October 05, 2010

Paralelos entre Judaísmo e Mormonismo

Em que se assemelham as duas religiões (tirando a Torá)?



1. O Mormonismo respeita o Judaismo, desde que o Livro de Mormon indica que nefitas e outos povos são descendentes dos israelitas.

2. O Mormonismo trabalha pela paz com os judeus, (2 Nefi 29:8), uma vez que estes são descendentes dos Patriarcas e portadores do Sacerdócio e aqueles são parte das Tribos de Israel. Eles não alegam parte com os membros da Igreja, uma vez que não aceitam Cristo como o Salvador, mas nós os aceitamos assim como cremos que somos parte da Casa de Israel.

3. Os judeus são vistos como o Povo do Convênio pelos membros da Igreja. Hoje em dia, eles perderam um pouco a noção de que tribo pertencem, e somente os judeus levitas ainda têm sua cultura baseada nas tradições da tribo.

4. O Livro de Mormon contem historias dos descendentes dos povos judeus e Doutrina e Convênios possue muitas profecias em relação a eles. (exemplo: D&C 133:12-13)

5. Famílias do Livro de Mormon descendentes da Tribo de Manasses e imigrou para as Americas, cumprindo a profecia em Genesis 49:22. Já outra família descendente da tribo de Judá também imigrou na época da queda da Babilônia (600 B.C.).

6. Na torre do Assembly Hall na Temple Square em SLC, vemos a Estrela de Davi, que é o símbolo do judaísmo, pelo nosso respeito a eles, embora tratem os mórmons como qualquer outro grupo cristão.



7. Há alguns que estabelecem ligações entre os feriados judeus com as atividades e datas da Igreja:
- 23 de dezembro – Hanukah (judaísmo) – Aniversário de Joseph Smith
- 21 de setembro – Sukkot – Joseph recebe a visita do Anjo Moroni por 3 vezes que lhe conta sobre as placas.
- 22 de setembro – Hosh Ashana – Joseph recebe as placas alguns anos depois
- 1 de julho – Tamuz – Joseph completa a tradução do Livro de Mórmon
- 6 de abril – Nisan – A Igreja é reorganizada.
- 3 de abril – Pesach – Elias, Elias o profeta, Jesus e Moisés aparecem durante a dedicação do Templo de Kirtland.
- 24 de julho - Shabbat Nachamu – Brigham Young chega em Salt Lake City com as primeiros pioneiros.

8. Há um cemitério judeu em Salt lake City e a primeira mesquita construída no Estado obteve ajuda da Igreja.

9. A Igreja realizou Obra Vicária nos Templos para mais de 20 mil vítimas do Holocausto sem total conhecimento e permissão de suas famílias, o que foi, em 2002 pedido que fosse retirado e cancelado os registros genealógicos de mais de 19 mil dos ordenados, pois não obtiveram a aprovação da Sociedade Judaica, uma vez que quebra o Artigo 613 (punição divina para aqueles que saírem do judaísmo) do livro de leis que eles têm, o qual em 1995 a Igreja decidiu parar a menos que algum parente dos mesmos o realizasse (eu fiz mais de 550, com atestado de responsabilidade assinado e tudo.). Alguns dos judeus conhecidos ainda permanecem nos registros, como Rashi, Maimonides, Albert Einstein, Menachem Begin, Irving Berlin, Marc Chagall e outros, pois conseguiram autorizações para tal. Em 11 de abril de 2005 houve um encontro entre líderes judeus e mórmons para confirmação que os nomes não mais constavam do Indice Genealogico.

10. A Igreja chama de judeus os descendentes de Jacó (Israel), nascidos no sudeste de Judá.



11. Em 2 Reis 16:6 temos um paralelo com a vinda dos Nefitas, e a igreja se refere a seus membros como descendentes de José, enquando os judeus descendentes de Judá.

12. Existem alguns websites sobre judeus-mórmons (pesquise Jews-Mormons).

13. Existem duas Alas em Israel, uma em Jerusalem e outra em Tiberias. Mas lá eles não podem fazer proselitismo. Desdendentes de israelitas judeus podem imigrar a Israel cumprindo a ‘Lei do Retorno’.

14. A BYU em Jerusalem concentra mais apresentações culturais e de pesquisa, pois os protestos dos judeus ultra-ortodoxos não permitem que o campus seja seguro para uso normal (com a alegação que constuiram o campus lá para o proselitismo e conversão dos judeus aos cristianismo).

15. Agora, sobre semelhanças e diferenças, eu sei que os judeus não assumem Deus como uma pessoa com corpo, embora sejam monoteístas também. Por isso eles não aceitam Cristo como Salvador, pois esperam apenas um Deus, e consideram Cristo como uma pessoa normal como qualquer outra.

16. Há vários grupos em Israel de judeus a favor de Cristo, o que causa confusão pois os judeus dizem que se acreditarem em Cristo, perderão toda a cultura e tradição de serem judeus.



17. Judeus e LDS também proibem qualquer tipo de idolatria, mas aceitam o uso do anjo moroni como simbolo assim como os judeus aceitam o uso da estrela de seis pontas (Davi) como simbolo. ( A Comunidade de Cristo usa crucifixos como os católicos.)

18. Os judeus acreditam que o Messias será descendente da Casa de Davi e virá quando ocupará o Templo de Salomão, onde a ressurreição geral acontecerá, no que eles chamam de Fim dos Dias. O Templo de Salomão mantém a tradição (Yom Kippur) de juntar seus sumos sacerdotes e elevar a Arca do Convênio uma vez por ano, na Shekhina (presença de Deus) o que eles chamam de Holy of Holies. Na Igreja, o Profeta (presidente do sumo sacerdócio) recebe revelação direta do Senhor num local presente no Templo de SLC chamado Holy of Holies, exatamente como o do Templo de Jerusalem. De todos os 124 Templos em funcionamento, somente o de SLC possue o Holy of Holies. Havia também no Templo de Manti, mas agora é usado apenas como Sala de Selamento.




19. O Judaísmo ortodoxo aceita apenas Rabis (líderes da congregação que ensinam a lei judaica) homens. A Igreja dá o sacerdócio apenas aos homens. No Judaísmo reformado, eles ordenaram a primeira Rabi mulher em 1975, o Reconstrutivo em 1975 e o Conservativo em 1984. Já estes dois últimos aceitam gays e lésbicas também como Rabis além de realizarem casamentos de mesma orientação sexual aos montes. Na Comunidade de Cristo há mulheres liderando congregações.

20. Os judeus recebem o Sacerdócio pela descendência da Tribo de Levi ao nascerem uma vez que não reconhecem o Aarônico depois de Cristo. Já a Igreja na idade dos 12 anos pela ordenação das mãos conforme Cristo impôs em seus apóstolos. A linha do sacerdócio corresponde à:
- diáconos – exatamente como os levitas
- professor – correspondente a linha dos Kohathites
- sacerdotes – por linhagem
- Bispos – Correspondente a linha do sumo sacerdote aarônico dos levitas (não confundir com sumo de Melquisedeque).

21. A Igreja tem a Palavra de Sabedoria e os Judeus têm o Kashrut. Para os judeus boa comida é chamada de kosher, e má comida chamada de treifah. A base da lei do Kashrut é comer carne e vegetais bem limpos e inspeccionados, e separar o leite da carne nas refeições, ou seja, nunca ingerir os dois juntos. Já a igreja proíbe o álcool, mas os judeus precisam do Vinho que é tomado especialmente nos dois mais importantes feriados deles, no Passover e no Purim (o Peter que ia gostar dessa né!?).



22. O Shabbat, como os judeus chamam o dia sagrado ( o que em inglês também se diz Sabath), vai do pôr-do-sol da sexta feira ao pôr do sol do Sábado a noite, quando avistam no céu as 3 estrelas que simbolizam a Criação total feita por Deus ( já que eles não aceitam Cristo como o Salvador). Eles cozinham de véspera pra não ter que fazer absolutamente nada no dia (essa seria uma boa, ahah) e a comida tradicional deles é vinho e carne. Na Igreja o dia de descanso e reverência é comemorado no domingo, em observância da Ressurreição (após Cristo). Uma coisa interessante no judaísmo é que casais casados são incentivados a engajarem-se em relações sexuais no Shabbat, simbolizando a Criação e a pureza sagrada do ato entre marido e mulher. Os membros da Igreja em Israel e nos Emirados Árabes comemoram o Sabath da sexta para o sábado, onde também jejuam.

23. Quanto aos livros de um e de outro, o Judaísmo tem o Torah (que são o Pentateuco, os 5 livros de Moisés), o Nevi'im ( o livro dos profetas) e o Ketuvim (que são os escritos das leis) e ainda o Tanach (que nós conhecemos por Velho Testamento). O Tanach ainda é explicado a estudado a partir do Talmud, que é feito em duas partes: Mishnah (leis orais que foram passadas de geração para geração, mas que agora escreveram e compilaram em livros) e o Gemara ( comentários e ensinamentos de rabinos). No século 16 ainda foi escrito o Shulkhan Arukh (que é um estudo detalhado da Lei Mosaica). Os judeus acreditam que o Torah (que eles precisam ler em voz alta onde quer que estejam) foi dado a Moisés no Monte Sinai, como resultado da primeira lei dada por Deus, antes de Moisés quebrar as primeiras placas, e que partes estão perdidas (os escritos do Mar Morto foi uma parte encontrada como sendo faltante do Torah). Na Igreja utilizamos a Bíblia (Velho e Novo Testamentos – depois de Cristo) , O Livro de Mórmon (traduzido por Joseph Smith), Doutrina e Convênios ( um escrito das revelações de Joseph e de outros profetas) e a Pérola de Grande Valor ( livros de Moisés e Abraão).



24. Quanto às crenças sobre vida depois da morte. Os judeus acreditam que a ressurreição física virá com a vinda (considerada por eles a primeira) do Mashiach (Salvador) em Jerusalém. Todos os judeus onde estiverem no planeta, quando morrem, precisam ter seus caixões, covas ou túmulos, voltados para Jerusalém, como símbolo de estarem prontos para se levantarem e verem rapidamente a Cristo. A escatologia dos judeus conservativos aceitam em alguns casos a reencarnação. O espiritualismo judeu acredita que a alma quando morre fica num período de descanso e reflexão no máximo por 12 meses, chamado de Kaddish, no qual parentes e amigos oram constantemente durante este tempo. É completamente proibida na lei judaica a tentativa de contato com pessoas mortas. Judeus não acreditam em Céu ou Inferno. Eles acreditam que, se há algum prêmio para os melhores, serão para eles, que já se julgam salvos, uma vez que Deus é o Pai ‘deles’. Na Igreja sabemos que depois da morte iremos para o Mundo Espiritual intermediário (o que chamamos de Sheol) até a Segunda Vinda, quando acontecerá a Primeira Ressurreição, e, alcançaremos 3 graus de glória ( Telestial, Terrestrial e Celestial) dependendo de nossas escolhas aqui na Vida Mortal. Podemos ainda, segundo a Igreja nos tornarmos como o Pai Celestial é, pois sabemos que um dia Ele foi como nós. Realizamos as ordenanças vicárias pelos mortos em exemplo do que o Salvador pregou aos espíritos em prisão (1 Peter 3:18-20).



25. O Judaísmo não faz proselitismo, pois não aceita que alguém possa ser convertido, alem de desencorajar a conversão. Se surgir alguém que queira converter-se, a pessoa deverá ter aulas intensivas de estudo da Lei Mosaica e dos livros acompanhado por algum Rabi muitas vezes por anos e anos, antes de ter os mesmos direitos e privilégios dos judeus natos. Quando conscientes e sábios na Lei Judaica é feito o Milk-vah, que é um banho de imersão (que geralmente é utilizado antes do Shabbath ou cada vez depois de ejaculação ou menstruação ou parto – para se purificarem; para noivas, antes do casamento e os homens, devem ir todos os dias para manterem-se viris e puros – Curiosidade: as mulheres, nos judeus ortodoxos, JAMAIS podem ter relações sexuais com seus maridos menstruadas, e depois somente se banharem-se no milk-vah). É construído normalmente num quarto fechado como uma pequena piscina que possa ter água corrente, ou água de poço misturada com água de chuva. Existiam antigamente vários rituais, como, os Sacerdotes antes de entrar no Templo precisavam se banhar, bem como todo e qualquer objeto que no Templo fosse usado precisava ser lavado nos Milk-vahs. As mulheres precisam ter um milk-vah cada vez que têm relações sexuais com seus maridos, principalmente se tiveram menstruação antes) . Além de todos, homens e mulheres terem que se banhar antes de feriados sagrados. Existem milk-vahs separados para homens e mulheres e também em casas de funerais, onde os corpos são banhados antes de embalsamados. Após a imersão no milk-vah e a circuncisão exigida nos homens, existe a ablução no judaísmo onde o converso é ungido. Na igreja o batismo simboliza também a limpeza dos pecados, conversão para membro e também é feito por imersão total. A ablução é feita apenas nas ordenanças no Templo, simbolizando as antigas ordenanças que eram feitas no Tabernáculo em Israel (temos algo em Êxodo 28:40–42, 29:4–9, 29:20–21, 29:29–30, 30:18–21).



26. Quanto à poligamia, existem na época dos Hebreus (registros do Tanach) uma época de casamentos poligâmicos, onde cada irmão deveria suportar a esposa viúva de seu irmão, evitando assim que houvessem mais filhos de sangue diferente nas familias. Isso foi banido no século 11 sob alegação do pecado de Onan. Judeus moradores do Yenem e do Irah praticaram poligamia, uma vez que é a lei e norma cultural daqueles países, mas somente até 1948 quando da criação do Estado de Israel, uma vez que a Lei em Israel condena a poligamia. As famílias desfeitas foram ‘adotadas’ como netos e netas de outras famílias que as suportam e mantiveram de alguma forma. Na história da Igreja sabemos que o Casamento Plural começou em 1852, onde já era permitida na lei dos USA há algum tempo, e sendo proibida depois em 1862 no país, revogada na Igreja apenas em 1890. Mesmo assim, o governo dos Estados Unidos marginalizou Utah até 1896, mantendo as perseguiçoes contra os membros. Em 1904, Joseph F Smith proclamou o 2º manifesto dando à excomunhão quem o Casamento Plural mantesse. Os fundamentalistas ainda têm suas comunidades, sendo agora espalhadas com a prisão de Warren Jeff, preso pelo FBI, acusado de abuso, estupro e outros crimes.

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