July 22, 2011

Bipolaridade (Transtorno Obssessivo Compulsivo) x Religião






Normalmente, pessoas que apresentam o TOC normalmente e já receberam alguma isntrução de tratamento, tendem a evitar situações que envolvem o conteúdo das obsessões, comportamentos hipocondríacos são comuns, culpa, um senso patológico de responsabilidade, e distúrbios do sono podem estar presentes. Pode haver também uso excessivo de álcool ou sedativos, hipnóticos ou ansiolíticos. O transtorno obsessivo compulsivo (TOC) pode estar associado à depressão ou ansiedade, transtornos alimentares, e transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva. Existe uma alta incidência de transtorno obsessivo compulsivo na síndrome de Tourette (alguns tipos de Autismo).

A Terapia comportamental é mais comumente usada no tratamento do TOC, mas, na verdade, poucas crianças e adolescentes se beneficiam dessa técnica, devido a uma recusa em participar desse tipo de tratamento, ao alto custo e a falta de profissionais qualificados. Na maioria dos casos avançados é necessária a aplicação de clomipramina e até fluoxetina que pelo menos amenizam os sintomas do TOC.

É quase impossível que a pessoa que o apresente demonstre apenas no lado religioso, provavelmente terá outros, alguns ou mais também nas áreas sexual, simetria, contaminação, somático e alimentação. Ou seja, se a pessoa demonstra o TOC no lado religioso e conviva num ambiente que reforce este comportamento, uma religião que use de lavagem cerebral e técnicas de convencimento por exemplo, com certeza a doença piorará. O tratamento é indispensável e a terapia para que a pessoa tome consciência dos fatos e conheça-se.

Ambientes onde existem formas de controle e abuso mental e psicológico, colocam a culpa como intensificador das neuroses e psicoses mal resolvidas que todos temos em algum grau de gravidade.

O TOC é algo que pode durar por toda vida ou por um certo período de tempo o que é mais comum, com maior freqüência, um início súbito, menor duracão de sintomas, obsessões de conteúdo religioso, curso episódico e sintomas menos graves.

Em nosso caso como membros de uma Igreja, isto é de certa importância ao avaliar porque partilhamos de uma religião. É isto que o Profeta e líderes dizem que vivendo os princípios, ganharemos um testemunho real que nos moverá e nos dará uma vida saudável.

Se partilhamos de um pensamento por medo de sermos queimados na segunda vinda, por culpa por não nos perdoarmos de nossos erros do passado ou mesmo presente, por transgressões cometidas ou algo mais, tenderemos a agir cada vez mais de forma perfeccionista por puro medo e hipocrisia que nos levará a neurose ou psicose obssessio-compulsiva de alguma forma.

O fanatismo religioso nem sempre tem a ver com o TOC, uma vez que quem o tem nem sempre apresenta apenas esta obsessão. Mas pode também ser sintoma de depressão, ansiedade, insegurança e baixa auto-estima como na maioria dos casos, uma vez que a obsessão é um pensamento intrusivo e indesejado, que evoca ansiedade ou desconforto. Também apenas pensamentos, idéias, imagens, sons, ruminações, convicções, medos ou impulsos, e freqüentemente têm um conteúdo agressivo, sexual, religioso, repulsivo ou absurdo. Já o tratamento para o ritual compulsivo do TOC é um comportamento realizado para reduzir ou aliviar o desconforto causado pela obsessão, pode envolver rituais de limpeza, esquiva, repetição verificação, empenho pela perfeição e meticulosidade.

O psicólogo neste tratamento deve investigar as causas da mesma, auxiliar no resgate das atividades normais do indivíduo, na modificação do humor e na restauração da percepção de si mesmo, do mundo e do futuro. Desenvolvendo um trabalho direcionado tanto a recuperação quanto à prevenção de outros episódios de depressão.

A família e pessoas podem ajudar nestes propósitos e objetivos de restauração da identidade e auto-conhecimento.

Alguns sites bons que podem dar uma clareada nas questões apresentadas são os seguintes:

http://gballone.sites.uol.com.br/colab/cesar1.htmlhttp://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462000000600005

A Veja já levantou a questão de uma forma meio medonha, mas vale a pena pelas informações:

http://veja.abril.com.br/050504/p_130.html

Outro detalhado:

http://virtualpsy.locaweb.com.br/dsm_janela.php?cod=39

Na internet há vários sites que podem responder estas perguntas, apenas tome cuidado para pesquisar fontes fidedignas como Universidades e certos estudos direcionados nas áreas de Psicologia e Psiquiatria.

No mais, seria interessante consultar um psiquiatra sobre a questão e/ou vários outros a respeito.


 

July 17, 2011

Psicanálise e Homossexualidade



Ultimamente tenho ouvido e lido alguns argumentos de que a Psicanálise aceita e explica a homossexualidade como herança genética, que se nasce com. E com este post gostaria de deixar claro que há um grande engano quando se afirma isso.

O termo libido só é usado a partir da Psicanálise, e por ela, a homossexualidade pode ser explicada de qualquer forma, menos que se nasce com.

A libido é uma carga energética que tem origem na sexualidade. É importante ressaltar que a sexualidade não se localiza apenas no aparelho genital. A libido é uma energia humana que faz os indivíduos buscarem a realização de suas necessidades básicas, como a fome, por exemplo, e também as prazeirosas.

Portanto, independe completamente de direção. Não se pode dizer, psicanaliticamente falando, que 'o homossexual tem libido pelo mesmo sexo' porque a libido é direcionada por vontade, portanto, escolhe-se ter libido pelo mesmo sexo. Até agora, em pesquisas de homossexualidade, tem-se falado que pelo menos 15% dos gays hoje ativos, não 'escolheram' ser gays. E, embora, muitos admitam ter nascido assim, ainda não há explicação científica completa que explique porque exatamente uma pessoa possua atração pelo mesmo sexo.

A Psicanálise explica que parte da libido é reprimida a partir do complexo de Édipo, parte é deslocada para outros atos humanos como estudar, fazer arte, trabalhar e outras atividades que temos ao longo de nossas vidas, e uma última parte fica disponível para o prazer sexual. A libido é a energia que move o homem a se relacionar com os objetos. Se não fosse pela libido o homem não iniciaria sua relação com o mundo. É esta energia que garante que as crianças comecem a brincar, locomoverem-se e explorar a realidade à sua volta.

Ou seja, se a libido é desenvolvida com pessoas do mesmo sexo ao redor a todo instante (amigos gays por exemplo), nada mais natural do que desenvolver mais o lado homossexual que o heterossexual.
Libido é um termo que significa vontade e desejo. De um ponto de vista qualitativo, Freud, o Pai da Psicanálise, definiu que a libido é irredutível a uma energia mental não especificada como propunha Jung (que apenas incluiu e afirmou ainda mais que a libido é parte da escolha, seja influenciada pelo lado espiritual, religioso ou moral).

Para Freud a libido afirma-se sempre mais como um processo quantitativo, permitindo medir os processos e as transformações no domínio da excitação sexual, seja esta direcionada para o que for. Ele também estudou sobre homossexualidade latente, que corresponde a produção de efeitos e a proliferação de sentidos na relação analítica, seja como tendência à repetição, como inibição de crescimento ou transformação criadora.

Neste sentido a orientação da libido de uma pessoa em direção a um objeto do mesmo sexo, ou em direção a um objeto do sexo oposto, não tem diferença essencial qualitativa ou normativa, isto é, esta ou aquela orientação não é mais ou menos adequada, normal ou patológica do que outra.

Escreve Freud nos Três Ensaios: "O afeto de uma criança por seus pais é sem dúvida o traço infantil mais importante que, após revivido na puberdade, indica o caminho para sua escolha de um objeto, mas não é o único."

O próprio Freud escreveu: "Não compete à psicanálise solucionar o problema do homossexualismo. Ela deve contentar-se com revelar os mecanismos psíquicos que culminaram na determinação da escolha de objeto, e remontar os caminhos que levam deles até as disposições instintuais".

Na verdade, precisa-se tomar muito cuidado com qual teoria de Psicologia usar para se 'explicar' homossexualidade, sendo que todas elas partem da raiz mãe da Psicanálise, que diz que a causa da homossexualidade é a mesma da heterossexualidade e da bissexualidade: A escolha inconsciente do objeto do desejo.

Escolha produzida na trama das relações sociais, sempre bem circunstanciada no âmbito de um sistema de sociedade particular e suas instituições e convenções – o que chamamos de cultura. Nessa esfera, nenhuma escolha é mais natural ou normal do que outra, melhor, pior, superior, inferior.

Desde Freud e sua teoria do inconsciente, seguido por Lacan, sabemos, se há alguma razão para se falar de causa, que se aceite que todo desejo é causado e, mais ainda, que todo desejo é uma causa: a causa do sujeito do desejo, isto é, aquilo pelo que cada um se empenha, embora sem saber. E essa é condição a que ninguém e nenhuma escolha escapam. No tocante ao desejo, não há causas mais legítimas que outras. Na política das escolhas do amor e do sexo, todas as causas são igualmente fundadas (causadas) no desejo – e, pois, como desejo, legitimamente existente como um direito, tratando-se do que não inflija sofrimento a ninguém, não constitua violência sobre o outro, agressão à dignidade humana. Não se pode acusar a homossexualidade de nenhuma dessas coisas.

Nesse sentido, a sexualidade entre os seres humanos é simplesmente contrária à natureza reprodutiva do sexo animal, não havendo razão para se falar de natural/normal e patológico/anormal em matéria de sexo no reino humano. Será a cultura – e seu trabalho de sujeição à ideologia (o que Freud chamava de os Ideais: a tradição, a religião, a moral) – que procurará, domesticando as pulsões, enquadrar os indivíduos.

Já a filosofia explica a homossexualidade de outra forma, e a biologia de outra.

Entre a ciência que não define gênero e os ensinamentos de Deus que são claros quanto a isso, cada um pode escolher o que fazer, e o restante precisa respeitar o livre arbítrio alheio.

Mas é bom lembrar que em qualquer teoria de Psicologia, os humanos agem naturalmente somente com algumas vantagens sob os animais.

E essa não é a idéia que temos pelo Plano do Pai. O Pai Celestial ama TODOS os seus filhos, independente de orientação, cor, raça ou qualquer outra característica, natural ou adquirida. TODOS nós temos o potencial de retornarmos a Ele, e o PODER de controlar todos os nossos instintos. Seus mandamentos não são apenas para os que possuem uma vida considerada "perfeita" pela sociedade.

Portanto, ao invés de alguns tentarem 'se' entender pelas ciências, o que é arriscado em algum ponto (ou vários) de sua existência, pela 'desimportância' que a ciência nos dá como seres humanos e muda a cada nova pesquisa, repensar-se como Filhos de Deus, com toda uma Natureza Divina, além de seus instintos e evoluções de espécies, é mais garantia de amar a si mesmo, aceitar-se e viver em paz.

Àqueles que aceitam Luiz Mott como seu líder, tomem muito cuidado. As cinzas de Freud devem estar tentando corroer o container em que se encontram por Mott dizer essas barbaridades e dizer que a '' Psicanálise confirma isso". Uma das maiores mentiras que eu já li em todos os tempos. Aliás, Anna Freud, uma das filhas de Freud, continuou sua teoria e especializou-a somente para crianças.

Como eu já disse antes, muitos homossexuais são terrivelmente discriminados por causa deste líder que têm. Isso não significa que todos eles são ou fazem o que o líder é ou faz. Em nenhuma hipótese, felizmente, esta pessoa representa todos os homossexuais do Brasil, que não é bem visto nem por outras organizações homossexuais mundo afora.

Acredite, você é mais do que pensa que é. Não se resuma a apenas sua orientação. Isso não é o Plano de Deus para sua vida.

Sexo e Reino de Glórias



É verdade, o "Reino do Pai tem muitas moradas".

Mas é bom lembrar que apenas no Reino Celestial, para aqueles que atingirem o mais alto nível num casamento celestial entre um homem e uma mulher, é que existirá o sexo.

Aqueles que aqui, não conseguem dominar suas paixões, sejam elas de forma heterossexual ou homossexual, irão sim, para outros reinos. Mas não terão o objeto de seu vício lá. Todas as pessoas responderão por suas ações pois não há como enganar a Deus.

Um amigo (gay e consciente disso tudo) explicou isso muito bem:

"Os espíritos que não conseguem afastar-se dos bens terrenos (casa, móveis, trabalho, amizades, e curtições (incluo fornicações, adultério como sexo fora do casamento entre homem e mulher) geralmente permanecem imantadas aos ambientes onde viveram. As mazelas, problemas e doenças que os perturbaram antes de sua desencarnação permanecem vivos em suas mentes, projetando-se em seus corpos espirituais. Com isso, eles continuam sentindo as mesmas dores e angústias de seus últimos tempos na Terra, e seus sofrimentos repercutem também nas pessoas sensíveis das quais se aproximam. " (observação entre parênteses minhas).

Ah, mas onde está a doutrina oficial que diz isso?

Isso é lógico.

Como o sexo é ordenado por Deus somente entre homem e mulher legal e legitimamente casados, e o casamento celestial é condição para a exaltação, e os exaltados estarão no Reino Celestial (no primeiro grau dos três do Reino Celestial que é para seres exaltados, que tenham sido selados a um cônjuge para a eternidade e possam estabelecer juntos uma família eterna), é inteligível que só aja sexo no Reino Celestial. Se filhos espirituais somente serão gerados no grau mais alto do Reino Celestial, então os outros não terão sexo.

Se haverá casamento somente no Reino Celestial e adultério/fornicação (sexo fora do casamento) é pecado comparado a Assassinato, é lógico que nos reinos fora do Celestial, não existirá.

Mas daí partimos do que nós entendemos de sexo, já que não temos informações sobre como fomos gerados espiritualmente na vida pré mortal pelo Pai Celestial.

No Manual de Casamento Celestial, mais precisamente neste capítulo:

http://institute.lds.org/manuals/doctrines-of-the-gospel-student-manual/doc-gosp-21-30-28.asp

Veja citações no final do capítulo onde Joseph Smith diz que somente homem e mulher que fizeram a ordenança do casamento celestial poderão continuar a gerar filhos espirituais.

É bom lembrar que, dentro do Reino Celestial, alguns se tornarão como o Pai Celestial e mulheres como nossa Mãe Celestial. Não há essa possibilidade sem um marido ou esposa. Alguns criarão mundos, planetas, estrelas, galáxias, reinos, como nos é prometido no templo. Estas promessas não são restritas somente à criação de coisas materias, mas para próprios filhos espirituais. Aqui conhecemos esse método como sexo. Mas não o sabemos como é feito. Somente lá é que saberemos como Deus chamou o que Adão nomeou.

A exaltação só é possível, além de tudo isso, através da Expiação de Jesus Cristo, como diz em D&C 93:38. As pessoas que se esforçarem em obedecer todos os mandamentos, mas não entrarem no novo e eterno convênio e permanecerem solteiros -- estes serão selados aos casais como seus filhos e agirão como seus anjos ministradores, isto é, homossexuais que guardarem os mandamentos podem receber essa bênção.

Lembre que Satanás quer nos fazer tão miserável quanto ele (2 Nefi 2:27), e, como não tem um corpo, fazer-nos acreditar que sexo é banal e tudo ficará bem no final, é estratégia dele.

Sobre isso e coligando com o assunto, existe um discurso excelente de Elder Oaks:

http://www.lightplanet.com/mormons/daily/sexuality/same_gender_attraction.html

Fomos criados homem e mulher e Deus colocou a atração entre estes para que atingíssemos Seus propósitos. Continuaremos sendo homens e mulheres nos Reinos de Glória, mas, como postei no outro tópico que coloquei as citações, seremos como Cristo disse em Lucas.

Esta é a vida para fazermos escolhas. Vidas nos Reinos de Glória serão diferentes. Lá teremos que ser responsáveis pelas consequências das escolhas que fizemos aqui nesta.

Todas as escolhas, conscientes e principalmente inconscientes, são o resultado de hábitos adquiridos ou condicionados. A maior parte do que ocorre em nossas vidas, seja orientação, vocação, atração, é sempre resultado de nossas próprias escolhas, conscientes ou inconscientes de acordo com aquilo que 'vivemos'.

Deus nos deu o mandamento de sermos perfeitos como Ele é. Se não ligarmos para fazermos o nosso melhor, obedecendo seu modelo de casamento, continuaremos sendo homens e mulheres, mas querer as bênçãos do Reino Celestial sem ter feito nosso melhor para estar lá, isso sim pra mim não é Justiça Divina, que nem de longe, se dará um jeitinho brasileiro na situação.

Como dizia meu avô, o que é, é. O que não é, não é.

Homossexual ou Heterossexual?



Todos nós precisamos nos encontrar primeiro, pois mascarar ou querer fugir do problema não adiantaria, e causaria tristeza para mais de uma pessoa num futuro não muito distante.

O conselho constante da Igreja para que os garotos não tenham relacionamentos sérios com garotas antes da missão, e por isso eles passam grande parte do tempo sempre na companhia de outros rapazes, e depois ainda vão para missão, e ficam mais 2 anos sempre com rapazes e ainda mais próximos deles, pode ocasionar, como já vi às centenas, sentimentos confusos em relação a outros do mesmo sexo, mas que não são parte da homossexualidade.

De uma certa forma eu gosto dessa cultura de 'dates' existente aqui nos EUA. Há muitas atividades saudáveis (o que falta em alguns lugares do Brasil) onde rapazes e moças se divertem juntos. Sou à favor de que moças e rapazes saibam se relacionar uns com os outros, e aconselho a convivência, como amigos e atividades em conjunto.

Mas também vejo líderes, e até pais e mães (aqui e no Brasil), que tiram seus filhos da convivência normal de outros com medo da quebra da lei da castidade. Confiar é a melhor prova de amor que podemos dar aos nossos filhos, e se isso acontecer, acontecerá com uma garota ou um rapaz. Eu recebo os amigos de meu filho aqui em casa todo o tempo, rapazes e moças.

Quando digo que sentimentos vários vêm aos jovens que passam muito tempo juntos com amigos do mesmo sexo e que não significam que eles são homossexuais, refiro-me justamente àqueles que experimentam certos relacionamentos e entram em dúvida se são ou não.

Numa sociedade onde o culto ao corpo e a arte da conquista gira em torno da carne como a nossa, existem milhares de jovens tendo relações bissexuais tentando justamente se encontrar. Quem não tem religião, ou se rebela contra a que tem, vai querer fazer parte de um grupo e ser aceito por ele.

Nesse meio, a apologia à homossexualidade acaba levando muitos jovens que não são homossexuais. Isso existe e muito. Há uma linha muito tênue entre os que realmente são e os que tiveram fases onde tiveram algumas relações, mas, mais tarde se encontraram realmente.

Eu tenho amigos próximos que tiveram algumas relações homossexuais e mais tarde encontraram-se, casaram-se e tiveram filhos e vivem bem assim, e não estão se enganando. Também conheço vários que tentaram, mas não conseguiram, pois se encontraram verdadeiramente homossexuais. Conheço outros que ainda não se encontraram, e estão buscando. E este é o meu conselho ainda, 'procure se encontrar'. O autoconhecimento e a fidelidade em se ser o que realmente se é, é o que garante uma vida sem hipocrisia.

Seguir um grupo e adotar suas práticas, 'peitar o mundo', lutar por direitos, combater os que pensam contrário, não vai fazer ninguém feliz se não houver autoconhecimento e honestidade consigo mesmo.

Tenho um amigo que quando bem jovem, sua mãe me ligou um dia às 2 da manhã (eu era presidente da soc soc dela) desesperada, para ir tirá-lo de uma boate gay. Chegamos lá (eu pedi ajuda), ele estava quase em overdose, havia feito sexo grupal e estava machucado mesmo. Tivemos que carregá-lo para o hospital. Hoje, mais de 10 anos depois, ele está casado e tem 3 filhas lindas, é um grande pai e marido, e me agradece (embora quase me matou na época ) pois é feliz com a escolha que fez.

Há outros que se encontraram verdadeiramente, e são honestos consigo mesmos, e vivem suas vidas de maneira normal. Há alguns que se encontraram como heterossexuais, outros como homossexuais. Não importa. Ninguém vai entender o íntimo de ninguém melhor que Jesus Cristo, por isso, nessa busca, o relacionamento com Ele deve estar muito claro. Sem Ele, não garanto nada.

Quem tem ou já teve uma relação, seja afetiva ou física com alguém do mesmo sexo, o que é muito normal hoje em dia, principalmente se a pessoa não tem religião ou conceitos morais ensinados, não significa que a pessoa é homossexual. Abraçar um estilo de vida porque a apologia à ele diz que você é se simplesmente você acha alguém do mesmo sexo bonitinho, é entregar o poder de simplesmente SER na mão de outra pessoa, que não Jesus Cristo.

Gênero é algo nos dado por nosso Pai Celestial. Nascemos com alguns órgãos externos que nos ajudam a reconhecê-lo. Quem tem esse dilema de vida, precisa conseguir se livrar totalmente da apologia existente no mundo, e num momento de introspecção, pendurar-se literalmente no pescoço de nosso Salvador para que Ele lhe ajude a se encontrar.

Uma vez se encontrando, nenhuma apologia precisa ser aceita ou feita para que se sinta aceito. O sentimento de que o Salvador o conhece é suficiente.

Eu não acredito que todos precisem ter aventuras amorosas ou mesmo sexuais com ambos os sexos para se 'encontrarem'. A maioria, e quando digo maioria, digo de jovens e pessoas adultas, inclusive casadas, das pessoas que não foram criadas com uma religião constante, como a Igreja de Jesus Cristo, possuem relações sexuais com ambos os sexos.

Eu poderia contar de vários casos que conheço de jovens de 13 a 19 anos que tem relações sexuais com homens e mulheres, de casais casados que conhecem outros casais casados (e a maioria de classe alta), e saem juntos, e tanto homens quanto mulheres se relacionam nesses encontros sexualmente, mas não vou entrar nos detalhes porque nem precisa.

Quando eu fiz faculdade de Psicologia, eu tinha vários professores e amigos homossexuais. Eu os respeitava, e vice versa. Muitos amigos e amigas porém entraram nessa onda de terem relações homossexuais porque era a moda na época, todo mundo queria ser 'descolado' e entrar no grupo, pois se admiravam, e altas orgias aconteciam. Hoje muitos se casaram e não querem lembrar daquela época, e não sou eu que o farei. Alguns permaneceram e são felizes assim. Tenho amigos desta época que sabem da minha posição e inclusive da posição da Igreja, e felizmente não entram na onda de outros que avacalham com a Igreja e a chamam de homofóbica somente por causa de sua posição na Prop. 8 por exemplo. Eles entendem que, se caso quiserem seguir os mandamentos de Deus, farão como Paulo ensinou, 'permanecei castos e sozinhos'. A maioria porém opta por estar fora da Igreja e permanecer na roda de amigos como eles mesmos, por não encontrar apoio.

Sobre o famoso 'kit gay, anti-homofobia' como alguns chamam, eu acredito que o que precisaria é uma educação contra o 'bullying' em geral, para que haja respeito entre todos, seja eles o que forem. Os vídeos mostrados antes porém, não ensinavam somente isso, e muitos outros princípios estavam embutidos nesse material. O ideal seria ensinar o respeito e o anti-bullying em relação ao diferente, pois todos os outros problemas ainda existem.

Se o respeito for ensinado a todos, cada um terá a liberdade de ser o que se é (nem sempre o que se quer) e haverá respeito das duas partes em relação a si próprios e ao outro. Preconceito é algo que todos temos e em algum momento de nossas vidas, quando passamos a conhecer melhor o objeto/sujeito de nosso pré-conceito, desenvolvemos maior tolerância.

Pessoas são diferentes. Alguns se expressam melhor, têm mais paixão quando defendem um ponto de vista, têm personalidades que lideram outras com mais facilidade. Outros sentem mais profundamente, não conseguem expressar o que realmente sentem, e acabam repetindo chavões, ou acabam se sentindo mal compreendidos. Uns sofrem muito com o que outras pessoas fazem ou dizem. Outros não conseguem ver que suas palavras nem sempre são entendidas como gostariam. Alguns não necessitam se sentir queridos e legais e ter suas opiniões aceitas e seguidas pela maioria. Outros preferem se calar mas acabam elegendo um lado.

Isso tudo é o que acontece na internet. Não conhecemos uns aos outros, acabamos tirando conclusões por aquilo que pessoas escrevem nessas linhas em debates. Se tivéssemos a oportunidade de todos conversarmos frente à frente, muitos mal entendidos não ocorreriam.

Enfim, que tentemos nos espelhar em Cristo em nossas trocas de informação e opinião, até porque, se Ele nos colocou aqui, todos juntos, foi para aprendermos algo sobre nós mesmos, e desenvolvermos o que precisamos para sermos como Ele é.

E o que eu posso fazer caso alguém muito próximo se assuma ‘homossexual’?

Continue gostando da pessoa como antes, continue sendo amiga como antes. Muitas vezes estas coisas acontecem perto de nós para que possamos aprender a desenvolver tolerância e verdadeiro amor cristão, pois nos lembramos que Jesus Cristo amava o pecador e não o pecado.

Homossexuais na Igreja, e principalmente heterossexuais, devem saber que a lei do Evangelho vale para todos, ou seja, lei da castidade vale tanto para heteros quanto para homos ou bis. Caso ele queira praticar sua homossexualidade, aí ele deve estar consciente de que deve ser responsável por suas escolhas, assim como qualquer heterossexual também é.

A visão da Igreja hoje é conforme vemos no panfleto Deus ama seus filhos, conforme eu falei neste post:

http://chrisologycode.blogspot.com/2010/07/panfleto-deus-ama-seus-filhos.html


LDS Church e Proposição 8

A carta enviada pela Primeira Presidência para congregações da Califórnia para que suportasse a Proposição 8 foi clara, é pública, e por isso acendeu a ira da oposição contra a Igreja naquele local e em muitos outros.
A mesma também foi enviada recentemente aos membros da Igreja na Argentina, pedindo o apoio ao Casamento entre Homem e Mulher.

O neto do Presidente David O. McKay, que mora aqui perto em Layton doou 1 milhão de dólares, e teve sua casa vandalizada na semana seguinte à perda da oposição (ganho da Prop.8). Muitas estacas de lá se reuniram com os membros que, voluntariamente, fizeram doações de acordo com suas posses. Mesmo as famílias mais pobres colaboraram. Membros de todos os Estados Unidos que podiam colaboraram com alguma soma para a Proposição passar.
Sim, os membros ficaram divididos, alguns abandonaram a Igreja, outros se juntaram nos protestos e vandalismo contra o Profeta Thomas Monson destruindo parte de templos e locais históricos. Tudo isso foi público, e há material em excesso na mídia.

É bom ressaltar também que no mesmo mês, a própria Igreja soltou um comunicado de apoio aos direitos dos gays em Utah (um dos primeiros estados a assinarem direitos) dando pensão, convênio, herança, e outros muitos direitos. Eu fui testemunha, pois estava no evento em SLC, do aperto de mão entre o líder gay aqui de Utah (com o senador que promoveu as leis) e o porta voz da Igreja. Eles mesmos entenderam o que a Igreja quer dizer como casamento somente entre Homem e Mulher como ordenado por Deus. E depois disso os ataques aqui cessaram.

Acredito ainda que o Profeta Thomas Monson tem muita autoridade espiritual pra isso. Todos sabemos que muitos já deixaram a Igreja por promoverem o 'politicamente correto ao invés de aceitarem o divinamente revelado' como eu sempre digo.

Na própria biografia do Profeta Thomas Monson na Wikipédia consta o fato do envio da carta à Califórnia:


Prestem atenção no item Activism:

Political activism

See also: Homosexuality and The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints

In June 2008, Monson and the other members of the First Presidency sent a letter to local congregations in California, urging them to support Proposition 8 by donating their time and resources, stating that, "Our best efforts are required to preserve the sacred institution of marriage."[31] Monson similarly signed a letter in 2000 regarding Proposition 22.

A notícia sobre a carta enviada (também) à Argentina:



Ao meu entendimento, isso confirmou ainda mais o Profeta inspirado por Deus, como Porta Voz direto d'Ele nesta terra, corajoso, que está no mundo mas não é do mundo.

Em outras épocas, membros se descabelaram com revelações dos profetas nesta e em outras dispensações, conforme lemos nas escrituras.

"Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas." (Amós 3:7)

Foi ele mesmo quem fez questão de deixar claro que o respeito aos homossexuais como filhos de Deus (deveria ser mútuo) e o que está escrito no Panfleto é o que é, e o que eu já disse antes:

Todos merecem respeito e não sabemos a causa da homossexualidade. Gays não devem ser discriminados, mas a escolha de formar uma família e apoiar o casamento entre homem e mulher somente, permanecer casto se não, é uma escolha que todos tem condições de fazer.

Deus não permitirá que um profeta na Igreja aja sem 'autoridade espiritual':

"Digo a Israel que o Senhor nunca permitirá que eu ou qualquer outro homem na posição de presidente da Igreja vos conduza erradamente. Isso não está programado. Não é a vontade de Deus. Se eu tentasse isso, o Senhor me removeria da minha posição, e o mesmo aconteceria com qualquer outro homem que tentasse afastar os filhos dos homens dos oráculos de Deus e dos seus deveres. Que Deus vos abençoe." [The Discourses of Wilford Woodruff, (Os Discursos de Wilford Woodruff), pp. 212-13]

"Devereis atender a todas as suas palavras e aos mandamentos que ele vos dará conforme os receber, andando em toda santidade diante de Mim;

Pois suas palavras recebereis como de Minha própria boca, em toda paciência e fé". (D&C 21:4-5)
A posição oficial da Igreja foi dada menos de um mês após a aprovação de Prop. 8 ainda em 2008, e pode ser lida na íntegra aqui:


Quando um senador do estado de Utah fez questão de dar direitos aos gays, e ainda publicar a posição da Igreja, uma vez que esta não é contra seus direitos, mas somente à favor do Casamento Legal entre HOMEM e MULHER.

A intenção é, justamente (e como já está sendo deturpado) dizer que, pelo fato do Juiz ter revertido a decisão do tribunal e contra os votos da população anulando a Prop. 8, agora a Igreja 'Mormon' "apóia" o casamento gay.

É fato que a Igreja apóia somente o casamento como estabelecido por Deus, entre homem e mulher, outros direitos que os gays possuam, não estão inseridos na questão.

May 16, 2011

"Mar sem Fim" - Amyr Klink



“Um homem precisa viajar.
Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livro ou TV.
Precisa viajar por si, com seus olhos e pés,
para entender o que é seu.
Para um dia plantar suas próprias árvores e dar-lhes valor.
Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto.
Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto.

Um homem precisa viajar para lugares que não conhece, para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como imaginamos e não simplesmente como ele é ou pode ser.
Que nos faz professores e doutores do que não vimos,
quando deveríamos ser alunos,
e simplesmente ir ver.”


O Chamado de Eleição (ou Segunda Unção) e a Ordenança do Lava Pés



Isto é o tipo de coisa que quem sabe não fala sobre, e quem fala sobre, não sabe. Então vamos listar aqui algumas definições apenas baseadas nos livros e manuais que temos à respeito.

"1) A Ordenança é essencialmente um complemento do Endowment Templário. Enquanto o endowment do templo faz a promessa de que vocês podem se tornar Rei ou Rainha para Deus e residir no Reino Celestial com Ele; A ordenança do lavamento dos pés confirma sobre você que você será um Rei e sua esposa Rainha no Reino Celestial (a menos que apostatem, é claro!)

2) A ordenança é oficializada pelo Profeta da Igreja nos Santos dos Santos em alguns templos.

3) A ordenança é realizada em 2 partes. A primeira parte realizada no templo e a segunda parte realizada pela esposa do homem (em seu papel como sacerdotisa para seu marido) e é realizada em seu lar em uma época perto do fim da vida do homem. Isto é semelhante ao lavamento dos pés de Cristo por Maria um pouco antes de sua morte.

4) A ordenança é realizada apenas para os mais fiéis líderes da Igreja.

5) A Ordenança não é um requisito para salvação ou exaltação."

(Referência de Bruce R. Mckonkie)

"As part of the restoration of all things, the ordinance of washing of feet has been restored in the dispensation of the fullness of times. In keeping with the standard pattern of revealing principles and practices line upon line and precept upon precept, the Lord revealed his will concerning the washing of feet little by little until the full knowledge of the endowment and all temple ordinances had been given.

December 27, 1832, this command was given to "the first laborers in this last kingdom": "Sanctify yourselves; yea, purify your hearts, and cleanse your hands and your feet before me, that I may make you clean; That I may testify unto your Father, and your God, and my God, that you are clean from the blood of this wicked generation." (D. & C. 88:74-75.) On that same occasion the command came to organize the school of the prophets, with the express stipulation that "ye shall not receive any among you into this school save he is clean from the blood of this generation; And he shall be received by the ordinance of the washing of feet, for unto this end was the ordinance of the washing of feet instituted." (D. & C. 88:127-141.)

In the case of this school the ordinance is to be performed by the President of the Church. In compliance with this revelation the Prophet on January 23, 1833, washed the feet of the members of the school of the prophets. "By the power of the Holy Ghost I pronounced them all clean from the blood of this generation," he recorded. (History of the Church, vol. 1, pp. 322-324; vol. 2, p. 287.)

Later apostles were called and ordained, and on November 12, 1835, the Prophet addressed them, as pertaining to the washing of feet where they were concerned: "The item to which I wish the more particularly to call your attention tonight is the ordinance of washing of feet. This we [meaning the Twelve] have not done as yet, but it is necessary now, as much as it was in the days of the Savior; and we must have a place prepared, that we may attend to this ordinance aside from the world.

"We have not desired as much from the hand of the Lord through faith and obedience, as we ought to have done, yet we have enjoyed great blessings, and we are not so sensible of this as we should be .... We must have all things prepared, and call our solemn assembly as the Lord has commanded us, that we may be able to accomplish his great work, and it must be done in God's own way...

"The endowment you are so anxious about, you cannot comprehend now, nor could Gabriel explain it to the understanding of your dark minds; but strive to be prepared in your hearts, be faithful in all things, that when we meet in the solemn assembly, that is, when such as God shall name out of all the official members shall meet, we must be clean every whit...The order of the house of God has been, and ever will be, the same, even after Christ comes; and after the termination of the thousand years it will be the same; and we shall finally enter into the celestial kingdom of God, and enjoy it forever." (HC, vol. 2, pp. 308-309.)

On Sunday, March 27, 1836, as part of the dedicatory services of the Kirtland Temple, the congregation sang that glorious hymn, "The Spirit of God Like a Fire is Burning!" One verse, as then sung, was:

We'll wash and be washed, and with oil be anointed, Withal not omitting the washing of feet; For he that receiveth his penny appointed Must surely be clean at the harvest of wheat.

On March 29 and 30, 1836, the leading brethren, including the First Presidency, Council of the Twelve, bishoprics, and presidents of quorums, participated in the ordinance of washing of feet. (HC, vol. 2, pp. 426, 430-431.)

It should be remembered that the endowment given in the Kirtland Temple was only a partial endowment,... The full endowment referred to in the revelation dated January 19, 1841 (D.& C. 124:36-41) — including washings and anointings, except under unusual circumstances, is designed to be administered in the temples of the Lord.

Thus the knowledge relative to the washing of feet has been revealed step by step in this day until a full knowledge is now incorporated in the revealed ordinances of the Lord's house. Obviously the apostate peoples of the world, being without revelation to guide them, cannot comply with our Lord's command given on the occasion of the last supper.

(Bruce R. McConkie, Mormon Doctrine, 2d ed. [Salt Lake City: Bookcraft, 1966], 831.)

O Chamado de eleição é feito somente a casais pelo profeta. Justamente porque não se pode ser exaltado sozinho.

O lava-pés ocorre todas as quintas feiras no templo de Salt Lake que é quando a primeira presidência se reúne com os apóstolos para tratar de assuntos da Igreja. Em jejum semanal, faz-se a cerimônia e começa-se as reuniões com roda de oração e em todos os assuntos deve-se ter aprovação e confirmação do espírito a todos os presentes. Isto é, aos 15 profetas, videntes e reveladores.

A mesma cerimônia é feita em cada templo a cada visita do profeta ou apóstolos em sala fechada com o Presidente do Templo.

Aprendemos que isso faz parte das sagradas cerimônias dos ungidos do Senhor e não devemos comentar a fundo. Pessoas podem deturpar o significado.

Tenho um livro aqui de Bruce R McConkie, Doctrinal New Testament Commentary - Volume III Colossians-Revelation, pág 323 a 355, onde o assunto é explicado claramente e muito bem entendido.
Existem várias perguntas que são respondidas a fundo, e acredito que como é um livro pulicado poderei postar, mas não achei em internet, então tenho que digitar, é muito interessante... mas na página 329 diz:

"To have one's calling and election made sure is to be sealed up unto eternal life; it is to have the unconditional guarantee of exaltation in the highest heaven of the celestial world; it is to receive the assurance of godhood, it is, in effect, to have the day of judgement advanced, so that an inheritance of all the glory and honor of the Father's kingdom is assured prior to the day when the faithful actually enter into the divine presence to sit with Christ in his throne, even as he is 'set down' with his Father in his throne." (Rev. 3:21)

O Lavapés não foi absorvido na iniciatória, apesar de termos a ordenança da ablução.

Além disso o GEE é exatamente o que é, uma Guia de Estudos das Escrituras, aliás parte dele é traduzido do Bible Dictionary em IngLês, junto com as referências do Topical Guide. O Bible Dictionary Inglês foi em grande parte tirado de um Dicionário Bíblico da Igreja Anglicana, junto com comentários de vários estudiosos do evangelho, professores de religião e alguns eruditos SUD.

No Bible Dictionary em Inglês há um "disclaimer", infelizmente tal disclaimer não há em Português, e muitos membros pensam que o GEE também é cânon, quando na verdade ele é um comentário do cânon, é literatura homilética, tal qual Mormon Doctrine, Doctrine of Salvation & New Testament Comentary aqui citados.

Prefácio do Bible Dictionary em Inglês que se encontra na King James publicada pela Igreja:

...(O Dicionário) Não tem a intenção de ser um endosso oficial e revelado pela igreja como doutrina, história, cultura e outros assuntos elencados. Muitos dos itens foram extraídos a partir da melhor pesquisa acadêmica disponível no planeta e estão sujeitas a reavaliação baseada em novas pesquisas e descobertas ou em nova revelação. Os tópicos foram cuidadosamente selecionados e são tratados brevemente.Caso uma discussão mais elaborada for necessária, o estudante deve consultar um dicionário mais extensivo.
É uma ordenanca conhecida como a "Segunda Uncção" ou "Segundo Endowment", realizada pelo profeta no Santo dos Santos, ou lugar Santissimo do templo.

Apesar do Chamado e Eleicao ser discutido nas aulas de Seminario e Instituto, poucos sabem que uma ordenanca está relacionada a este topico do evangelho, simplesmente por ser esta uma ordenanca extremamente sagrada.

Abaixo está um link para o forum de discussoes da FAIR, um forum onde participam varios membros com grande conhecimento da Historia e Doutrina da Igreja:


Mais sobre a ordenança do Lava-Pés:


Templos que não possuem o Santo dos Santos podem consagrar salas especiais temporariamente para a cerimônia, geralmente uma das salas de selamento.

Um link que explica mais sobre as ordenanças do Chamado de Eleição e lava pés:





Que tipos de pais somos e o futuro de nossos filhos


Ser pai e mãe requer dedicação eterna. O poder e privilégio de criar corpos mortais para os Espíritos celestiais reservados e com direitos à uma família dedicada e consciente, jaz hoje às famílias responsáveis.

Mais que trazer crianças ao mundo, já sabemos, que 'a educação vem de berço'. Podemos dar tudo aos nossos filhos, mas, mais importante que qualquer coisa material deste mundo, é o tipo de relacionamento que temos com eles, o que lhes ensinamos, e isso vem mais pelo exemplo do que qualquer outra forma de educação.

Vou dividir os pais (considere Pais e Mães) entre permissivos, autoritários e autoritativos.

Permissivos são muito liberais, causam desgraças nas vidas de seus filhos, dão amor demais sem nenhuma correção.

Autoritários também deixam marcas que se tornam tragédias mais tarde. Ao contrário dos permissivos, estes impõe muita correção, e nenhum amor.

Autoritativos sabem dosar bem a mesma quantidade de disciplina e amor. E é deste tipo que Deus é. E o tipo que todos nós devemos nos tornar, independente do número da prole.

A provação que Deus dá, não excede a nossa capacidade de resistir à prova. O apóstolo Paulo diz:

“Mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” I Coríntios 10:13

Deus não aflige Seus filhos por ter prazer em fazê-los sofrer. Como um pai sofre com o filho a quem precisa castigar, assim Deus sofre com aqueles que sofrem.

O profeta Isaías escreveu:

“Em toda a angústia deles foi ele também angustiado, e o anjo da sua face os salvou; pelo seu amor, e pela sua compaixão ele os remiu; e os tomou, e os conduziu todos os dias da antiguidade.” Isaías 63:9

O sofrimento é uma fraqueza humana, e revela alguns defeitos do caráter. Quando o ser humano passa por um grande sofrimento, deficiências do caráter se manifestam - a falta de fé, a impaciência, o orgulho, a confiança própria.

O sofrimento purifica e aperfeiçoa o caráter. Como o fogo purifica e refina os metais, o calor das provações liberta o homem dos elementos que enfeiam a alma, e desenvolve os que tornam a vida aprovada aos olhos de Deus. Penoso é o processo de cortar, desbastar, aparelhar, lustrar, polir; é molesto estar, por força, sob a ação da pedra do polimento. Mas a pedra é depois apresentada pronta para ocupar seu lugar no templo celestial. O Mestre não efetua trabalho assim cuidadoso e completo, com material imprestável. Só as Suas pedras preciosas são polidas, como colunas de um palácio.

Esta também foi a grande dúvida que inspirou Asafe a escrever o Salmo 73 (leia-o agora mesmo, se possível).

Como sacerdote encarregado de cuidar dos cantores (I Corintios 25), Asafe tinha uma grande sensibilidade para expressar em palavras o que se passa no íntimo da alma humana. No Salmo 73 ele coloca para fora tudo que o atormentava com relação à prosperidade dos maus, e à aparente apatia de Deus para com os sofrimentos do Seu povo.

Após comparar as facilidades e aparentes vantagens que os ímpios têm sobre os justos (versículos 1-16), Asafe pára e se dá conta de que estava olhando as coisas sob uma ótica errada. Deus não abençoa os ímpios e desampara o justo.

Tudo depende de escolhas. Até de se perguntar ´para quê Senhor´ ao invés de um simples e repetitivo ´Por quê eu???´.

Eu acredito que Cristo fundou uma escola. Na “comunhão dos Seus sofrimentos” (Filipenses 3:10), entendo que é uma comunhão de sofrimento compartilhado: sofrimento profundo, misterioso; provações e testes insondáveis.

Esta é uma escola que Cristo fundou e determinou o currículo. Ele provou que é possível cursá-la, suportá-la e se graduar como vencedor. Não nos formaremos enquanto também não nos glorificarmos como Ele, aprendendo a Empatia e Simpatia necessárias para amar o próximo, e além de tudo, a si mesmo e entendê-Lo.

À medida que nos desenvolvemos e crescemos como indivíduos mais parecidos com Cristo, temos o dever e a obrigação de preparar nossos filhos para que busquem o mesmo, que sejam para os filhos deles e estes para os seus, o tipo de Pai que Deus é. Misericordioso mas justo.

May 08, 2011

Sim, temos uma Mãe Celestial.


Há um artigo do historiador e antropologista judeu, Raphel Patai, sobre as antigas tradições judaicas referentes a esta Mãe Celeste, seu livro (The Hebrew Goddess= "A Deusa Hebraica") pode ser encontrado na Amazon:


Há também um arquivo na FARMS por Daniel C. Peterson, onde este faz a analogia entre a Àrvore da Vida e a Mãe Celeste. O artigo se chama, Néfi e sua Asherah, um arquivo interessante mostrando como esta crença aparece sutilmente no Livro de Mórmon e nós nunca enxergamos...:


Um dos livros citados por Daniel Peterson nesse último link da BYU é uma monografia de Saul Olyan's - "Asherah and the Cult of Yahweh in Israel". Esse é um estudo conhecido entre a comunidade judaica onde conta características da cultura entre Judá e de textos encontrados no Sinai.

Eles fazem um paralelo entre a Asherah deusa e asherah objeto de adoração relativa ao deus Baal (deus das tempestades e fertilidade) e sua relação com Yahweh e El no primeiro milênio.

A deusa era comumente adorada no tempo dos Juízes na Monarquia ( Juízes 6:25-30 e Reis 18:19), mas é realmente colocada como principal na linhagem e companhia de Yahweh (Deus).


A maternidade é um dom divino. Não apenas o fato de poder ter um filho, mas tudo o que é necessário para ser a mãe dele.

Não somos as mães dos espíritos de nossos filhos, assim como Maria não era, mas geramos dentro de nós uma pessoa inteira, de corpo e espírito, cujo corpo será formado dela e cujo espírito foi gerado por Deus e uma Mãe Celestial. Aqui, uma mãe GERA assim uma pessoa inteira, por isso somos co-criadores em participação no Plano do Senhor.

A maternidade é algo que nos santifica, é um dom dado na concepção assim como o dom da caridade que temos que pedir e aceitar quando o recebemos. Junto com ela, trazemos a sabedoria de vários povos e culturas (nossos ascendentes), pois somente quando nos tornamos mães entendemos melhor nossas próprias mães, avós, sogras...

Ser mãe é ser totalmente alheia aos próprios benefícios e cuidar do bem de seus filhos. Nada de egoísmo, sempre altruísmo e desenvolvemos em nós dons que jamais teríamos se não fossemos mães.

Temos que levar em consideração também, todas as maravilhosas revelações que Joseph deu em seu discurso no funeral de King Follet, que por acaso, o Eliúde compilou com maestria em sua comunidade no orkut:
http://www.orkut.com/Main#CommMsgs?cmm=96110427&tid=5425855012800262528&na=4&nst=1&nid=96110427-5425855012800262528-5425865436685889920
Somos tão tachados na Igreja de Jesus Cristo onde os críticos vivem dizendo que é uma Igreja machista, que só os homens podem isso ou podem aquilo, mas é a única que considera o papel da mulher relevante e insubstituível na criação das inteligências e de nossos Espíritos.

Se não houvesse uma Mãe Celestial, qual seria o papel da mulher no plano de Deus? Somente ser companheira adjutora do homem para dar corpos mortais aos seus espíritos?

No meu entedimento, a partir do Plano, sendo que todos nós, sem exceção, poderemos nos tornar deuses e deusas do altíssimo, exaltados em famílias, seria muito contraditório o fato de não termos uma Mãe Celestial.

Joseph revelou que homens e mulheres eram criados à semelhança de um Pai Celestial e uma Mãe Celestial, afinal, e óbvio, que homens e mulheres são diferentes, em todos os seus atributos, físicos, psicológicos e espirituais. E sua tradução de Gênesis 1:27 clarifica toda a questão.

Por que chamamos então nosso Deus de Pai Celestial, se também não houver uma Mãe? Afinal, ninguém é pai sem haver uma mãe para seus filhos. Aí entraríamos de novo naquela questão de nossa doutrina não caber no modelo ex nihilo.

É claro, e isto foi dito por vários profetas, incluindo Gordon B. Hinckley que não endereçamos nossas orações à nossa Mãe Celestial. Os papéis são diferentes.

We, the human family, literally the sons and daughters of Divine Parents, the literal progeny of God our Eternal Father, and of our God Mother, are away from home for a season.” ( Apostle James E. Talmage, The Philosophical Basis of “Mormonism,” 1928, p. 9)

Gordon B. Hinckley disse:


“Most of you are mothers, and very many of you are grandmothers and even great-grandmothers. You have walked the sometimes painful, sometimes joyous path of parenthood. You have walked hand in hand with God in the great process of bringing children into the world that they might experience this estate along the road of immortality and... eternal life. It has not been easy rearing a family. Most of you have had to sacrifice and skimp and labor night and day. As I think of you and your circumstances, I think of the words of Anne Campbell, who wrote as she looked upon her children:
You are the trip I did not take;
You are the pearls I cannot buy;
You are my blue Italian lake;
You are my piece of foreign sky.
(“To My Child,” quoted in Charles L. Wallis, ed., The Treasure Chest [1965], 54)

You [mothers] are the real builders of the nation wherever you live, for you have created homes of strength and peace and security. These become the very sinew of any nation.” (Gordon B. Hinckley, “Women of the Church,” Ensign, Nov 1996, 67)
Thomas S. Monson disse:

"May each of us treasure this truth: One cannot forget mother and remember God. One cannot remember mother and forget God. Why? Because these two sacred persons, God and mother, partners in creation, in love, in sacrifice, in service, are as one."
http://lds.org/ldsorg/v/index.jsp?vgnextoid=2354fccf2b7db010VgnVCM1000004d82620aRCRD&locale=0&sourceId=2528605ff590c010VgnVCM1000004d82620a____&hideNav=1Be

E pra completar o assunto sobre uma Mãe Celestial, um link esclarecedor:

http://www.fairwiki.org/Mormonism_and_the_nature_of_God/Heavenly_Mother







April 09, 2011

Bênção ou Castigo?


"Felicidade é uma viagem, não um destino."
"O que importará mesmo, na "vida verdadeira", será o conhecimento interior, serão os laços de amizade e amor, serão os talentos desenvolvidos." (Luiz Polito)


A sociedade (no caso 'comunidade' da analogia) é regulada pelos homens. Independente se vivemos no Brasil, nos EUA, na Europa, Ásia, África ou qualquer outro lugar, esta é regulada pelas leis e cultura locais, pela idéia do que o homem faz de si e dos seus. A cultura, a história do país e povo, o clima e os costumes são fatos que não podemos mudar. Podemos escolher mudar, pra melhor ou pra pior, ou não, dependendo da 'liberdade' que esta sociedade nos proporciona.

Já a 'vida verdadeira' é o que fazemos com todo o conhecimento e experiências que temos. Quando somos jovens, não pensamos muito nisso. Quando amadurecemos, aprendemos a aproveitar melhor a vida e os nossos dias com coisas que nos fazem bem e cultivamos características da personalidade que precisamos, ou sabemos que são melhores, para nossa própria felicidade e convivência com os outros.

Cada um sabe o que é melhor pra si. A partir do momento que temos o conhecimento do Plano de Salvação, fica difícil encontrar qualquer outra coisa que substitua a caminhada que devemos percorrer no 'caminho apertado e estreito' para que possamos desfrutar de bênçãos para nós e nossa família, em todas as áreas de nossa existência, não somente espiritual. Podemos encontrar paliativos que nos ajudem aqui ou ali, e acredito que tudo quando se está buscando o melhor, é válido. Mas, sempre retornamos onde a raiz do melhor se encontra, de uma forma ou outra, pois sabemos que queremos o melhor, e merecemos.

O arbítrio que nos é dado é essencial nesse processo, pois somente quando aprendemos por nós mesmos, damos valor e vivemos, e gostamos do que nos tornamos, e descobrimos que não temos limites de aplicar a sabedoria que adquirimos.

De novo, a atitude é o que importa.

Ou seja, independente do estilo de vida que tenhamos, o país que tenhamos nascido, a criação que nossos pais nos deram, os erros que cometeram, as oportunidades que tivemos na vida, o que vale e o que mais importa é o que estamos fazendo disso tudo. Precisamos perdoar, esquecer, agir e optar pelo otimismo.



O fato de ver um copo metade vazio ou metade cheio (como Elder Utchdorf cita), de julgar nossa vida uma lei da selva ou um Plano de Amor, faz grande diferença nas consequências de nossos dias, tanto às nossas famílias, quanto à nós mesmos.

O Senhor declarou: “Deleito-me em honrar aqueles que me servem em retidão e em verdade até o fim.
Grande será sua recompensa e eterna sua glória” (D&C 76:5–6).

A arte de encontrar o lado bom de uma tragédia




Particularmente embora eu sempre procure ser otimista e ver o lado bom de tudo, e pesar na balança as possibilidades, é complicado tentar achar esse 'lado bom' em todas as coisas ruins. Muitas delas simplesmente não existem.

O entendimento de que coisas boas e ruins podem acontecer a todos, crianças, mulheres, homens, idosos, etc é necessário, e a atitude que temos de ação ou reação quando estas coisas acontecem é que fará a diferença.

Mesmo sem o entendimento do Evangelho, do Plano do Pai, e das provações para que nos façam fortes, etc., muitos conseguem ter uma atitude positiva, ou pelo menos não tão dramática e ao invés de lamentar e procurar culpados, arregaça as mangas e vai ajudar aqueles que precisam nessas situações.




Esse assassinato na escola do Rio, por exemplo.

Wellington Menezes de Oliveira, o rapaz que disparou os tiros nos adolescentes na escola, segundo entrevista com sua irmã logo após o ocorrido, era muçulmano e havia contraído o vírus da Aids, estava revoltadíssimo com a vida e acabou fazendo como muitos, matou muitos e se matou em seguida. Deixou uma carta que seu corpo deveria ser tocado por pessoas puras e coberto com lençol branco, que um cristão deveria pedir ao seu Deus que o perdoasse pelo que ele tinha acabado de fazer.

Enfim. Vi muita crítica ao governo do Brasil ("porque o governo não faz muito pra prevenir esse tipo de coisa"), muitas foram ao país Estados Unidos ("porque isso é coisa de país materialista que não quer saber de pessoas, mas só de dinheiro e não daqui do Brasil este país quase perfeito"), críticas à religião do rapaz (na verdade, o fundamentalismo é culpado, não a religião)... mas como ter certeza de seus motivos?

Essa atitude, tentando encontrar culpados quando algo ruim acontece é lamentável.

Todos os dias morrem crianças assassinadas em escolas do Brasil, ah mas esse foi 'cópia do que acontece nos EUA, terrorismo'. Na década de 90, em Campinas, uma família inteira de 9 pessoas (7 crianças de 1 a 10 anos) foram mortas por metralhadora pelos chefes do tráfico, e uma nota de 3 cm apareceu no jornal. E há notícias todos os dias desse porte, só não vê quem não quer.

O que eu quero dizer com isso tudo é, que tentar achar o lado bom de tudo é válido somente a título de aprendizagem, pois a atitude que temos quando algo ruim nos acontece é o que vale, e o que vai contar no último dia.

Todos nós temos provações de algum tipo ou outro em nossa vida, alguns se revoltam e se afastam de Deus, outros se achegam ainda mais. Outros preferem julgar e apontar os culpados, ao invés de se prevenir (e não esperar que somente o governo, religião ou outros o façam) para que isso não aconteça consigo mesmo.

Se racionalizarmos as coisas ruins tentando encontrar sempre algo bom nelas, é quase que um desprezo para os envolvidos na tragédia, que muito provavelmente, não terão nada de bom, a não ser a atitude de ser grato pelos momentos que puderam viver junto àqueles que perderam, e conscientizar os outros e a si mesmos que fizeram o melhor que poderiam, como no caso das crianças do Rio.

Acontecimentos lamentáveis assim, na minha opinião, são um 'wake up call' para que haja mais segurança nas escolas, e outras necessidades básicas que uma comunidade precisa.

P.S.: Que não depende somente do governo, da polícia, mas de cada um de nós.

Mas, temos que considerar que, após o choque de ver um crime, o entendimento e a necessidade de continuar a vida surgem.

Pra nós que somos pais e mães, qual entendimento desses acontecimentos queremos passar para os nossos filhos?

Qual tipo de atitude queremos que eles tenham no decorrer de suas vidas quando coisas ruins acontecerem?

Queremos que ajam com sabedoria, e não sofram como nós sofremos com nossos erros, ou queremos que repitam os atos errados daqueles que propagam esse comportamento destrutivo e pessimista?

O fato de que devemos procurar culpados, julgar, acusar, brigar, fazer barulho porque algo inacreditável aconteceu, difere da atitude de que devemos entender que muitas coisas ruins poderiam ser evitadas, mas já que aconteceram, precisamos buscar sim o melhor, e fazer o que se pode de positivo nessas situações.

Todos temos o direito de perder a paciência, de ficar com raiva, de ficar triste, de ficar frustrado, decepcionado. E estes são sentimentos normais. Mas precisamos ensinar nossos filhos (mesmo que a sociedade, algumas religiões, governos, culturas ensinem o contrário) que isto não nos dá o direito de sermos cruéis, e descontarmos no próximo nossas provações e a incapacidade de lidarmos com elas.

Acredito que é importante lembrar porém, que a tendência a se omitir de decisões ou atos necessários muitas vezes, vem com esse comportamento de que temos que aceitar tudo e agradecer por tudo. É necessário que alcancemos um auto conhecimento, de forma que saibamos o que fazer quando algo nos acontece, e daí, a serenidade para ser capaz de tomar decisões corretas com calma, mas que são necessárias, e muitas vezes urgentes.

Afastar-se pra manter a postura de pacífico, mas não agir quando necessário, traz uma certa hipocrisia ao que aprendemos com o Evangelho de Jesus Cristo, que nem de longe era omisso.

April 08, 2011

Saber, Fazer e Ser.



Sabemos que somente saber não basta.

Precisamos também fazer.

Mais importante ainda que o Saber ou o Fazer, é o Ser.

No mundo de hoje, com internet, liberdade e tecnologia que temos, o Saber é fácil. Sabemos exatamente o que queremos, como devemos viver, sabemos em que acreditamos, e o que precisamos melhorar.

A verdade é que estamos saturados de conhecimento que vem de todos os lados, ou seja, temos informações e jeitos pra tudo.

Conhecimento traz status, e com ele também, o orgulho.

Para nosso testemunho ter valor, cercarmo-nos de manuais com informações e regras de conduta não é tudo. É necessário colocar em prática, ou seja, Fazer, e isso também nos é relativamente fácil.

As pessoas normalmente têm uma agenda 'cheia', mil atividades, e trabalham para mantê-las. Por outro lado, alguns se negam e preferem continuar acreditando que somente o Saber é necessário, ou estão satisfeitos com isso.

Mas o problema também se encontra justamente aí. Muito da depreciação da Igreja e do Evangelho hoje em dia, vem do fato de haver muitas pessoas que sabem muito, fazem muito ou pouco, mas NÃO SÃO nada do que sabem ou fazem. Da mesma forma, pessoas que acreditam no pouco que outros sabem, mas não querem fazer ou ser pra tirarem suas próprias conclusões.

Ou seja, o grande desafio missionário de hoje em dia, é o Ser, mais que o Saber ou o Fazer, pois Saber algo, Fazer o mesmo, mas Ser diferente, faz cair por terra tudo o que é mais importante.

Existem pais que sabem, fazem, mas não são o que ensinam (exemplo). Professores que ensinam, cobram, mas não são o que passam. Membros da Igreja que sabem, fazem, mas não são o que obram.

Somente com humildade, arrependimento diário e o Espírito Santo como guia conseguiremos Ser o que Sabemos e Fazemos.

Enquanto isso não acontecer, haverá membros ou ex membros que falham pois só fazem, que culpam os outros pois só sabem, e aqueles que sabem e fazem, mas não são, porque, quando se começa a Ser realmente o que importa, entende-se o que Jesus Cristo realmente ensinou.

Se o conhecimento pode tornar as pessoas orgulhosas, a falta dele, ignorância.

Então, o que devemos fazer?

Na minha opinião, tem uma frase de Leonardo Da Vinci que traduz o que eu quero dizer:

" Pouco conhecimento faz com que as pessoas se sintam orgulhosas. Muito conhecimento, que se sintam humildes. É assim que as espigas sem grãos erguem desdenhosamente a cabeça para o Céu, enquanto que as cheias as baixam para a terra, sua mãe."

Isso foi o assunto exato deste outro artigo aqui no blog, se quisermos continuar falando sobre se conhecimento gera orgulho:

http://chrisologycode.blogspot.com/2010/05/serenidadeauto-conhecimento-x-injusto.html

Claro que existe muita coisa sendo feita, e muita caridade genuína. A melhor forma de ter isso é doar de si mesmo sem esperar retorno. Quando menos se espera ela virá.

Acredito que as escrituras estão cheias de exemplos onde se diz que temos sim que buscar conhecimento (Saber), aliado às obras e atitude com resultados (Fazer), mas que também devemos SER como Cristo, acima de tudo.

Um exemplo:

D&C 121

34 Eis que muitos são chamados, mas poucos são escolhidos. E por que não são escolhidos?
35 Porque seu coração está tão fixo nas coisas deste mundo e aspiram tanto às honras dos homens, (...)

41 Nenhum poder ou influência pode ou deve ser mantido em virtude do sacerdócio, a não ser com persuasão, com longanimidade, com brandura e mansidão e com amor não fingido;
42 Com bondade e conhecimento puro, que grandemente expandirão a alma, sem hipocrisia e sem dolo— (...)

45 Que tuas entranhas também sejam cheias de caridade para com todos os homens e para com a família da fé; e que a virtude adorne teus pensamentos incessantemente; então tua confiança se fortalecerá na presença de Deus; e a doutrina do sacerdócio destilar-se-á sobre tua alma como o orvalho do céu.
46 O Espírito Santo será teu companheiro constante, e teu cetro, um cetro imutável de retidão e verdade; e teu domínio será um domínio eterno e, sem ser compelido, fluirá para ti eternamente."


Todos nós temos a fase do Saber e tropeçamos nela.

Se formos inteligentes e usarmos o conhecimento para o bem, aplicaremos instantaneamente o Fazer em todas as áreas de nossa vida.

Se formos sábios e sinceros, com certeza adotaremos o Ser e todo o nosso conhecimento será puro, e nosso fazer será caridade.

As pessoas progridem. Mas isso também é uma escolha que, infelizmente, alguns não a fazem.

Na última Conferência Geral de Abril de 2011, achei ótimo o discurso de Elder Lynn G. Robbins, na sessão do domingo à tarde, sobre Ser ou não ser, e sobre o ser ser mais importante que o fazer.

Excelente discurso.

http://lds.org/general-conference/2011/04/what-manner-of-men-and-women-ought-ye-to-be?lang=eng

April 07, 2011

Entendendo nosso Plano Pessoal


Há um tempo num treinamento de trabalho deparei-me com esta figura:




Qual a nossa capacidade de ver a “big picture” (grande figura), ou seja, como cada acontecimento em nossa vida está interligado e é ou será necessário em nossa vida futura, nossas escolhas e história de vida?

Vendo este vídeo de Steve Jobs em sua formatura na Stanford (assistam, é um pouco longo mas vale muitíssimo à pena assistir):

http://video.google.com/videoplay?docid=-3827595897016378253

Também podemos ver que todas as experiências que temos em nossas vidas são necessárias para a formação do nosso eu, e dependerá de nossas escolhas para que saibamos aproveitá-las.

Como tirar proveito de experiências negativas, como aproveitar as oportunidades que elas trazem?


Como disse Steve: “Precisamos ‘Ligar os pontos’, (...) Amar o que fazemos e (...) Não nos acomodar”.

Ele é uma das muitas histórias de sucesso de pessoas que sabem reter o que é bom e louvável” no meio da adversidade.

Apenas uma história para ilustrar o tema:

O Bordado

Quando era pequeno minha mãe costurava muito. Eu me sentava perto dela e lhe perguntava o que estava fazendo. Ela me respondia que estava bordando.

Eu observava seu trabalho de uma posição mais baixa de onde ela estava sentada, e sempre lhe perguntava o que estava fazendo, dizendo-lhe que de onde eu estava o que ela fazia me parecia muito confuso. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente dizia: "Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu bordado te chamarei e te colocarei sentado em meu colo e te deixarei ver o bordado desde a minha posição".
Perguntava-me porque ela usava alguns fios de cores escuras e porque me pareciam tão desordenados de onde eu estava. Minutos mais tarde escutava-a chamando-me: "Filho, vem e senta-te em meu colo".

Eu o fazia de imediato e me surpreendia e emocionava ao ver a formosa flor e o belo entardecer no bordado. Não podia crer; de baixo parecia tão confuso. Então minha mãe me dizia:"Filho, de baixo para cima tudo te parecia confuso e desordenado, porém não te ocorria de que há um plano acima. Havia um desenho; só o estava seguindo. Agora olhando-o da minha posição saberás o que estava fazendo".

Muitas vezes ao longo dos anos tenho olhado para o céu e dito: "Pai o que estais fazendo?" Ele responde: "Estou bordando tua vida." E eu lhe replico: "Mas está tudo tão confuso; em desordem. Os fios parecem tão escuros, porque não são mais brilhantes?" O Pai parecia dizer-me: "Meu filho, ocupa-te de teu trabalho e Eu farei o meu; um dia te trarei ao céu e te colocarei em meu colo e então verás o plano desde a Minha posição."

O que fazemos em nosso dia-a-dia com nossas experiências? Facilmente nos revoltamos, colocamos defeito em tudo, queremos moldar as pessoas ao nosso jeito, reclamamos de tudo, ou procuramos um ponto no meio da tempestade onde podemos, com calma, resolver o problema e manter-nos focados no que realmente é importante?
Seja no equilíbrio pessoal que precisamos ter, seja no casamento, profissão, saúde ou qualquer outra área de nossas vidas, conseguimos reconhecer a mão de Deus (para os que acreditam n’Ele) como parte de nosso crescimento?

Como transformar o sofrimento em crescimento?
Tentemos externar o modo como vemos os acontecimentos de nossa vida, como os aproveitamos, como os aplicamos, como reagimos às situações.

Podemos nos edificar e ajudar aqueles que estão desistindo, encorajar os que estão em meio à tempestade, ajudá-los a acreditar na bonança.

Aqui o link para o vídeo de Steve Jobs no Youtube (embora somente no google no link que postei acima contenha a tradução em legenda):

http://www.youtube.com/watch?v=D1R-jKKp3NA

Albert Einsten escreveu alguma coisa no sentido do significado de viver. Disse ele que um ser humano é uma parte de um todo chamado por nós de "universo", ou seja, uma parte limitada pelo tempo e espaço.

Quando experimentamos nosso próprio ser, colocamos nossos pensamentos e sentimentos como se estivessem separados do resto, o qual é uma ilusão ótica e de nossa consciência. Esta ilusão seria, na ótica dele, é uma espécie de prisão para nós que nos obriga a sermos fiéis aos nossos desejos pessoais e a sentir afeto só por aqueles que nos rodeiam.

Nossa tarefa consiste em escapar desse cárcere ampliando nosso círculo de simpatia aos demais para acolher de braços abertos a beleza que todas as criaturas viventes e a natureza apresentam.

Einsten por exemplo foi muito mais que um cientista, foi um profundo metafisico ao que pouco ou nada lhe importaram os padrões estabelecidos dos pensamentos e dos atos deste mundo. As palavras que Einsten citou nos oferecem a possibilidade certa de escaparmos da nossa jaula e nos unirmos, não só no sentido espiritual, mas sim também em um mundo fisico e real.

Tantas pessoas encontram sabedoria nos livros (buscai o que é louvável), mas não conseguem reconhecer a sabedoria linear e completa do Plano Pessoal que temos, dado a nós individualmente por nosso Pai.

"Deus... nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele"
Efésios 1:3-4

Este é o plano de Deus. Que sejamos santos e irrepreensíveis perante ele.

E este é o plano d'Ele para todos os seus filhos. Todos os que nasceram depois da fundação do mundo (todos), foram escolhidos.

Deus não desistiu do propósito de nos colocar neste mundo. Ele nos amou, por isso, nos deu a oportunidade que temos de uma existência.

“Deus amou o mundo de tal maneira, que deu Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”
João 3:16

Seu amor para conosco não está condicionado à nada que tenhamos feito em nossas vidas; ele é anterior à nossa própria existência. Portanto, não há nada que tenhamos feito no passado em nossas vidas, nenhuma soma de pecados, nenhum desvio do direito que possa mudar o fato de que somos objeto do Seu amor de Deus.

“desvendando-nos o mistério da Sua vontade, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra”
Efésios 1:10

Paulo tomou conhecimento, logo após a experiência do caminho de Damasco da excelência do plano de Deus para sua vida. Mais tarde ele escreveu aos romanos: “enquanto eu for apostolo dos gentios, glorificarei o meu ministério”.

Deus ordenou a Samuel que ungisse a Saul como capitão sobre Israel. Assim, o filho de Cis sempre ganhou as batalhas. Mas, como rei foi um fracasso.

"Não há sabedoria alguma, nem discernimento algum, nem plano algum, que possa opor-se ao Senhor".
Provérbios 21:30

Deus tem um plano universal para a humanidade (João 1:1-14 e João 3:16-18) e um plano individual para cada um de nós (Hebreus 11:4-40 - alguns deles).

"Deus... nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele"

Presidente Hinckley sempre falava sobre conseguirmos ver 'a grande figura', como neste artigo da Ensign:
http://lds.org/ldsorg/v/index.jsp?vgnextoid=2354fccf2b7db010VgnVCM1000004d82620aRCRD&locale=0&sourceId=4c82aeca0ea6b010VgnVCM1000004d82620a____&hideNav=1

Um pouco do que ele diz:

"Vivemos em uma sociedade que se alimenta de críticas. Censura é a substância de colunistas e comentaristas, e há muitos destes entre o nosso povo. É tão fácil encontrar a falha, e para resistir a isso requer muita disciplina. Mas se, como povo, nós construimos e sustentamos um ao outro, o Senhor nos abençoe com a força para resistir a todas as tempestades e continuam a avançar através de cada adversidade. O inimigo da verdade nos dividiria e cultivaria dentro de nós atitudes como criticismo que, se permitimos que prevaleçam, só farão nos deter na busca do nosso grande objetivo dado por Deus. Nós não podemos permitir que isso aconteça. Temos de cerrar fileiras e marchar ombro a ombro, os fortes ajudando os fracos, aqueles que assistem pessoas com muito pouco. Nenhum poder na terra pode parar esta obra se deve conduzir-nos assim."

"Portanto, não temais, pequeno rebanho, faze o bem, deixe que a terra e o inferno se unam contra vós, pois se estiverdes estabelecidos sobre minha rocha, eles não poderão prevalecer. Buscai-me em cada pensamento; não duvide, não tenha medo." (D & C 6:34, 36).