ao nosso jeito, reclamamos de tudo, ou procuramos um ponto no meio da tempestade onde podemos, com calma, resolver o problema e manter-nos focados no que realmente é importante?
Seja no equilíbrio pessoal que precisamos ter, seja no casamento, profissão, saúde ou qualquer outra área de nossas vidas, conseguimos reconhecer a mão de Deus (para os que acreditam n’Ele) como parte de nosso crescimento?

Como transformar o sofrimento em crescimento?
Tentemos externar o modo como vemos os acontecimentos de nossa vida, como os aproveitamos, como os aplicamos, como reagimos às situações.

Podemos nos edificar e ajudar aqueles que estão desistindo, encorajar os que estão em meio à tempestade, ajudá-los a acreditar na bonança.

Aqui o link para o vídeo de Steve Jobs no Youtube (embora somente no google no link que postei acima contenha a tradução em legenda):

http://www.youtube.com/watch?v=D1R-jKKp3NA

Albert Einsten escreveu alguma coisa no sentido do significado de viver. Disse ele que um ser humano é uma parte de um todo chamado por nós de "universo", ou seja, uma parte limitada pelo tempo e espaço.

Quando experimentamos nosso próprio ser, colocamos nossos pensamentos e sentimentos como se estivessem separados do resto, o qual é uma ilusão ótica e de nossa consciência. Esta ilusão seria, na ótica dele, é uma espécie de prisão para nós que nos obriga a sermos fiéis aos nossos desejos pessoais e a sentir afeto só por aqueles que nos rodeiam.

Nossa tarefa consiste em escapar desse cárcere ampliando nosso círculo de simpatia aos demais para acolher de braços abertos a beleza que todas as criaturas viventes e a natureza apresentam.

Einsten por exemplo foi muito mais que um cientista, foi um profundo metafisico ao que pouco ou nada lhe importaram os padrões estabelecidos dos pensamentos e dos atos deste mundo. As palavras que Einsten citou nos oferecem a possibilidade certa de escaparmos da nossa jaula e nos unirmos, não só no sentido espiritual, mas sim também em um mundo fisico e real.

Tantas pessoas encontram sabedoria nos livros (buscai o que é louvável), mas não conseguem reconhecer a sabedoria linear e completa do Plano Pessoal que temos, dado a nós individualmente por nosso Pai.

"Deus... nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele"
Efésios 1:3-4

Este é o plano de Deus. Que sejamos santos e irrepreensíveis perante ele.

E este é o plano d'Ele para todos os seus filhos. Todos os que nasceram depois da fundação do mundo (todos), foram escolhidos.

Deus não desistiu do propósito de nos colocar neste mundo. Ele nos amou, por isso, nos deu a oportunidade que temos de uma existência.

“Deus amou o mundo de tal maneira, que deu Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”
João 3:16

Seu amor para conosco não está condicionado à nada que tenhamos feito em nossas vidas; ele é anterior à nossa própria existência. Portanto, não há nada que tenhamos feito no passado em nossas vidas, nenhuma soma de pecados, nenhum desvio do direito que possa mudar o fato de que somos objeto do Seu amor de Deus.

“desvendando-nos o mistério da Sua vontade, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra”
Efésios 1:10

Paulo tomou conhecimento, logo após a experiência do caminho de Damasco da excelência do plano de Deus para sua vida. Mais tarde ele escreveu aos romanos: “enquanto eu for apostolo dos gentios, glorificarei o meu ministério”.

Deus ordenou a Samuel que ungisse a Saul como capitão sobre Israel. Assim, o filho de Cis sempre ganhou as batalhas. Mas, como rei foi um fracasso.

"Não há sabedoria alguma, nem discernimento algum, nem plano algum, que possa opor-se ao Senhor".
Provérbios 21:30

Deus tem um plano universal para a humanidade (João 1:1-14 e João 3:16-18) e um plano individual para cada um de nós (Hebreus 11:4-40 - alguns deles).

"Deus... nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele"

Presidente Hinckley sempre falava sobre conseguirmos ver 'a grande figura', como neste artigo da Ensign:
http://lds.org/ldsorg/v/index.jsp?vgnextoid=2354fccf2b7db010VgnVCM1000004d82620aRCRD&locale=0&sourceId=4c82aeca0ea6b010VgnVCM1000004d82620a____&hideNav=1

Um pouco do que ele diz:

"Vivemos em uma sociedade que se alimenta de críticas. Censura é a substância de colunistas e comentaristas, e há muitos destes entre o nosso povo. É tão fácil encontrar a falha, e para resistir a isso requer muita disciplina. Mas se, como povo, nós construimos e sustentamos um ao outro, o Senhor nos abençoe com a força para resistir a todas as tempestades e continuam a avançar através de cada adversidade. O inimigo da verdade nos dividiria e cultivaria dentro de nós atitudes como criticismo que, se permitimos que prevaleçam, só farão nos deter na busca do nosso grande objetivo dado por Deus. Nós não podemos permitir que isso aconteça. Temos de cerrar fileiras e marchar ombro a ombro, os fortes ajudando os fracos, aqueles que assistem pessoas com muito pouco. Nenhum poder na terra pode parar esta obra se deve conduzir-nos assim."

"Portanto, não temais, pequeno rebanho, faze o bem, deixe que a terra e o inferno se unam contra vós, pois se estiverdes estabelecidos sobre minha rocha, eles não poderão prevalecer. Buscai-me em cada pensamento; não duvide, não tenha medo." (D & C 6:34, 36).






April 03, 2011

Presidente Thomas Spencer Monson

Ultimamente tenho lido críticas de pessoas que não nos conhecem a fundo (e até conhecem um pouco ou já foram membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias) em relação ao fato de que o Profeta atual vivo Thomas S. Monson não tenha cumprido uma missão de tempo integral.

Aqui vou tentar explanar seus motivos, não querendo justificar, mas apenas sugerindo fatos para se pensar.

Sua vida é sua missao. Assim os que nao servissem missão trabalhassem tanto pelo Evangelho como ele.

Algumas pessoas reclamam que o profeta e alguns dos apostolos nao serviram missao comparando-se apenas nisso com eles.

Ele foi bispo aos 22 anos de idade. Toda sua vida foi em prol da Igreja e do Evangelho, cuidando de pessoas, famílias, e muito mais.

Alguns dos apóstolos atuais também não serviram uma missão de tempo integral. Mas admiro-me muito que muitos deles AINDA serviram uma missao, independente de tudo o que fazem e já fizeram por esta obra.

Aos que criticam, pergunto:

E Cristo? Ele tambem nao foi em missao mas mandou seus apóstolos irem. Ele teve como missão e exemplo de serviço, sua vida.

Bem, eu também não fiz Seminário e Instituto, mas fui professora tanto de um quanto de outro por 8 anos, e nunca tive um Manual que dissesse que Missão é obrigatório para a Exaltação.

Boyd K. Packer também não serviu uma Missão de Tempo Integral. Quando chegou na idade de servi-la, a II Guerra Mundial começou e os jovens eram incapazes de sairem a campo. Num fireside na BYU ele foi bem claro quando falando à respeito de Thomas Monson não ter ido a uma missão. Thomas Monson serviu como Militar perto da conclusão da guerra. Não importa, como alguns criticam, se foram os 4 anos de Serviço Militar de Boyd K Packer ou os 2 anos e meio de Thomas Monson servidos onde quer que sejam.

Também é bom ter a informação correta. Durante as guerras, principalmente as mundiais e a Guerra do Vietnan, tanto a Igreja SUD como outras, fazem um acordo com o Serviço de alistamento militar, principalmente de países onde o militarismo é ativo, como no caso dos EUA.

Na guerra onde Thomas Monson serviu, o acordo da Igreja naquele período era de que ela poderia enviar por ALA um missionário ao campo a cada 6 meses, e este missionário estaria isento de servir nas forças armadas.

Se a ALA tivesse mais de 1 jovem por semestre a sair em Missão, todos os demais deveriam se alistar e servir. Apenas 1 poderia ir em Missão.

A Igreja sempre procura fazer este tipo de acordo com as forças armadas para que se encontrem um meio termo onde se possa servir em Missão sem entrar em conflito com as leis do país.

O próprio Presidente Gordon B Hinckley só foi para uma missão porque foi negado a ir para a guerra, devido ao seu problema de asma.

Isso, para alguns países que não são ativos em suas Forças Armadas pode ser difícil de entender, e patriotismo acaba sendo brega para alguns.

Somente um lembrete:

Em caso de uma guerra mundial, todas as missões deverão ser evacuadas e os jovens escolhidos deverão servir seu pais no qual estão alistados.

Em casos extremos de uma Guerra Mundial, jovens de ate 16 anos podem ir. As missões terão que esperar.

Esta ainda eh a lei dos países que fazem parte das Nações Unidas, como USA, Japão, Alemanha, e da maioria dos paises envolvidos nas guerras mundiais até hoje.

Não vou entrar em detalhes sobre motivos da missão, motivos das guerras, porque variam, e como santos dos últimos dias, sabemos quais deveriam ser os reais propósitos de sairmos, tanto para uma missão quanto para uma guerra.

Mais detalhes sobre o Profeta Thomas S. Monson:

Ordenado profeta, e chamado como conselheiros Elderes Eyring e Elder Utchdorf, em 04 de fevereiro de 2007 - 11 am.

A notícia oficial:
http://www.newsroom.lds.org/ldsnewsroom/eng/

Biografia de Thomas S. Monson
http://newsroom.lds.org/ldsnewsroom/eng/news-releases-stories/biography-of-president-thomas-s-monson

No ano seguinte, o Profeta Thomas Monson participou de uma Conferência Regional com 77 estacas, traduzida em mais de 12 línguas, neste último final de semana.

O tema de seu discurso foi: "Coloquem sua casa em ordem."

Entre os tópicos citados, pediu para que possamos estabelecer uma casa de oração, de ordem e de aprendizado para crianças pequenas. Foi incisivo, realístico e direto.

http://www.deseretnews.com/article/1,5143,700258982,00.html?pg=2

Em meio a algumas outras pessoas, e perguntado o que queria de presente neste seu 82º aniversario, ele apenas pediu para que os membros fossem ao Templo, e comemora seu aniversario dedicando o Templo de Oquirrh Mountain por todo o final de semana.

http://www.sltrib.com/faith/ci_13177370

No ano anterior, o presente que ele pediu de 81º aniversario foi:

"Do something for someone else on that day to make his or her life better. Find someone who is having a hard time or is ill or lonely, and do something for them. That's all I would ask."

http://www.ldschurchnews.com/people/1/Thomas-S-Monson.html

Esta é a casa do profeta Thomas Monson:

http://www.moroni10.com/prophets_homes/Thomas_Monson.html

Onde ele mora há quase 50 anos, desde seu primeiro chamado como autoridade geral, e onde morava antes são 3 quadras distante, e não é muito diferente das casas daqui de Utah, muito pelo contrário, é uma casa bem antiga.

O profeta não é dono da igreja, e somente alguns dos apóstolos ou da primeira presidência ganham um auxílio para que possam pagar despesas para 'morarem' em Salt Lake City. Muitos deles não precisam.

Ao contrário do que alguns dizem, existem muitos membros na Igreja com muito dinheiro que não são autoridades gerais.

Um deles disponibiliza um jato para o profeta. Se alguém duvidar, podem vir me visitar aqui em Logan, e eu lhes levo num tour pelas casas aqui perto, na divisão Quail Bluff (mansões)...

Ninguém, nem da Primeira Presidência, nem dos apóstolos ou mesmo do Primeiro Quórum dos Setenta vive como milionários, e se ajudam entre si. Alguns deles vivem em suas próprias casas desde bem antes de serem chamados autoridades gerais.

Há também um apartamento perto dos escritórios da Igreja na Temple Square, onde o profeta fica quando de conferências e outras datas que exigem mais sua presença.

Por mim, eu sei que Thomas Spencer Monson é um profeta autorizado e chamado por Deus nestes últimos dias. Seu manto tem todas as chaves do sacerdócio hoje na terra. E ele é o porta voz de Jesus Cristo hoje, e nosso guia nesses dias de alta turbulência.




Ontem, na sessão geral do Sacerdócio, por ocasião da 181ª Conferência Geral anual da IJCSUD, ele disse aos homens (adultos e rapazes) em seu 'powerful' discurso:

‎'Viemos a terra num momento conturbado, a bussola da moralidade tem sido desviada do ponto principal através de filmes, programas de TV, videos pornográficos, palavriados profanos (...) Tomar o nome do Senhor em vão, entristece o Pai (...) Fiquem longe da pornográfica, bebidas, fumo... todos nós sabemos o quanto é dificil sair destes vicios depois que entramos neles (...) O que vai nos proteger de tudo isso, é o nosso testemunho. Quem ainda não leu o Livro de Mormon, leia, fortaleça seu testemunho, faça o que for necessário para tê-lo! Tenha o seu próprio testemunho, não resolva apoiar-se no testemunho dos outros (...) Cesse as iniquidades (...)'

Aos casados, ele aconselhou:

'Desde que me tornei Profeta, o que mais me entristece é os pedidos de cancelamento de casamentos. Momentos felizes que tiveram dentro do Templo do Senhor, tem sido perdido pela falta de dinheiro, traição, desrespeito (...)
Qualquer homem desta Igreja que obter dominio sobre sua esposa, os ceus se afastará e o sacerdócio...
dirá amém! (Pres. Gordon B Hinckley).'


Aos solteiros:

'Parem de gastar seu tempo comprando brinquedos caros, saiam de casa, faça amigos e saia com as moças, encontrem
sua esposa!'.


Para assistir a sessão inteira do Sacerdócio:

http://lds.org/general-conference/watch/2011/04?lang=eng&vid=879108322001




Vícios e nossa resistência.



Ninguém tem pré-disposição para ter vícios. Se temos ascendentes que tiveram algum, talvez (a ciência ainda não tem certeza absoluta disso) nascemos com algumas células a mais que são mais suscetíveis a contrair vícios mais facilmente que outras pessoas. Todos nós temos células cancerígenas em nosso corpo por exemplo, mas depende de nosso estilo de vida desenvolvê-las ou não, e para muitos outros problemas.

Errar todos erramos. Alguns dizem que, 'nem todos fazem boas escolhas todo o tempo', e eu digo que ninguém faz boas escolhas todo o tempo. Ninguém, o único perfeito foi Jesus Cristo.

Mas, talvez para alguns seja mais difícil controlar algumas 'vontades' do que para outros, e mudar suas atitudes em relação por exemplo, a um 'vício', mas não é impossível. Nada é impossível, principalmente quando se coloca em prática o que sabemos, como oração, jejum e humildade.

Não precisamos viver em círculos, mesmo apesar de tantos erros passados, se não conseguimos mudar nossa atitude e começar algum dia a fazer boas escolhas. E, ao invés de sempre ceder às tentações do vício, de tantas coisas, quando é que vamos evoluir seja pessoalmente, espiritualmente ou de qualquer outra forma?

Todos os dias temos coisas que nos tiram a paciência, que não estão planejadas, pessoas que mais atrapalham que ajudam, mas será que precisamos mesmo largar nosso bem estar por qualquer uma dessas coisas?

Não precisamos também tomar toda a culpa de tudo o que fazemos, ou nos achar incompetentes porque não conseguimos nos livrar de um vício por exemplo. Existe ajuda. Existe tratamento pra tudo.

Mas, a primeira 'boa' escolha talvez a se fazer para ter uma vida que nos traga mais felicidade ao invés de regressos e arrependimentos todo tempo, e o sentimento de querer se livrar da própria responsabilidade e culpar a tudo e todos pelos próprios fracassos, é assumir definitivamente que se é filho (a) de Deus e que merece ser feliz. Nada menos que isso.

Se há 'predisposição' ao vício, ele somente se instala se a pessoa usar a droga. Fato.

Independente se se tem um vício ou não, há ajuda e tratamento para todas elas. Não é fácil nem rápido, mas é possível.

Eu já trabalhei, fiz estágio ou voluntariei em várias clínicas de recuperação de drogados, alcoolismo ou drogas, anorexia, e outras, e a linha de base é a mesma que eu disse lá atrás: o aprendizado para o controle de si mesmo.

E isso depende de muitas coisas, principalmente da pessoa querer e decidir de uma vez por todas enfrentar a si mesmo(a).

Conheço centenas que conseguiram, pois assumiram suas faltas, se responsabilizaram pelos seus erros, levantaram depois que caíram.

Não importa se a família por dez gerações tem uma vida de vícios, se a religião diz que é pecado, se o vizinho oferece uma droga, se o mundo está acabando, se há pessoas umas contra as outras. Nada importa se se decide mudar e de uma vez por todas deixar o drama da vida, seja coisa ruim demais ou coisas boas demais, atingirem qualquer balanço mental.

Nem todo mundo é forte. Mas o orgulho é o primeiro degrau do fracasso.

Ninguém precisa passar por tudo isso sozinho.

Mas esta é somente minha opinião, talvez pela experiência diária de ver dezenas de pessoas todos os dias onde, algumas continuam caindo e culpando a família, os amigos, a religião, e uma lista de outras coisas, e nunca conseguem se aprumar na vida. Quando algo vai bem, estão bem, quando algo vai mal, tudo e todos são culpados. Ao mesmo tempo vejo outras, e realmente, e infelizmente, esta é a porcentagem menor, onde mesmo com tudo contra elas e com exemplo nenhum de ninguém, e muitas vezes, sem ajuda nenhuma, tomam uma atitude em relação às suas vidas, e vencem, humildemente, pouco a pouco, tudo o que precisam.

Ou seja, é possível. Mas tem que haver paciência. E fé.

Eu também não acredito que seja culpa da genética, ou da religião, ou de Deus que permite termos o arbítrio para escolher.

Muitas vezes a família é repressora, ensina, amedronta os filhos, mas nossos pais também estão tentando, talvez eles não saibam fazer diferente porque nunca aprenderam outra opção.

Muitas pessoas que nascem no seio de uma casta lá no meio da Indonésia vivem daquela forma, se prostituindo, sendo castradas ou assassinadas por nada, talvez porque não saibam outro estilo de vida.

Mas, a partir do momento que obtemos o conhecimento, somos responsáveis por aquilo que sabemos, por aquilo tudo que até agora fizemos e não sabíamos e podemos agora mudar e corrigir, por coisas que não fazíamos a mínima idéia e agora entendemos.

Por isso, conhecimento é poder.

Poder de transformar o que está errado e fazer melhor, poder de corrigir o que precisa ser corrigido, poder de trazer à luz o que precisa ser divulgado, seja para ajudar o próximo, se ajudar ou simplesmente informar.

Muitos utilizam o conhecimento pelo lado contrário, tentando confundir ainda mais a pessoa, e ajudando-a a racionalizar seus vícios e dúvidas, e não trazem luz nenhuma.

Quando eu falo sobre auto conhecimento, não tem relação com arrogância, egoísmo, orgulho. Auto conhecimento é diferente disso.

Quando nos conhecemos de verdade, muitas vezes nos assustamos com o que vemos. Tendemos principalmente a mascarar nossos pontos negativos. Mas aí é uma oportunidade para corrigir o que está errado. Muitas vezes, se fazemos isso, muitos não aceitam, continuam a nos julgar por coisas que fizemos anos atrás.

Eu levo muito à sério a frase do Salvador, "Ame o próximo como a si mesmo". Impossível amar e ajudar o próximo como ele merece se não podemos fazer isso nem por nós mesmos.

Muitas vezes também, o que criticamos no outro é justamente o que precisamos ter. Ou, algo que custamos a mudar, e o outro nos apresenta os mesmos defeitos de que nos livramos, então não o aceitamos.

Uma amiga me disse que viciados precisam de alguém que ''nos olhe com compreensão e amor'. E esta pessoa primeiramente precisa ser nós mesmos. Não podemos ser tão duros com nós mesmos, muito menos com o próximo.

O maior julgamento, e este 'será glorioso e feliz para alguns, e um horror e com ranger de dentes para outros' será o de Jesus Cristo, depois de todas as chances que tivemos para mudar o que precisamos em nós mesmos.

Quanto mais cedo começarmos melhor, pois assim teremos mais tempo para desfrutar de nós mesmos da forma que queremos.

Quando leio as escrituras, é claro que Jesus trabalhava o autoconhecimento em seus discípulos.

E o mais importante é a caridade que traz mais autoconhecimento, desde que feita com o coração e não por obrigação.
Quando nos conhecemos agimos com virtude, e esta nos faz livres de nosso próprio ego e nos vemos com mais respeito e carinho. Consequentemente seremos generosos, humildes, honestos, fiéisl, bondosos, respeitosos, pacientes e simples, pois aplicaremos o que sabemos de nós agora para o bem do próximo, sem sermos egoístas, que Cristo altamente reprovava.

As invirtudes, como orgulho, inveja, ira, preguiça, avareza, gula, luxúria, falsidade, desonestidade, desrrespeitabilidade são parte de vícios que não assumimos e que culpamos ou cobramos de outros de termos ou não.

Quando eu digo que ninguém tem culpa de nossas escolhas, é justamente porque acho que cada um deve ser responsável por seus próprios atos.

Lembro-me na Cadeia Campinas-Sumaré uma vez para uma entrevista com um psicopata que estava preso por 623 anos. Ele havia matado e estuprado, esquartejado e até comido partes de suas quase 230 vítimas, mulheres. Ele contava com a maior naturalidade como havia feito o processo de corte/abatimento/receita de churrasco de algumas delas.

Suas respostas eram sempre, "Porque ela me provocou", "ela me seduziu", "ela me deixou nervoso", "ela estava com medo", e muitas outras, eu lhe perguntei se ele era mesmo totalmente incapaz de se auto controlar e não tinha remorso algum por algumas delas.

A resposta dele foi:

"Eu fiz porque quis."

Enfim. Há muitas vítimas do sistema por aí, mas a maioria precisa somente assumir sua própria responsabilidade.

Uma mensagem clara de Elder Ballard, onde ele fala sobre e como o vício tira nosso arbítrio. Infelizmente ainda somente em inglês:

http://www.youtube.com/watch?v=ry8-YIwnEcU&feature=player_embedded#at=78

E como a Expiação de Cristo (e o entendimento dela) pode nos livrar de qualquer vício