November 03, 2010

Não ao Aborto!





Antes de qualquer comentário, quero deixar claro que sou contra o aborto, em toda e qualquer situação. Se não concorda, respeite.

Moro nos EUA, e no 3º dia de governo, Obama destinou parte de todos os impostos que pagamos neste país (USA) para ajudar o resto do mundo a aumentar seus abortos.


E, se negarmos, cadeia.

Ele aprovou também uma lei que coloca grupos de pessoas que lutam contra o aborto (Pro-life e Pro-choice) na mesma linha de grupos de terroristas, considerando-os 'grupos extremistas".


Imagine, se você é contra o aborto agora, é inimigo do governo, com a desculpa de que há 'uma conspiração nacional' contra o aborto.

http://www.youtube.com/watch?v=fir2JM5HByM&feature=related

Detalhe: ele não anuncia isso em rede nacional.

http://www.cwfa.org/articles/16859/LEGAL/freedom/index.htm

O PT no Brasil apóia a discriminação do Aborto.

Por que não dizer, Infanticídio?

Tanto o PT quanto Obama aprovam o aborto até o 9º mês de gravidez, ou seja, se um dia antes do parto, a mãe desejar abortar, pode matar o bebê, pelo motivo que quiser.

Temos uma regra de fé que diz que apoiamos nossos governos e somos submissos às leis de nosso país, mas, ao contrário do que muitos simpáticos a estes absurdos dizem, quando um governo apóia leis que ferem princípios básicos do evangelho, tanto a Igreja como seus membros não só podem como devem elevar a sua voz contra tais atrocidades. Claro que existem meios legais regulando o como, onde e quando tais protestos podem ser feitos, portanto tais protestos devem ser feitos dentro da lei.

Admiro muito nossos padres, pastores (com exceção de alguns) e líderes eclesiásticos levantando sua voz pela vida.

Este é um dos muitos exemplos de sobreviventes do aborto, que hoje levanta sua voz pela vida:

http://www.youtube.com/watch?v=kPF1FhCMPuQ

http://www.youtube.com/watch?v=fir2JM5HByM&feature=related


E daí a grande confusão sobre o feto não ter espírito.

O Espírito visita o feto em formação até o parto quando se 'instala' definitivamente.

Quem já passou por isso sabe que isso é verdade. E sabe também que, conforme também já nos foi revelado, teremos a oportunidade de criar os filhos que perdemos no milênio (onde todos ressuscitarão) e depois também se estiverem selados a nós e os merecermos.


Mães que já estiveram grávidas e não puderam carregar seus filhos no colo depois como bebês, seja por qual causa foi, sabem o que eu estou falando. Eles estão lá, podemos conversar com eles, podemos cantar pra eles, e podemos senti-los, tão profundamente quanto um bebê chorando ou um adulto conversando conosco às vezes.

A Neuropsicologia de hoje está, no entanto, antecipando cada vez mais o aparecimento de expressões do Psiquismo no ser humano. Bem antes do nascimento, as manifestações de vivência agradáveis ou não, da mãe, já imprimem na mente da criança que vai nascer, reações que logo após o parto podem ser semiológicamente confirmadas.

Estímulos sonoros correspondentes à voz humana também podem ser discriminados pelo bebê em formação, especialmente quando se trata da voz da sua própria mãe. Nos congressos de neuropediatria já estão incluídos em sua temática a apresentação de trabalhos sobre o Psiquismo Fetal.

Os orientais começam a contar a idade de suas crianças pela data da concepção.

Já nos primórdios da vida intra-uterina, segundo Wilheim (1992), o feto pode perceber som, engolir, sonhar, reconhecer a voz da mãe, apresenta comportamento inteligente, e a experiência auditiva mostra que o feto prefere a voz familiar. Cada história de gestação e parto, segundo Piontelli (1992), se relaciona a comportamentos que continuam a serem observados no período pós-natal; mostrando a existência das diferenças individuais da cada feto, o modo peculiar de interagir com o mundo intra-uterino.

Durante todo processo gestacional, perdura a comunicação consciente e inconsciente entre mãe e feto. Wilheim (1992), afirma que, todas as experiências são registradas, desde a formação de cada célula do feto, na memória celular. As possíveis percepções das marcas sensoriais e emocionais da interação psíquica entre a dupla, favoreceriam um vínculo positivo ou não, dependendo da qualidade da interação mãe-feto, pois tais experiências, segundo Busnel (1997), podem ser armazenadas harmônicas ou desarmônicas, com segurança ou perigo, vida ou morte.


Este trabalho tem como objetivos: identificar e verificar as diversas formas de comunicação entre mãe e feto, bem como, a relevância desta comunicação e se as gestantes que desejaram a gravidez, têm maior comunicação com o feto.

Casos de famílias desfeitas onde tiveram gravidez indesejadas explica também o futuro de bebês que se tornam traficantes ou bandidos, ou mesmo simples distúrbios de aprendizagem.

Já existem até pesquisas onde mães casadas e felizes que desejaram o bebê tem sonhos, conversam e até acertam no sexo do mesmo quase o dobro de vezes que mães que não os desejaram. Ou seja, a comunicação entre mãe e feto e a relevância disto também influe no tipo de criança e pessoa.

Não acredito ser à toa que a Presidência da Igreja pede para as mães solteiras ou em qualquer outra ocasião de gravidez indesejada que estas amem seus filhos desde o primeiro momento e, em caso de que não possam cuidar deles, que doem seus filhos para adoção. Existem espíritos para virem cumprir seus propósitos na Terra e existem centenas de famílias preparadas e amorosas para cuidar deles se as biológicas não puderem.

Em minha opinião, um aborto provocado apenas por ser indesejada a gravidez, ou mesmo por um estupro ou algo que arrisque a vida da mãe ou do bebê, antes tem-se que ver todas as possibilidades de salvação de ambas as vidas, quem pode garantir que o propósito daquela mulher não era justamente ser um instrumento para o nascimento de um grande homem ou mulher?

Embriões com cinco semanas de vida, com apenas um centímetro de comprimento, já têm movimentos espontâneos. O feto com nove semanas e meia já é um ser ativo; se sua mãozinha ou pezinho tocar a parede do útero, os dedos se contrairão.


Entre 16 e 32 semanas de gestação, o feto reage com um piscar de olhos, estremecimento do corpo ou de um dos membros quando ruídos são aplicados próximo ao abdome da mãe. O feto ouve a voz de sua mãe a partir do quarto mês de gestação; voz áspera e zangada é associada a experiências desagradáveis.

Experiências realizadas em uma maternidade inglesa revelaram que fetos entre quatro e cinco meses acalmavam-se quando escutavam música clássica e ficavam agitados ao som do rock and roll.

Na Escandinávia, pesquisas com uso de tecnologia avançada revelaram que os fetos recebem e armazenam padrões de fala transmitidos por suas mães. Fotografias e filmagens mostram que fetos exercitam-se dentro do líquido amniótico com movimentos neuromusculares que levariam, em contato com o ar, ao choro e à vocalização.

Estudando o choro de prematuros extremos (900 gramas), verificou-se uma correspondência específica, em alguns casos, com a fala de suas mães. Através de espectrogramas, houve evidências da presença da audição e também da linguagem no útero. Recém-nascidos de mães mudas não choravam ao nascer ou quando choravam, apresentavam um choro estranho, como se tivesse faltado a linguagem falada no útero.

O dr. Anthony Deo Casper, pesquisador norte-americano, descobriu que os recém-nascidos discriminam e preferem a voz de sua mãe a outras vozes, conhecimento que devem ter adquirido durante a experiência intra-uterina.

Ou seja, os conceitos expostos por Freud, que afirmava que a vida inicia-se no nascimento está indo por terra. A vida biológica inicia-se na fecundação, sobre a espiritual ainda talvez em pouco tempo algum pesquisador será capaz de acessar o bebê dentro do útero e decodificar o que diz.
A sociedade tenta transformar em estética um assunto que vem da ética. Cada caso um caso.


Um filme que mostra um debate interessante a respeito do aborto é Regras da Vida, de 1999, com direção de Lasse Hallström, baseado no livro de John Irving, "As regras da Casa de Cidra" de 1994.

Através de seus dois personagens centrais: O Dr. Wilbur Larch, interpretado por Michael Caine, e Homer Wells, corporificado pela inocência nascente de Tobey Maguire. Estes dois são antípodas na questão do aborto. A história se passa num orfanato (St Cloud's) onde cada criança tem sua história de vida e sua vida cheia de sentimentos e sensibilidade.

Eu assisti este filme na faculdade no meu curso de Ética e na ocasião, mesmo sendo totalmente contra qualquer tipo de aborto, pela forma apresentada no filme sobre a relação incestuosa, acabei por, como praticamente todos os meus amigos de classe (e também nos anos anteriores e seguintes como nos apresentado após), como diz o filósofo Peter Singer (famoso por sua insistência em viver a ética prática não apenas a teórica) defendendo a decisão de Homer ao interromper aquela gestação incestuosa.

Assistam, o filme é um deleite da ética.

Pelo Decreto-Lei nº 2848, de 7 de dezembro de 1940, o Código Penal Brasileiro capitula o aborto como ato punível a quem praticá-lo ou com ele colaborar. Há penas de detenção e reclusão, sendo esta mais severa (Salles Jr., 2000).


O artigo 124 reza: "Provocar aborto em si mesma ou permitir que outrem lho provoque: Pena-detenção, de um a três anos".

A experiência diária mostra que a maioria dos abortos se dá com o consentimento da gestante pela prática, embora, com alguma freqüência, encontre-se, também, o auto-aborto (Matielo, 1994, p. 57).

O artigo 125 reza: "Provocar aborto, sem o consentimento da gestante: Pena-reclusão, de três a dez anos".

Quando o crime for contra menor de 14 anos de idade, ou em pessoa com debilidade mental, torna-se praticamente impossível provar que houve consentimento da gestante (Idem, pp. 57-58).

O artigo 126 reza: "Provocar aborto com o consentimento da gestante: Pena-reclusão, de um a quatro anos".

Neste caso à gestante caberá as sanções do artigo 124, e àquele que pratica a manobra, incorrerá no artigo 126.

O artigo 127 prevê o aborto qualificado: "As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço, se, em conseqüência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer dessas causas, lhe sobrevém a morte".

O artigo 128 externa os casos de permissão legal para o aborto, dividido em aborto necessário (inciso I) e aborto sentimental (inciso II): "Não se pune o aborto praticado por médico":

Inciso I do artigo 128: refere-se ao aborto necessário ou terapêutico, executado quando não há outro meio de salvar a vida da gestante.

Inciso II do artigo 128: refere-se ao aborto ético, sentimental ou humanitário, permitido quando resultante de estupro contra a gestante.

Para estes dois incisos é desnecessária a autorização judicial inicial.

A Constituição Republicana de 1988 é ostensivamente contra o aborto, quando insere como cláusula pétrea, o seu artigo 5º, que define como garantia fundamental a inviolabilidade do direito à vida, esvaziando o artigo 128 do Código Penal de 1940. Na revisão do Código Civil de 2002, o artigo 2º vai mais longe ao estabelecer que a personalidade civil começa com o nascimento, mas os seus direitos estão garantidos desde a concepção.


No momento em que escrevo este artigo, está em pauta na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, o projeto de lei nº. 1.135/1991, ao qual estão apensos mais de vinte projetos de lei com o objetivo de legalizar o aborto no Brasil (Bassuma, 2005).

O nosso Código Penal não permite o aborto eugênico, isto é, aquele praticado face à possibilidade de vir o nascituro a portar deficiência física ou mental, por herança genética. A aceitação de tal procedimento faria com que se retornasse aos tempos remotos da antiga Roma, onde se jogavam de penhascos as crianças nascidas com deformidades, sob o pretexto de que os nascidos sem "aparência humana" não eram pessoas, não eram seres humanos (Idem, p. 63).

São puníveis, também, os chamados:

(a) aborto honoris causa: praticado em função de gravidez extra-matrimonial, e que seria realizado "em defesa da honra";

(b) aborto econômico: quando praticado por questões ligadas à precariedade das condições financeiras da gestante, incapaz de manter a criança e educá-la com dignidade.

Por ser considerado crime contra a vida, o julgamento dos delitos de aborto é feito pelo Tribunal do Júri, constituído por jurados escolhidos do meio social. É o chamado Júri Popular.


Observação: Segundo recente relatório do IBGE, mais de 90% da população brasileira assume uma posição religiosa. Na sua maioria, ainda é a católica apostólica romana, religião que se opõe a qualquer tipo de aborto. Talvez, por isso, os magistrados, os médicos e a direção dos grandes hospitais, se mostram extremamente desconfortáveis quando se deparam com um caso de interrupção de gravidez, mesmo que prevista e autorizada pelo nosso Código. No Brasil a religião fala mais alto e cala a lei no fundo do peito.
 
Até 1967, o aborto era ilegal em quase todas as democracias ocidentais, com exceção da Suécia e da Dinamarca. Em seguida, a Inglaterra passou, também, a permitir o aborto, e, em 1973, a Corte Suprema dos Estados Unidos admitiu que as mulheres têm o direito constitucional de abortar nos primeiros seis meses de gravidez. Os países da Europa Ocidental, inclusive os católicos, como a Itália, a Espanha e a França, liberalizaram as suas leis relativas ao aborto. A Irlanda foi o único país a não seguir a tendência.


Os adversários do aborto não desistiram. Nos Estados Unidos, presidentes conservadores alteraram a composição da Corte Suprema, que, por sua vez, vem tentando, de diversas maneiras, que alguns estados restrinjam o acesso ao aborto. Fora dos Estados Unidos, a questão do aborto voltou à tona no Leste Europeu, depois do colapso do comunismo. Os estados comunistas tinham permitido o aborto, mas, quando as forças nacionalistas e religiosas ganharam força, em países, como a Polônia, verificaram-se fortes movimentos favoráveis à reintrodução de leis restritivas. Uma vez que a Alemanha Ocidental tinha leis mais restritivas do que a Alemanha Oriental, a necessidade de introduzir uma única lei para a Alemanha unificada também provocou um intenso debate.

Colocado como [argumento formal básico contra o aborto, ele ficaria assim:

Primeira premissa: É errado matar um ser humano inocente.

Segunda premissa: Um feto humano é um ser humano inocente.

Conclusão: Logo, é errado matar um feto humano.

A reação liberal tradicional consiste em negar a segunda premissa deste argumento. A discussão vai ligar-se ao problema do feto ser ou não, um Ser Humano, e a questão do aborto costuma ser vista como uma controvérsia a respeito de quando se inicia uma vida humana.

Os conservadores chamam a atenção para o continuum que existe entre o óvulo fecundado e a criança e, desafiam os liberais a apontar qualquer estágio desse processo gradual que assinale uma linha divisória moralmente significativa. A menos que tal linha exista, dizem os conservadores, devemos conferir ao embrião o status de criança, mas ninguém quer permitir que as crianças sejam mortas a pedido de seus pais e, assim, o único ponto de vista defensável está em assegurar ao feto a proteção que asseguramos à criança.

Nascimento

O nascimento é a mais visível das possíveis linhas divisórias e a que melhor se ajusta à argumentação liberal. Até certo ponto, ajusta-se melhor também aos nossos sentimentos - ficamos menos perturbados com a destruição de um feto que nunca vimos do que com a morte de um ser que todos podemos ver, ouvir e acariciar. No entanto, será que isso é suficiente para transformar o nascimento na linha que decide se um ser pode ou não ser morto?


Os conservadores podem perfeitamente responder que o feto/bebê é a mesma entidade tanto dentro quanto fora do útero, que tem as mesmas características humanas (possamos vê-las ou não), o mesmo grau de consciência e a mesma capacidade de sentir dor. Sob esses aspectos, um bebê prematuro pode muito bem ser menos desenvolvido do que um feto que se aproxima do fim de sua gestação normal. Parece estranho admitirmos que não se pode matar o bebê prematuro, mas que podemos matar o feto mais desenvolvido. A localização de um ser - dentro ou fora do útero - não deveria configurar tanta diferença quanto ao erro que consiste em matá-lo.

Viabilidade


Se o nascimento não assinala uma distinção moral decisiva, deveríamos recuar a linha divisória ao tempo em que o feto poderia sobreviver fora do útero? Isto supera uma objeção a tomar o nascimento como o ponto decisivo, pois trata o feto viável em pé de igualdade com o bebê nascido prematuramente, no mesmo estágio de desenvolvimento. Foi na viabilidade que a Corte Suprema dos Estados Unidos sustentou que, o Estado tem um interesse legítimo de proteger a vida em potencial e que esse interesse se torna "inexorável" na questão da viabilidade, "pois, então, supõe-se que, o feto tenha a capacidade de levar uma vida significativa fora do útero materno". Segundo a Corte, portanto, as leis que proíbem o aborto com base na viabilidade não são inconstitucionais. Mas os juízes que subscreveram esta posição não indicaram por que a mera capacidade de existir fora do útero deve fazer tanta diferença para o interesse do Estado em proteger a vida em potencial. Afinal, se falamos (como faz a Corte), em vida humana em potencial, então o feto, ainda inviável, pode ser considerado um ser humano adulto em potencial tanto quanto o feto viável.

Há outra importante objeção a tomar-se a viabilidade como o ponto de desligamento. O ponto em que o feto pode sobreviver fora do corpo da mãe varia conforme o estado da tecnologia médica. Há trinta anos, em geral se aceitava que um bebê nascido mais de dois meses prematuro não tinha condições de sobrevivência. Hoje, um feto de seis meses - prematuro de três meses - quase sempre pode sobreviver, graças à sofisticação da tecnologia médica, conhecendo-se casos de sobrevivência de fetos nascidos aos cinco meses e meio de gestação. Tudo isso ameaça pôr por terra a concisa divisão estabelecida pela Corte Suprema, que separa a gravidez por trimestre, situando o limite da viabilidade entre o segundo e o terceiro trimestres.

À luz desses avanços médicos, diremos que um feto de seis meses de idade não deve ser abortado agora, mas poderia ter sido abortado há trinta anos, sem que com isso se cometesse um erro? A mesma comparação também pode ser feita, não entre o presente e o passado, mas entre lugares diferentes. Um feto de seis meses poderia ter uma boa oportunidade de sobreviver, se nascesse numa cidade onde se usa a mais recente tecnologia médica, mas não teria oportunidade alguma se nascesse num vilarejo distante da Nova Guiné. Suponhamos que, por alguma razão, uma mulher no sexto mês de gravidez fosse voar de São Paulo para um vilarejo da Nova Guiné e que, tendo chegado a este último, não havia como voltar rapidamente para uma cidade onde pudesse contar com os mais modernos recursos médicos. Devemos dizer que ela teria agido erradamente se tivesse feito um aborto antes de partir de São Paulo, mas que, agora, no vilarejo, pode fazê-lo? A viagem não altera a natureza do feto, então, por que motivo deveria acabar com o seu direito à vida?


Os liberais poderiam responder que o fato do feto ser totalmente dependente da mãe para a sua sobrevivência significa que, independentemente dos desejos dela, ele não tem direito à vida. Em outros casos, porém, não defendemos a idéia de que a total dependência de uma outra pessoa signifique que essa pessoa pode decidir se é preciso viver ou morrer. Se vier a nascer numa região isolada onde não exista nenhuma outra mulher que possa amamentá-lo, nem recursos para que possa ser alimentado com mamadeira, um recém-nascido é uma criatura totalmente dependente de sua mãe. Uma velha pode ser totalmente dependente do filho que toma conta dela, e um caminhante que quebra a perna a cinco dias de caminhada da estrada mais próxima pode morrer se o seu companheiro não vier salvá-lo. Não pensamos que, nessas situações, a mãe possa tirar a vida do seu bebê, o filho a de sua velha mãe, ou o caminhante a do seu companheiro ferido.

Portanto, não é plausível sugerir que a dependência que o feto inviável tem de sua mãe dá a ela o direito de matá-lo; e, se a dependência não justifica que se faça da viabilidade a linha divisória, é difícil saber o que pode justificá-la.


Primeiros sinais de vida

É a época em que, pela primeira vez, a mãe sente o feto mexer-se; na teologia católica tradicional, pensava-se ser esse o momento em que ele ganhava a sua alma. Se aceitarmos esse ponto de vista, podemos achar que esses movimentos iniciais são muito importantes, pois, segundo a concepção cristã, a alma é o que diferencia os seres humanos dos animais. Contudo, a idéia de que a alma entre no feto quando ele começa a movimentar-se não passa de uma superstição antiga que já foi rejeitada até mesmo pelos teólogos católicos. Se deixarmos de lado essas doutrinas religiosas, os primeiros sinais de vida tornam-se insignificantes. Não passam da época em que se percebe que o feto começa a movimentar-se por conta própria; o feto está vivo antes desse momento, e pesquisas realizadas com ultra-som mostraram que, na verdade, os fetos já começam a fazer seus primeiros movimentos na sexta semana depois da fecundação, muito antes desses movimentos poderem ser sentidos. Seja como for, a capacidade de movimento físico - ou a falta dela - nada tem a ver com a seriedade do direito que alguém possa ter à continuidade da vida. Não vemos a falta de tal capacidade como uma negação do direito que os paralíticos têm de continuar vivendo.

Consciência


Na medida em que constitui um indicador de alguma forma de consciência, poderíamos pensar no movimento como algo dotado de uma importância moral indireta - e a consciência e a capacidade de sentir prazer ou dor possuem uma importância moral concreta. Apesar disso, nenhum dos lados envolvidos na questão do aborto tem mencionado devidamente a questão do desenvolvimento da consciência no feto. Os que se opõem ao aborto podem mostrar filmes sobre o "grito silencioso" do concepto ao ser abortado, mas, por detrás de tais filmes, existe apenas a intenção de mexer com as emoções dos que ainda não tomaram partido. Na verdade, os adversários do aborto defendem a idéia de que o ser humano tem direito à vida desde o momento da concepção, seja ou não consciente.

Para os que defendem o aborto, o apelo à ausência da capacidade de consciência tem parecido estratégia arriscada. Com base nos estudos que mostram que o movimento já se evidencia na sexta semana depois da fecundação, ao lado de outros estudos que constataram a existência de alguma atividade cerebral já na sétima semana, sugeriu-se que o feto pode ser capaz de sentir dor nessa fase inicial da gravidez. Essa possibilidade tornou os liberais muito cautelosos em seu apelo ao surgimento da consciência como o momento em que o feto passa a ter direito à vida. No que diz respeito ao aborto, até o momento, as discussões mostraram que a busca liberal de uma linha divisória moralmente crucial entre o recém-nascido e o feto não produziu nenhum fato, nem descobriu um estágio do desenvolvimento que possa arcar com o peso de separar os que têm direito à vida daqueles que não o têm. E, de um modo que mostre, claramente, que os fetos pertencem à última categoria quando estão no estágio de desenvolvimento em que a maior parte dos abortos é feita. Os conservadores pisam em terreno firme quando insistem em que o desenvolvimento que vai do embrião ao recém-nascido é um processo gradual.
 
Alguns argumentos dos liberais


As consequências de leis restritivas:

O primeiro argumento é o de que as leis que proíbem o aborto não acabam com ele, mas levam-no a ser feito clandestinamente. Em geral, as mulheres que pretendem abortar estão desesperadas e procurarão um abortador de fundo de quintal ou usarão remédios populares. O aborto feito por um médico qualificado é uma operação tão segura quanto qualquer outra, mas as tentativas de procurar fazer aborto com profissionais desqualificados, geralmente resultam em graves complicações médicas e, às vezes, até mesmo na morte. Portanto, o resultado da proibição do aborto não é tanto a redução do número de abortos realizados, mas, sim, o aumento das dificuldades e dos perigos para as mulheres com uma gravidez indesejada.

Esse argumento tem influenciado a conquista de apoio para a criação de leis mais liberais sobre o aborto. Foi aceito pela Real Comissão Canadense da Condição Feminina, cuja conclusão foi: "Uma lei que tem efeitos mais nocivos do que benéficos não é uma boa lei. (...) Enquanto existir, em sua forma atual, milhares de mulheres irão transgredi-la".

O que há de mais importante nesse argumento é o fato de ser contra as leis que proíbem o aborto, e não de ser contra o aborto. Trata-se de uma distinção importante, quase sempre negligenciada nos debates. Uma mulher poderia aceitá-lo coerentemente e defender o ponto de vista de que a lei deve permitir o aborto sempre que solicitado, achando, ao mesmo tempo, que seria errado abortar. É um erro pressupor que a legislação deve sempre reforçar a moralidade. Pode acontecer que, como se alega no caso do aborto, as tentativas de reforçar a conduta certa levem a conseqüências não desejadas por ninguém e não produzam um decréscimo de erros; pode acontecer também que exista uma esfera da ética privada na qual o Direito não deve interferir.

Portanto, esse primeiro argumento é sobre as leis que regem o aborto, e não sobre a ética do aborto. Mesmo dentro desses limites, porém, está aberto à contestação, pois é incapaz de atender à afirmação conservadora de que praticar o aborto é tirar deliberadamente a vida de um ser humano inocente pertencendo assim o aborto à mesma categoria ética do assassinato. Os que têm essa visão não se deixarão contentar pela afirmativa de que tais leis restritivas sobre o aborto não fazem mais do que levar as mulheres aos abortadores de fundo de quintal. Vão insistir em que essa situação pode ser mudada e que se pode exigir o cumprimento apropriado da lei. Também podem sugerir medidas que tornem a gravidez mais fácil de ser aceita, no caso das mulheres que engravidam sem querer. É uma resposta perfeitamente racional, dado o juízo ético inicial sobre o aborto; por isso, o primeiro argumento não consegue esquivar-se à questão ética.



Nada a ver com a lei?

O segundo argumento é também sobre as leis que regem o aborto, e não sobre a ética do aborto. Adota o ponto de vista de que, como foi colocado pelo governo britânico que investigou as leis sobre a homossexualidade e a prostituição: "Deve continuar existindo uma esfera da moralidade e da imoralidade pública que, grosso modo, nada tem a ver com a lei". Esse ponto de vista é muito aceito pelos pensadores liberais e suas origens podem ser atribuídas a "Sobre a liberdade", de John Stuart Mill. Nas palavras de Mill, o "princípio muito simples" dessa obra consiste na afirmação de que o

"único objetivo em nome do qual o poder pode ser legitimamente exercido sobre qualquer membro de uma comunidade civilizada, contra a sua vontade, é o de impedir que os outros sejam prejudicados". "(...) Ele não pode ser legitimamente forçado a agir ou a abster-se de agir porque será melhor que o faça, porque assim será mais feliz, porque, na opinião dos outros, agir desse modo seria mais sensato, ou mesmo mais certo".
 
O ponto de vista de Mill é comum e adequadamente citado em apoio da revogação de leis que criam "crimes sem vítimas" - como as leis, que proíbem os relacionamentos homossexuais entre adultos que desejam mantê-los por mútuo acordo, o uso da maconha e outras drogas, a prostituição, o jogo, etc. O aborto costuma ser incluído nessa relação. É o que faz, por exemplo, o criminologista Edwin Schur, em seu livro Crimes Without Victims. Os que consideram o aborto um crime sem vítimas dizem que, enquanto todos têm o direito de defender um ponto de vista sobre a moralidade do aborto e agir de acordo com ele, nenhum segmento da comunidade deve tentar coagir os outros a aderirem ao seu ponto de vista específico. Numa sociedade pluralista, devemos ser tolerantes com os que defendem idéias diferentes das nossas e deixar a decisão de fazer um aborto a cargo da mulher que está vivendo o problema.


A falácia de incluir o aborto entre os crimes sem vítimas deve ser evidente a todos. Em grande parte, a discussão sobre o aborto é uma discussão sobre o fato dessa prática ter, ou não, uma "vítima". Para os adversários do aborto, a vítima é o feto. Os que não se opõem ao aborto podem negar que o feto possa ser visto como uma vítima grave. Talvez digam, por exemplo, que um ser só pode ser uma vítima se seus interesses forem violados e que o feto não tem interesses.

Contudo, sejam quais forem os termos em que se dê essa discussão, não se pode simplesmente ignorá-la com base na afirmação de que as pessoas não devem coagir as outras a seguirem as suas concepções morais particulares. Nossa opinião de que o que Hitler fez aos judeus é errado traduz um ponto de vista moral, e, se houvesse qualquer possibilidade de um ressurgimento do nazismo (se é que este acabou), certamente nos empenharíamos ao máximo para forçar os outros a não agirem contrariamente ao nosso ponto de vista. O princípio de Mill só é defensável se se restringir, como Mill o restringiu, aos atos que não prejudicam os outros.

Usar o princípio como um meio de evitar as dificuldades de resolver o embate ético sobre o aborto equivale a dar por certo que o aborto não prejudica um "outro" - o que é, exatamente, o ponto que precisa ser comprovado antes que possamos, legitimamente, aplicar o princípio ao caso do aborto.



Um argumento feminista

O último dos três argumentos que procuram justificar o aborto sem negar que o feto é um ser humano inocente é o de que uma mulher tem o direito de escolher o que fazer com o seu próprio corpo. Esse argumento adquiriu notoriedade com a ascensão do movimento de libertação feminista e foi elaborado por filósofos norte-americanos simpáticos à causa feminista. Um argumento influente foi apresentado por Judith Jarvis Thomson através de uma analogia.

Imagine, diz ela, que um dia você acorda pela manhã e descobre que está num leito de hospital, ligado de alguma forma a um homem que se encontra inconsciente numa cama ao lado da sua. Você é então informada de que esse homem é um famoso violinista com uma doença renal. Ele só poderá sobreviver se o seu sistema circulatório for ligado ao de uma pessoa que tenha o mesmo tipo sangüíneo, e você é a única pessoa que tem o sangue adequado. Portanto, foi seqüestrada por uma sociedade de amantes da música, a ligação foi feita, e ali está você. Como se trata de um hospital bem-conceituado, você poderia, se quisesse, chamar um médico e pedir-lhe para desligá-lo do violinista; este, porém, morreria com certeza. Por outro lado, se você continuar ligada a ele por só (só?) nove meses, o violinista irá recuperar-se e você poderá então ser desligado dele sem que ele corra perigo algum.

Thomson acredita que, se você se encontrasse inesperadamente numa situação difícil como essa, não teria nenhuma obrigação moral de permitir que o violinista usasse os seus rins durante nove meses. Poderia ser generoso, de sua parte, permitir que ele o fizesse, mas, nas palavras de Thomson, dizer isso é bem diferente de dizer que, se não o fizesse, estaria cometendo um erro. Observe-se que a conclusão de Thomson não depende de negar que o violinista seja um ser humano inocente, com o mesmo direito à vida que tem qualquer outro ser humano inocente. Pelo contrário, Thomson afirma que o violinista realmente tem direito à vida - mas que o fato de tê-lo não dá a ninguém o direito de usar o corpo de outra pessoa, mesmo que, sem esse uso, alguém possa morrer.


O paralelo com a gravidez, sobretudo a gravidez resultante de estupro, deve ficar evidente. Graças a uma escolha que não foi dela, uma mulher que engravidou por ter sido estuprada vê-se ligada a um feto de uma forma muito semelhante à da pessoa ligada ao violinista. É verdade que, normalmente, uma mulher grávida não precisa ficar nove meses, presa a uma cama, mas os adversários do aborto não vêem nesse argumento uma justificativa suficiente para a prática do mesmo. Permitir a adoção do recém-nascido talvez seja mais difícil, psicologicamente, do que se separar do violinista no fim da sua doença; mas, em si, isso não parece constituir uma razão suficiente para que o feto seja morto. Se admitirmos, apenas a título de argumentação, que o feto é um ser humano plenamente desenvolvido, o fato de abortar quando o feto não é viável tem o mesmo significado que o de desligar-se do violinista. Portanto, se concordamos com Thomson que não seria errado desligar-se do violinista, teremos de admitir também que, sejam quais forem as condições do feto, o aborto não é um erro - pelo menos quando a gravidez resulta de estupro.

O feto como vida em potencial


Uma objeção constante ao aborto é a de que só se leva em conta as características reais do feto, deixando de lado as suas características potenciais. Com base nas suas características reais, alguns adversários do aborto hão de admitir que o feto se compara desfavoravelmente a muitos animais.

A questão do potencial do feto já colocamos da seguinte maneira:

Primeira premissa: É errado matar um ser humano em potencial.

Segunda premissa: Um feto humano é um ser humano em potencial.

Conclusão: Logo, é errado matar um feto humano.

É problemático saber se um feto é realmente um ser humano - isso vai depender do que queremos dizer com o termo - não se pode negar que o feto é um ser humano em potencial. Isso é verdade tanto se, por "ser humano", estivermos nos referindo a um "membro da espécie Homo sapiens", quanto se tivermos em mente um ser racional e autoconsciente, uma "pessoa". Contudo, a força da segunda premissa do novo argumento é conseguida à custa de uma primeira premissa mais fraca, pois o erro de matar um ser humano em potencial - até mesmo uma pessoa em potencial - é mais sujeito à contestação do que o erro de matar um ser humano real.

Não se duvida, por certo, de que a racionalidade e a autoconsciência potenciais do Homo sapiens fetal (bem como outros atributos semelhantes) superam essas mesmas qualidades do modo como se manifestam num animal não humano; daí não se segue, porém, que o feto tenha um direito mais forte à vida. Não existe regra que afirme que um X potencial tenha o mesmo valor de um X, ou que tenha todos os direitos de um X. Há muitos exemplos que mostram exatamente o contrário. Arrancar uma bolota de carvalho em germinação não é o mesmo que derrubar um venerável carvalho. Colocar uma ave viva dentro de uma panela com água fervente seria muito pior do que fazer o mesmo com um ovo. O príncipe Charles é rei da Inglaterra em potencial, mas, no momento, não tem os direitos de um rei.

Até aqui coloquei um pouco (só um terço do que tenho sobre o assunto ) sobre os argumentos prós e contras o aborto.


Bibliografia que utilizei na época que comecei a pesquisar sobre o assunto:

BASSUMA, L. Em defesa da vida: contra o aborto! Folha de São Paulo, p. 03, 17/11/2005.
IRVING, J. The cider house rules. Nova Iorque: Ballantine Books, 598 pp., 1994.
MATIELO, F.Z. Aborto e Direito Penal. Porto Alegre: Sagra-DC Luzzatto Ed., 108 pp., 1994.
SEIXAS, R. Metamorfose ambulante (autor de letra e música). Em: LP "KRIG-HA, BANDOLO! Rio de Janeiro: Philips/Phonogram, 1973.
SALLES JR., R.A. Curso completo de Direito Penal. São Paulo: Saraiva, 8ªed., 517 pp., 2000.
SINGER, P. Ética Prática. São Paulo: Martins Fontes, 399 pp., 1998.

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Apenas algumas posições da Igreja sobre o assunto (Infelizmente não tenho tempo de traduzir, se alguém tiver alguma dúvida, pode utilizar o www.babelfish.altavista.com ):


"It is often believed that exceptions to the LDS position are made in the case of rape, incest, or for the health of the mother. However, you will not find any authoritative statement in LDS literature which actively endorses abortion under any circumstance. In other words, no prophet or apostle has ever explicitly said it is definitely approved by God to ever have an abortion under any particular circumstance. The view that sometimes it is acceptable to God to have an abortion is an incorrect understanding based on false assumptions of both the doctrine and the policy of the Church."

(...)

"When a woman counsels with her priesthood leader about abortion, what normally happens? She is comforted regarding her condition and reminded of the doctrines of the Church. If she was a victim of rape or incest, she is reminded that “children are an heritage of the Lord” [17] and that the child she is carrying is a “spirit son or daughter” [18] of Heavenly Father. The growing baby within her “comes into this world innocent” [19] of any crime committed against her. She is reminded the baby will be born pure into the world through the “mercies of Christ and the power of his atonement.” [20] She will be reminded that there are many, many LDS couples who cannot have children who desperately desire to adopt one born to someone else. She will be reminded that sometimes the “the followers of Satan are so used as to help accomplish the divine purpose.” [21] In other words, the Lord can take the evil actions of mankind and turn them to good. "

Ver todo o texto em:

http://www.lightplanet.com/mormons/daily/sexuality/abortion.html

Quando o Espírito entra no feto:




"The time of quickening is when the mother feels the life of her unborn infant. President Brigham Young has left us this explanation of the time when the spirit enters the body: 'When the spirit leaves them [mortal bodies] they are lifeless; and when the mother feels life come to her infant, it is the spirit entering the body preparatory to the immortal existence. But suppose an accident occurs and the spirit has to leave this body prematurely, what then? All that the physician says is—'It is a still birth,' and that is all they know about it; but whether the spirit remains in the body [i.e, in its own body] a minute, an hour, a day, a year, or lives there until the body has reached a good old age, it is certain that the time will come when they will be separated, and the body will return to mother earth, there to sleep upon that mother's bosom. That is all there is about death.' On other occasions, also, President Young taught that we should have hope for the resurrection of stillborn children. 'They are all right,' he said, and nothing in the way of sealings or ordinances need be done for them." (Doctrines of Salvation, Vol.2, p.280)

http://www.lightplanet.com/family/children/spirit_womb.html

Crianças que morreram por aborto serão ressucitadas e viverão conosco se seladas a nós (não existe doutrina oficial, embora eu tenha ouvido isso de um Presidente de Templo):


http://www.lightplanet.com/family/children/children_miscarriage.html

Crianças que morrem no momento do parto:


"President Joseph Fielding Smith gave it as his opinion "that these little ones will receive a resurrection and then belong to us."

http://www.lightplanet.com/mormons/basic/doctrines/stillborn_children.htm

Em alguns lugares dos USA, bebês que nascem mortos podem ter Certidão de Nascimento:


http://news.aol.com/topnews/articles/_a/a-move-for-birth-certificates-for/20070522114509990002

A Igreja considera o selamento aos pais de um bebê que nasceu morto embora não ache necessário incluir os abortos (por enquanto, embora somente as mães saibam realmente o que e como eram seus filhos antes de nascer):

http://www.lds.org/portal/site/LDSOrg/menuitem.b12f9d18fae655bb69095bd3e44916a0/?vgnextoid=2354fccf2b7db010VgnVCM1000004d82620aRCRD&locale=0&sourceId=e74427cd3f37b010VgnVCM1000004d82620a____&hideNav=1

Fico pensando, se fosse apenas um corpo crescendo como uma planta, e o espírito o habitasse somente no momento do parto, com o feto pronto, como os que ainda não estão prontos sobrevivem e tem reações humanas, ou, como pode acontecer de chorar ou assustar-se dentro da barriga da mãe depois do primeiro sistema nervoso ser formado enquanto feto, como já foi dito antes em alguns links postados?

As mães são co-participantes na criação ao lado do Senhor. Sentir um filho em seu ventre é algo muito além do que podemos entender. Sentir um filho e ser sua única ligação com o mundo, sendo responsável por toda e qualquer reação que um feto possa ter, tendo que policiar até o que comemos, o ar que respiramos, as músicas e palavras ou mesmo programas que ouvimos ou assistimos, é algo que influencia e muito na transmissão de saúde, alegria, tristeza, decepção àquele bebê que está ali, indefeso mas confiante e dependente da mãe, é algo que acredito é difícil mesmo de entender. Para nós mulheres é um desafio compensador se prestarmos atenção em quão responsável somos por ele(a). É quase automático, que uma mãe queira dar sua vida para que aquele ser que habita dentro de seu ventre possa desfrutar do ar que ela respira.


As sequelas psicológicas do aborto são imensas e inimagináveis. Se este acontece por acidente ou 'naturalmente' (quase difícil de ter certeza que isso exista) são ainda mais traumáticas.

A maioria das mulheres quando provoca o aborto ou é por pressão do namorado/marido que não quer, ou pela incerteza que o estilo de vida (ou mesmo os companheiros) lhe passam: total falta de confiança e segurança num futuro ou relacionamento sem perspectiva.

Um estudo realizado em 1980 em pacientes submetidas a aborto mostrou que, durante a primeira semana após o aborto, entre 40 a 60% das mulheres questionadas referiram reacções negativas. Dentro de um prazo de 8 semanas após o aborto, 55% expressou culpa, 44% queixaram-se de distúrbios nervosas, 36% de distúrbios no sono, 31% tinha remorsos em relação à decisão de abortar e 11% tinha sido prescrita com medicamentos psicotrópicos pelo médico de família.

Ashton, J.R. (1980). The Psychosocial Outcome of Induced-Abortion. British Journal of Obstetrics and Gynaecology 87(12):1115-1122.
 
Uma sondagem realizada a 260 mulheres, muitas das quais procuravam informação sobre aconselhamento pós-aborto e que já se tinham submetido a pelo menos um aborto enquanto adolescentes, mostrou que de uma forma geral estas mencionaram ter:




- “flashbacks” relativos ao momento do aborto

- crises de histeria

- sentimento de culpa

- medo do castigo de Deus

- receio pelas suas próprias crianças

- agravamento de sentimentos negativos no aniversário da data do - aborto ou quando exposta a propaganda a favor da liberdade de escolha (do aborto)

- interesse excessivo em mulheres grávidas e em bebés

- visões ou sonhos com a criança abortada

- consciência de terem falado com a criança abortada antes do aborto.
 
Mulheres que tinham um histórico de mais de um aborto induzido referiram com mais frequência:




- um período de forte alívio após o aborto

- uma história de abuso sexual enquanto crianças

- ódio aos homens que as engravidaram

- ter terminado o relacionamento com o seu parceiro após o aborto

- dificuldade em manter e desenvolver relacionamentos pessoais

- ter adoptado um comportamento promíscuo

- ter-se tornado auto-destrutiva

- começar ou aumentar a utilização de drogas depois do aborto

- sentimentos de ansiedade

- medo de Deus

- medo de outra gravidez

- medo de ter de recorrer a outro aborto

- efeitos emocionais tão severos impeditivos de qualquer actividade em casa, no trabalho ou de qualquer relacionamento pessoal

- ter experimentado um esgotamento nervoso algum tempo após o aborto induzido.



Reardon, D. (1994). Psychological Reactions Reported After Abortion. The Post-Abortion Review 2(3):4-8.
 
Aborto provocado x Aborto espontâneo


Ainda temos muitos outros tipos de aborto que acontecem constantemente entre as mulheres, na maioria casadas:



- sofreram um aborto por algum problema de má formação fetal

- sofreram violência doméstica por parte do marido

- tem algum problema de saúde que as fez perder o bebê ou agravar a doença (como no caso citado pela Margarida)

- Abortos 'espontâneos' que ocorrem durante os primeiros 3 meses de gravidez

- Uso de tabaco e bebidas alcoólicas, bem como outros cuidados que afetam o feto

e outros

Estas mais ainda experienciam uma cascata de sentimentos negativos.

Aquelas que ficaram preocupadas com a situação financeira, ou sentiram-se inseguras em relação ao relacionamento, ou viram no parceiro a recusa do sentimento de alegria ao saber que estava grávida, ou mesmo, o medo de perder oportunidades, ou mesmo de perder o relacionamento, estas apresentam alguns dos sintomas citados acima.

Aquelas que tem um relacionamento estável, na maioria casadas, desejosas de se ter um filho, que em família (ou entre o casal) planejaram e ficaram felizes com a gravidez, estas apresentam sentimentos ainda mais dolorosos. Mesmo com qualquer explicação de qualquer médico e doutor no assunto, ainda assim elas terão o sentimento de culpa, de saudade, de tristeza, de fracasso, enfim, algo, que somente nos braços do Senhor, pode-se encontrar algum consolo. Tendem ainda a dedicar-se ainda mais aos filhos que já possuem, ou a fecharem-se completamente em depressão culpando as pessoas em volta, por pura dor e incapacidade de abrir-se.

Maridos em geral dos que querem os filhos após algum tempo esquecem e tentam novamente. Alguns culpam a esposa. Outros distanciam-se dela. Alguns se tornam mais unidos. Outros mais espirituais, enfim, a grande maioria não esquece, sempre conta o bebê perdido, ainda mais se depois de 4 ou 5 meses de gravidez, como um filho ou filha que ainda encontrarão, independente do conceito de eternidade ou religião que tenham.
 
http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3769&ReturnCatID=690


A cada ano, um número de abortos estimado em 50 milhões ocorrem em todo o mundo. Deste, 30 milhões de procedimentos são obtidos legalmente e 20 milhões ilegalmente." - S. Singh and S. K. Henshaw, "Socio-Cultural and Political Aspects of Abortion from an Anthropological Perspective.

Lamentavel.

Em maio de 2008, os Estados de Colorado e South Dakota rejeitaram o banimento do aborto.


O Colorado considera que a vida comeca no momento do parto. E os ativistas anti aborto de South Dakota eram a favor do aborto apenas em casos de incesto, estupro e ameaca a saude da mae. Os dois porem permanecem o direito ao aborto, nao somente nestes casos.

O bom dos EUA é que cada estado tem seu direito à constituição própria desde que adicione à Constituição federal, nunca a anule.

Eu faço parte do FOCA, FOCA significa Fredoom of Choice Act, o nome dado a lei em questao.

Explicacao sobre o FOCA.


http://www.aul.org/foca
 
Qual a diferença entre matar o filho antes de ele nascer e larga-lo a uma vida de crimes, ou entrega-lo a adoção e todos os tipos de traumas possíveis?




Realmente não há diferença entre matar o filho antes de ele nascer ou depois, ou abandoná-lo na rua.


Mas há diferença em entregá-lo para adoção se se quer agir de forma correta.

O problema de alguns países não terem um sistema sério de adoção onde as crianças são respeitadas e as famílias que as adotam são realmente observadas para tal ato não é geral, felizmente.

Eu tenho uma amiga que mora aqui perto, e foram ao sul do Brasil e escolheram um irmão e uma irmã, na época 3 e 4 anos de idade para adotarem. Os irmãos eram crianças de rua, seus pais e irmãos mais velhos moravam na rua, envolvidos com drogas e todo tipo de crime. Eles, naquela idade, já tinham sido usados para prostituição e drogas.

Hoje, eles estão no final da adolescência e são excelentes. Estudam música, estão se preparando para a faculdade.

Foram anos de terapia para adaptação e para que eles esquecessem o trauma daquela família que viviam anteriormente, da vida que levavam.

Há jeito pra tudo.


Continuo sendo contra qualquer tipo de aborto. Não posso ser conivente com assassinato, em nenhuma forma e em nenhum grau.

É muito simples dar o direito a alguém de abortar, porque é mais complicado nutrir a família, educar, conscientizar e dar condições para que todos que tenham filhos não vivam apenas com uma ajuda do governo. Cuidar da consequência é mais rápido do que cuidar da causa.

Este é o grande dilema da Igreja quando se diz que o sexo é sagrado e que seu propósito é gerar corpos para os filhos do Pai Celestial. A maioria critica a Igreja, chama os membros dela de puritanos e hipócritas.

Mas, se se quiser enxergar a verdade, qualquer criança deveria saber que, a partir de uma relação sexual pode-se gerar uma criança, e tal relação deveria sempre ser realizada com esse conhecimento.

Não há alternativa sobre o que se fazer com a criança após.
 
A decisão deveria ser o que se fazer antes de gerá-la.


Agora, apoiar ou não o direito dos outros de matar, já que não sou eu que o estou fazendo, na minha opinião só demonstra amor nenhum ao próximo.

No vídeo da Dilma, ela fala a todo momento em dor para a mulher, trauma, corpo, etc.

Em nenhum momento a vi falando algo sobre a criança.

Enfim, o Estado e a Lei financiando o crime é o fim do mundo.

Mas é somente minha opinião.
 
Depoimento do Dr. Bernard N. Nathanson, um dos mais importantes ex-defensores do aborto nos EUA. Texto de uma conferência proferida no "Colégio Médico de Madrid", publicada pela revista FUERZA NUEVA. Ele conta como iludiu o povo norte-americano a aceitar o aborto.


http://www.providafamilia.org.br/doc.php?doc=doc45845

Desde 1973, quando o aborto foi aprovado nos EUA, houveram quase 30 milhões de abortos.

Para se abortar uma criança, uma dilatação e curetagem ou dilatação e evacuação é praticada.

A curetagem é praticada em qualquer tempo entre a concepção e as 12 primeiras semanas (3 meses) de gestação. A evacuação é usada entre as 12 semanas as 24 semanas (6 meses). Em ambos os casos, a cérvix é dilatada, ou é esticada, pelo abortador e um instrumento agudo e cortante é inserido no útero.

O abortador usa este instrumento para cortar o feto em pedaços e então raspar o revestimento interno do útero para assegurar-se de que todos os pedaços serão retirados. No método de evacuação, (utilizado entre 3 e 6 meses) a criança é suficientemente grande de modo que o abortador precisa esmagar a cabeça da criança para torná-la suficientemente pequena para que possa retirá-la.

Mais da metade (52 por cento) dos abortos anuais na América do norte são executados antes da oitava semana (2 meses). O coração começa a bater ao redor do vigésimo quinto dia (menos de um mês), antes mesmo da mãe saber que está grávida. Pela sexta semana (1 mês e meio), ondas do cérebro e do coração podem ser registradas.

Obama aprovou uma lei que o aborto pode ser feito até o último dia de gestação, aos 9 meses completos.
 
É a velha repetição do Estado é laico, Igreja não se mistura, direitos humanos...


Aqui também ocorre o mesmo. O Obama diz a todo instante que valores morais não governam um país, e por isso são desnecessários.

Mas, claro, se qualquer um dizer diferente estará sendo racista.

Como eu disse lá atrás, não sou eu que irei tirar um direito de um ou uma filha de Deus de nascer e cumprir sua missão nesta terra. Mas também não irei influir em seu livre arbítrio.

Mas posso por exemplo, dar os direitos humanos àquelas crianças que estão sendo assassinadas. Alguém pensou nelas?

Não importa quando o espírito entra no corpo, se o visita. Não é nosso direito interromper uma vida. Seja ela de que forma for. Nem julgar se 'ah, mas se nascer vai viver no crime'. Quem sabe com certeza disso?

Existem escolhas, opções, soluções.

A palavra é assassinato. A palavra é forte? É, mas é preciso encará-la de frente. Se é, não podemos de modo algum permiti-la, pois, caso o seja, com quais argumentos poderemos defender a vida que vem sendo atacada cotidianamente em uma sociedade cada vez mais violenta? Afinal, é ou não é permitido matar em nossa sociedade? Se for, só nos restará a lei do mais forte, do mais armado...

No caso do aborto, não cabe neutralidade, pois esta não existe. É preciso optar ou pela liberação do aborto ou pela sua proibição. Logo, dizer que o estado laico não pode defender a vida não passa de uma falácia.

Dando um exemplo: deve o estado laico permitir a corrupção só porque pessoas são assassinadas devido a vinganças de grupos rivais? Afinal, não furtar é um dos mandamentos religiosos. Seguindo a argumentação de alguns, o estado laico deveria liberar o furto por se tratar de uma decisão de foro íntimo...

Aborto não faz controle de natalidade. Aborto não evita doenças. Aborto não resolve o problema de gravidez indesejada.
 
Eu tive um professor que sua mãe trabalhava nos campos de cana de açúcar e um dia foi estuprada por vários outros trabalhadores numa madrugada onde os chefes não viram. Ela ficou grávida e morreu no parto.


Este bebê foi para um orfanato e mais tarde foi adotado por uma família americana. Ele cresceu, formou-se em Harvard, e hoje é um dos diretores de uma Universidade aqui nos Estados Unidos. Ele é pai de 5 filhos, saudáveis e uma de suas filhas tem o nome de sua mãe.

São casos e casos. Não posso generalizar todos eles. Conheço infinitos casos onde a mãe não morreu.

Conheço outros muitos casos de crianças que nascem deformadas, sem membros do corpo. Em quase todos eles os pais usavam drogas, ou tinham doenças venéreas, ou mesmo foi apenas má formação por algum defeito congênito. É só visitar algum laboratório de Fisiologia/Biologia em alguma universidade e ver os fetos com má formação dentro de potes com formol e ler sobre as causas deles estarem assim. Ou seja, na grande maioria poderia se prevenir.

Semana passada organizei o funeral de um garoto de 11 anos de idade que nasceu com má formação (passou da hora de ele nascer) e com o passar do tempo, adquiriu outras doenças decorrentes, até que seus rins falharam e morreu aos 11 anos de idade. Eu não tenho dúvidas que ele cumpriu sua missão aqui, pois uniu toda uma comunidade (que se revisava para ajudar sua família, com outros 5 filhos), sempre estava sorrindo e nunca reclamou de dor uma vez sequer. Foi um exemplo pra todos nós a sermos mais gratos pelos dons que temos.

Enfim, há propósito em todas as coisas.

Eu não acredito que mães de filhos deficientes, paralíticos, autistas, com síndrome de down, prefeririam que eles não tivessem nascido. Pelo menos não a maioria delas.
 
"Como países desenvolvidos, onde o aborto é permitido, tem um índice de aborto menor que os países subdesenvolvidos?"


Não é o que as estatísticas mostram:

http://www.guttmacher.org/pubs/journals/25s3099.html

Países desenvolvidos onde o aborto é legal tem muito mais abortos que países onde o aborto não é legal, seja desenvolvido ou subdesenvolvido.

E, conforme a tabela, continuam a ter muitos abortos ilegais, mesmo a lei permitindo.

Alguns países desenvolvidos também, com taxa de aborto não tão alta, também tem uma campanha contra aborto melhor de conscientização, estrutura familiar e planejamento do casal, conforme a pesquisa.
 
Chinês descreve autoridades do governo forçando sua esposa a abortar bebê


"Uma vítima da política coerciva da China de apenas um filho ofereceu ao mundo um cruel relato pessoal da opressiva lei de controle populacional do país, a qual as autoridades afirmaram prosseguiria depois de seu aniversário de 30 anos no mês passado.

Embora as investigações tenham apontado para inúmeros incidentes semelhantes ocorrendo diariamente sob a brutal política de apenas um filho na China, o abuso geralmente fica escondido por trás do maior segredo — dando para o relato de Luo Yanqua um raro vislumbre do mundo das táticas de controle populacional da China.

“Havia muitas pessoas cercando minha esposa. Eles seguravam os braços dela atrás das costas dela, mantendo a cabeça dela na parede e chutando o estômago dela. Não sei se estavam tentando fazer com que ela tivesse um aborto ali mesmo. Os braços, pernas e pescoço dela estavam todos machucados. Eu estava muito irado. Eu lhes disse, ‘Não tivemos chance nem mesmo de conversar sobre uma solução. Como é que vocês podem bater na minha esposa?’” disse ele. “Pelo resto do dia, não tive nenhuma notícia de minha esposa”.

Vejam o vídeo. http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/oct/10102109.html
 
 Filósofos de grande influência se digladiam em conferência de aborto


“Um bebê não tem importância moral porque ele não tem consciência de si mesmo”

http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/oct/10102209.html

Que bela raça de filósofos!

http://www.youtube.com/watch?v=HDuixEupfKE


Na verdade, se o aborto é um problema, a sua solução não é o próprio aborto.

Dos favoráveis, só vejo justificação pública de escolhas e decisões, mas que se conclue e se confunde com que não é: um exame sociológico e uma regulamentação jurídica.

Aprovar o aborto é mais fácil que trabalhar em cima do planejamento familiar; da superação da discriminação com as mães solteiras e ajuda aos seus filhos; de uma rígida legislação para proteger o emprego da mulher grávida e em tempo fértil; de leis que facilitem e promovam a adoção dentro de parâmetros jurídicos; do amparo social vitalício para filhos excepcionais; da introdução do salário maternidade; da multiplicação de creches; da melhoria na situação de pobreza.

Fazendo de conta que as causas do aborto não existem, só está se perpetuando a situação social que o provoca.

A lei deveria ser no sentido de prevenir o aborto.

Só para dar um exemplo, se o aborto é proposto como solução para a gravidez de adolescentes, a pergunta a ser feita é se o tipo de cultura sexual a que os jovens hoje são expostos é aceitável e sadia para o seu desenvolvimento psicológico e moral. Propor o aborto é desviar a questão e não ter a coragem de ir à raiz do problema.

Reduzir a questão apenas à condição religiosa, dizendo que o feto é sagrado, também não justifica. E ateus que dão essa desculpa, poderiam ser incentivados a ler Jacques Testart.
O pioneiro na pesquisa genética da reprodução humana na França, Jacques Testart, fez uma declaração, que se encontra na entrevista dada à revista La Vie: “Eu sou ateu e não creio que o embrião seja sagrado, mas para mim ele merece respeito e não pode ser considerado como um material à imagem de um embrião de rato”.

1 comment:

Thiago Santos de Moraes said...

Li todo o artigo, Chris, e o que é dito, sobre a vida intra-uterina, é pura verdade objetiva, mas, mesmo assim, temos uma estranha insistência dos abortistas em negar todos esses dados. Por que será que isso ocorre? Não consigo pensar em nada racional, é um verdadeiro "mistério da iniqüidade".

Escrevi um pequeno catecismo, em perguntas e respostas, sobre o aborto:

http://apologeticacatolicablog.blogspot.com/2010/04/catecismo-sobre-o-aborto.html