October 05, 2010

Israel - 4ª parte ( A História não contada pela mídia)


Algumas perguntas:


A raiz do povo judeu nasceu onde?
Onde Cristo nasceu?
Onde morreu?
A que povo Ele veio primeiro?
Onde voltará?
Todas as tribos das casas de José foram comandadas na tomada de terras no século XIII a.C. onde?
Onde as tribos de Judá e seus reis foram massacradas ou até os grandes massacres por Alemanha, França, Espanha, Inglaterra e Portugal a eles?

Os árabes vivem em diversos países, sejam estes Kuwait, Líbano, Síria, Egito, Iraque, Líbia, Mauritânia, Arábia Saudita, Etiopia, Catar, Barein, Jordânia, Sudão, Tunísia, Marrocos, Iêmen, Argélia, Eritréia, Somália, Omã, Emirados Árabes Unidos, e outros com grandes concentrações deles. Por quê não é suficiente, sendo que mesmo em Israel eles são muitos e são tratados igualmente perante a lei e participam igualmente em tudo? Inclusive o árabe é uma das línguas oficiais de Israel? Por quê eles não se contentam e querem tomar Israel, Jerusalém e todos os lugares onde Cristo andou e disse que seu povo deveria ali permanecer?

Onde Cristo irá voltar é onde Ele orou por todos!

Eu sou totalmente CONTRA a guerra, aprendi a ser totalmente CONTRA a pena de morte em ocasiões que temos visto, sou CONTRA muitas das coisas que você acusa, mas por quê os judeus não podem ter somente 01/UM/ONE/UNO/ένας/un/ein lugar para eles sem os árabes quererem também, principalmente os árabes mulçulmanos, porque os cristãos não aprovam esta bizarra tomada?

Comparado com a Síria, com o Irã ou um pouco menos com o Egito ou a Jordânia, Israel pode certamente orgulhar-se de defender valores democráticos como a liberdade de expressão, a supremacia da lei e a organização de eleições livres. Concordo que no plano estrutural e formal, Israel é uma democracia muito desenvolvida; mas, no que diz respeito a valores morais, esta democracia continua a ser frágil e vulnerável pois a maior parte da sociedade civil ainda depende do Estado, mas eles não enforcam por exemplo homossexuais como faz o Irã! E este respeito foi conquistado apenas após a criação do Estado em 48.



A maioria das pessoas no Brasil e em inúmeros países pensa que os Judeus apareceram de repente, como quem vem do nada, na Palestina em 1947, expulsaram todos os Árabes cruelmente de suas casas e criaram uma nação cruel e beligerante que só pensa em aniquilar os pobres coitados Árabes e tomar suas terras, de modo a expandir sua infindável riqueza. Esta é a visão propalada principalmente pelos grupos de esquerda do Brasil e seus militantes.

A verdade é muito diferente. Tenho judeus, árabes e italianos na minha família e documentos disso tudo.

Quando os hebreus pisaram naquela terra pela 1ª vez, eles o fizerem porque receberam ordem divina para se deslocar para lá. No Capítulo 12 de Gênesis, Deus manda o Patriarca Abraão sair de sua casa, na cidade de Ur, na Mesopotâmia e se mudar para a terra então conhecida como Canaã. A bíblia também relata que Deus confirmou para Isaque e Jacó(o pai dos Israelenses), que sua terra era ali. Quem crê no que está escrito na bíblia, concordará comigo. Com quem não crê, não é possível argumentar sobre isto.

Depois disto, para escapar de uma grande fome, a família de Jacó, o então povo Israelense, migrou para o Egito, quando os egípcios lhe eram favoráveis. Algumas gerações mais tarde, os egípcios os escravizaram, com crueldades típicas de Adolf Hitler, como infanticídio, etc..., conforme a Bíblia relata no início do livro de Êxodo.

No capítulo 3 de Êxodo, Deus fala com Moisés na sarça ardente e lhe dá ordens para que tire o povo de Israel do Egito e o leve para a Terra de Canaã, ou seja, a faixa de terra situada entre o Jordão, o Mar Morto e o Mar Mediterrâneo. Depois de andar por 40 anos pelos desertos da península do Sinai e das regiões situadas a sul e sudeste do Mar Morto, Moisés chega com Israel à divisa do Reino Amorreu de Hesbon e manda mensagem pacífica a seu rei, Seom, pedindo-lhe que permitisse a Israel atravessar seu reino para chegar ao Jordão. Seom sai com todo o seu povo para guerrear contra Israel.



Quando Seom econtrou o povo de Israel em Jaza, seu exército foi completamente derrotado e aniquilado. Em seguida, Ogue, rei de Basã, um gigante refém, saiu com todo o seu povo contra Israel e foi também completamente derrotado e aniquilado na batalha de Edrei. Diga-se de passagem que estes eram dois monarcas muito poderosos na região, sendo que Seom havia feito grande estrago em Moabe. Assim, Israel conquistou todo o território a leste do Jordão, desde o Rio Arnom até o Rio Jaboque(reino de Hesbon) e um bom território a leste do lago de Quinerete, incluindo as Colinas de Golã e o Monte Hermom, que tinha umas 60 cidades(reino de Basã), que foi dado como herança a duas tribos e meia(Ruben, Gade e a meia tribo de Manassés).

Em seguida, por ordem divina e com apoio total de Deus, Josué e os primeiros Juízes conquistam quase todo o território entre o Jordão e o Mar Mediterrâneo, trabalho que levou décadas. Muitas batalhas foram vencidas graças a milagres de Deus(até o sol parou de se movimentar). Ficaram uns poucos territórios sem conquistar, como as cidades de Gaza, Gate, Asdode, Ascalom e Ecrom, que continuaram habitadas pelos filisteus, povo que causou muitas dores de cabeça para Israel durante séculos.

Depois de Josué, veio o período dos Juízes, no qual houve uma alternância de atitude em Israel: Durante tempos, Israel se afastava de Deus e acabava se tornando vassalo de povos inimigos, sendo muito oprimido. Quando estavam em tribulação, se voltavam para Deus e este enviava um Juiz para libertar a nação dos opressores. Houve conflitos com vários povos: moabitas e amonitas(descendentes de Ló), remanescentes dos Cananeus, midanitas, filisteus, etc...



Após o período dos Juízes, veio a monarquia. O primeiro rei foi Saul, que começou bem, mas terminou desobedecendo a Deus e se afastando dele. Chegou a consultar uma médium espírita. Sua casa e sua dinastia foram por água abaixo. O segundo rei foi Davi, que derrotou todos os inimigos de Israel, impondo sua suserania e seu domínio sobre todos eles. Davi fez de Israel uma superpotência e um verdadeiro império. Não é à toa que os Judeus gostam tanto dele!!! Seu filho Salomão fez Israel mais próspero ainda, construiu o primeiro templo e seus domínios iam do Golfo de Aqaba até o Eufrates!! Os ricos comerciantes fenícios "carregavam água na peneira" para ele. No fim do reinado, Salomão se desviou de Deus e onerou abusivamente o povo com impostos, o que gerou grande desgosto e revolta, resultando na divisão do reino após sua morte.

Após a morte de Salomão, seu filho Roboão se negou a reduzir os impostos e 10 tribos o abandonaram, formando outro reino. Roboão ficou só com as tribos de Judá e Benjamim, formando o chamado Reino de Judá ou Reino do Sul. E as outras dez tribos formaram o chamado Reino de Israel ou Reino do Norte, do Qual Jeroboão se tornou rei. O Reino de Israel se afastou de Deus, e abraçou com força total a idolatria. Os profetas Elias, Eliseu e outros foram enviados por Deus para tentar colocar as 10 tribos de volta no bom caminho, mas não lograram êxito e a paciência de Deus se esgotou. em 724 a.c., o rei Sargão II, da Assíria, conquistou as 10 tribos e levou a maior parte do povo cativo. No lugar dos cativos, colocou gente de todos os cantos do Oriente Médio em Israel, para se misturar com o que sobrou da população, o que resultou na formação do povo conhecido como "Samaritanos".



Com o início do retorno de Babilônia para Jerusalém, em 538 a.c., Israel passa a viver como vassalo do Império persa. Os persas quase sempre foram bons para Israel. A exceção foi a ocasião em que um tal de Hamã tenta convencer o rei persa Assuero a exterminar os judeus. O azar de Hamã é que a esposa preferida do rei, Ester, era judia. Hamã acabou sendo enforcado(a la Saddam Hussein) e os judeus foram salvos. No período persa, o templo foi reconstruído, mas não com o mesmo esplendor do templo de Salomão. O período persa termina com a conquista do Oriente médio por Alexandre, o Grande, rei da Macedônia, aprox. 330 a.C.

Com a morte de Alexandre em 323 a.c., seu império foi dividido em 3 partes. Egito, Macedônia e Síria(império Selêucida). Até o fim do século III a.c., Israel foi vassalo do Egito dos Ptolomeus(que foram bons para os Judeus). entre 203 e 201 a.c, os Selêucidas conquistaram Israel e foram extremamente cruéis com os Judeus, obrigando-os a abraçar a qualquer custo a idolatria, o que resultou na revolta dos Macabeus, em 166 a.c., que devolveu aos Judeus a Independência política.

O reino dos Macabeus começou só com a Judéia em 166 a.c., mas com a decadência acelerada do Império Selêucida, os Judeus reconquistaram todo o território perdido nos séculos anteriores, chegando a ter domínios além do Jordão. Israel voltou a ser uma potência. Toda essa felicidade acabou em 64 a.c., com uma guerra civil em Israel. Os Romanos chegaram, tomaram partido na guerra civil e acabaram reduzindo Israel a vassalo novamente. Mais ou menos 40 a.c., o genro do último rei da dinastia dos Macabeus, um tal de Herodes, vira rei - um tipo de rei vassalo do império romano. Israel vai só descendo ladeira abaixo politicamente...





No ano 66, estoura uma guerra entre Judeus e Romanos. Os Judeus tiveram alguns sucessos iniciais, mas os Romanos acabam prevalecendo. No ano 70, o imperador Romano Tito destrói Jerusalém, o Templo e tudo o que via pela frente. O último reduto de resistência judaica cai no ano 73, em Masada, ao sul de Jerusalém. Já havia, conforme relata a Bíblia, uma enorme Comunidade Judaica no exterior, chamada de dispersão, mas no ano 70, a maior parte da população de Israel vai para o exílio. No ano 130, Trajano sufoca outra revolta dos Judeus, liderada por Bar Kosheba, e manda muito mais Judeus para o exílio. Restam pouquíssimos Judeus na sua terra, mas continuam existindo Judeus na terra santa, até o grande retorno, no século XIX. O nome "Palestina" foi inventado pelos Romanos, em homenagem aos Filisteus, inimigos históricos de Israel, exatamente para desprestigiar Israel em sua terra, coisa típica de um Adolf Hitler Latino do século I.

No capítulo 19 do Evangelho de Lucas, Jesus explica porque esta calamidade haveria de vir sobre Israel e diz que "Jerusalém será pisada, até que se completem os tempos dos gentios". Isto nos prova que o próprio Jesus profetizou que um dia o Estado de Israel seria restaurado e que Jerusalém estaria sob controle total Israelense, profecia cumprida na íntegra em 1967, após a guerra dos 6 dias. Segundo Jesus, toda esta calamidade ocorreu porque Israel desprezou as bênçãos que Deus lhe ofereceu naqueles tempos, mas lembremos que as promessas feitas por Deus a Abraão, Isaque e Jacó não podem ser invalidadas. Por isto, um dia o Estado de Israel seria(como de fato foi) restaurado. Isto é bíblico!!! Quem prega a destruição de Israel portanto não tem nenhum compromisso com as Escrituras Bíblicas.



Após as incursões de Tito e Trajano contra os Judeus, estes foram em sua maioria, dispersos por todo o mundo civilizado e conhecido na época. No entanto, alguns poucos ficaram. Jamais houve um dia de lá para cá em que não existissem Judeus na Terra Santa, ainda que poucos. A vida dos Judeus nunca foi fácil pelo mundo afora. Sempre vivendo como uma minoria diferente do povo em geral, com outra religião, outra cultura, interagindo com as populações majoritárias de cada país sobretudo no comércio e nas atividades econômicas. Está dispersão foi chamada pelos historiadores de Diáspora.

Na Idade Média, o regime político predominante era o feudalismo, onde nobres e grandes proprietários de terras dominavam regiões semi-autônomas das principais nações com mão de ferro, em parceria com Clérigos Católicos. Ora, em regimes autocráticos, não há tolerância para com quem pensa diferente, pratica outra religião e tem outra cultura. Somente as "vaquinhas de presépio" são bem quistas pelas elites dominantes. Por isto, os Judeus nunca foram queridos das mesmas elites. Eles eram tolerados e até bajulados, devido ao seu dinamismo empreendedor e comercial, quando as elites precisavam desesperadamente promover a prosperidade econômica de seus feudos em parceria com os empreendedores Judeus. O catolicismo ensinava que ser ultra-pobre, vivendo miseravelmente da agricultura de subsistência, era agradável a Deus, incentivando os camponeses católicos a não progredir materialmente, para serem dominados com maior facilidade. Por isto havia muitíssima miséria na Idade Média.

Mas quando a economia já rumava para uma situação de calamidade, as elites buscavam parcerias com os Judeus para amenizar a situação ou quando precisavam de financiar guerras e aventuras expedicionárias, como a de Pedro Álvares Cabral(lembrando que na época os combatentes eram na maioria mercenários).



A formação dos Estados Nacionais Absolutistas, criou uma situação de autoritarismo extremado nas nações européias da Idade Moderna. Em regimes autoritários, além de não haver tolerância para com quem pensa diferente, ainda existe a necessidade de se criar um "bode expiatório", para nele depositar a culpa por todos os problemas nacionais e assim aumentar o Ibope de Sua Majestade. Isto levou a grandes perseguições de Judeus em toda a Europa. Não foi Hitler que criou o anti-semitismo. Ele foi largamente praticado por quase todas(senão todas) as nações européias em pelo menos parte de sua história. Quando Espanhóis e Portugueses estavam cheios de ouro e prata(não precisando mais do dinamismo econômico judeu), os Judeus eram eleitos culpados pelas mazelas nacionais e perseguidos ou expulsos de seus países. Fatos semelhantes ocorreram em toda a Europa. O hábito de odiar e perseguir Judeus ou apoiar governos que o fazem, já fazia parte da cultura européia há séculos quando Hitler foi eleito Primeiro Ministro em 1933.

A Inquisição foi o fato mais absurdo da história: pessoas que se diziam cristãos ultra-piedosos e fervorosos agrediam, matavam e roubavam os descendentes de Abraão e os parentes de Jesus. Será possível isto? De modo algum!!!! É claro que os Judeus cometeram vários erros em sua história e por diversas vezes não obedeceram a Deus, mas mesmo assim quem quer ser Cristão e assim chamado deve ter consideração e respeito pelo povo que descende dos Patriarcas Bíblicos(Abraão, Isaque e Jacó), ao qual pertenceram Moisés, Josué, Davi e todos os profetas e apóstolos e do qual nasceu Jesus. POR QUÊ perseguir este povo???? Não somente católicos, mas também protestantes alemães e de outras nações européias ajudaram Hitler a cometer atrocidades contra Judeus!!!



Voltando à história dos judeus para que entendamos tudo isso hoje, após o início da Diáspora, em torno de 130 d.C., a terra santa ficou sob ocupação romana. É bem possível que os Romanos naquela época já tenham trazido colonos Árabes para a região, uma vez que há vários relatos bíblicos de presença de Árabe lá na Antiguidade. Em 395, com a divisão do império romano em 2, a Terra Santa ficou para o Império Bizantino, que teve seu apogeu no século VI, no reinado de Justiniano. No século seguinte, os Árabes tiveram uma rápida ascensão, com a criação da religião muçulmana, conquistando todo o Oriente médio, o norte da África, a Espanha e chegando até a invadir a França, sendo barrados em Poitiers, em 732 d.C. Por pouco, não tomaram Bizâncio. Aí os Árabes dominaram a terra. Mas há relatos de Judeus convivendo pacificamente com Árabes na Terra Santa entre 700 d.C. e 1.000 d.C.

Com a decadência e a fragmentação do império Árabe, no fim do primeiro milênio, uma tribo turca, dos seldjúcidas, controlou a Terra Santa. Aí as nações da Europa Ocidental promoveram as cruzadas, para tomarem a terra dos turcos e conseguiram se fixar lá por uns 100 a 200 anos. Foi nessa época que surgiu o famoso guerreiro Curdo, Saladino, que causou grandes danos aos Europeus. Depois disto, vieram os Turcos Otomanos, que vivem até hoje na Turquia, os quais dominaram os Seldjúcidas e tiveram a Terra Santa sob seu poder até o fim da 1ª Guerra Mundial, em 1918.



O Império Otomano teve seu apogeu dos séculos XV a XVI e foi de modo geral extremamente cruel com todos os seus súditos, criando populações revoltadas e brutalizadas entre as tribos Árabes e Curdas, as nações balcânicas e outras. Esta foi a principal causa dos recentes conflitos selvagens e sanguinolentos nos Balkans e no Oriente Médio, como o do Iraque e o da Bósnia, por exemplo. Muitos Árabes odeiam os turcos até hoje. Os Palestinos nunca tiveram uma vida fácil sob o domínio Otomano, ao contrário do que muitos pensam, apesar de praticarem a mesma religião. O império Otomano entrou em decadência no início do século XVIII, com a ascensão do Império Russo, seu maior inimigo. E seu rápido enfraquecimento, no século XIX, abriu caminho para o início do retorno dos Judeus para a Terra Santa.

Os Judeus, expulsos da Inglaterra em 1290, da França em 1391, da Áustria em 1421 e da Espanha em 1492, não encontravam ar para respirar na Europa. Os déspotas europeus não aceitavam de forma alguma que alguém pensasse uma vírgula a mais ou a menos do que eles achavam que as pessoas deveriam pensar. Espoliados, intolerados, perseguidos e tidos como bodes expiatórios de forma incessante em várias nações européias, os judeus começaram a emigrar. Jamais houve um tempo sem Judeus na Terra Santa na história, e mesmo antes do século XIX, houve imigração e retorno de Judeus para lá. Mas foi no século XIX que o retorno ganhou impulso. Em 1850, os Judeus já eram o grupo étnico mais numeroso da Terra Santa e em 1900 já eram a maioria absoluta.



Com a vitória inglesa sobre os turcos na 1ª guerra mundial, a Terra Santa se tornou colônia britânica. Em 1918, a Grã-Bretanha e outras nações reconheceram que os Judeus tinham direito de viver lá e até deram um certo apoio para a imigração e formação de comunidades Judaicas, desde que houvese respeito pelos outros grupos étnicos lá existentes (árabes, drusos, gregos, beduínos, etc...). Mas a imigração foi subitamente acelerada com a perseguição nazista aos judeus na Alemanha e países a ela aliados (Áustria, Hungria, Romênia, Itália, Bulgária, etc...). Ninguém via com maus olhos a perseguição nazista aos Judeus, pois perseguir Judeus na Europa já era moda há muitos séculos!!! Muita gente até aplaudia em países anti-nazistas!! Os palestinos pela primeira vez se levantaram contra a imigração Judaica em 1936, com uma revolta. Os ingleses abafaram a revolta, mas restringiram a imigração Judaica, para tentar acalmar os ânimos.

Para aumentar seu ibope tanto na Alemanha quanto nos países vizinhos que pretendia conquistar, Adolf Hitler elegeu os Judeus como bode expiatório de todos os males europeus. No começo, tiveram lugar as depredações de patrimônio, os saques, os guetos, etc... De 1943, com a certeza da derrota, Hitler decidiu partir para o extermínio total, com campos de concentração famosos como Auschwitz, Theresienstadt, Dachau, Sobibor, etc... Até nos últimos dias da guerra houve extermínio. As matanças só terminavam quando os aliados conquistavam os campos de concentração. A maior parte dos escravizados, torturados e assassinados tinham origem no Leste europeu, especialmente a Polônia e, nos últimos dias da guerra, a Hungria. Mas foram exterminados Judeus em todos os países conquistados e ocupados.



Quando os alemães conquistaram a Polônia, em muitos casos, não precisaram de matar os Judeus: simplesmente assistiam os poloneses fazendo o serviço sujo. Na Polônia houve massacres de Judeus até depois da guerra, os famosos "pogroms". Não foi à toa que muitos Judeus desrespeitaram a proibição britânica de entrada na Terra Santa e entraram "na marra" entre 1945 e 1947. Na verdade, nem os aliados durante a guerra se esforçaram muito para impedir o holocausto. Nunca foi bombardeada qualquer ferrovia que conduzia a Auschwitz, por exemplo!!! Mas a revelação do holocausto após a guerra horrorizou a humanidade e deu certo alento para a re-constituição do Estado de Israel, que culminou com o fim da ocupação britânica e a partilha da Terra Santa pela ONU mais ou menos 50% a 50% para Árabes e Judeus em 1947.

A resolução da ONU determinava a partilha da Terra Santa meio a meio, com a criação de um Estado Judeu e outro Palestino. Mas os países árabes vizinhos (Egito, Síria, Jordânia, Líbano e Iraque), a maioria recém-desligados do colonialismo anglo-francês, não aceitaram a partilha e atacaram Israel. Por um milagre divino, Israel conseguiu derrotar ao mesmo tempo todos os combatentes irregulares palestinos e todos os estados árabes agressores. No fim da guerra, em 1948, o Estado de Israel estava maior, com aproximadamente 20.000 Km2 e restaram aos Palestinos a faixa de Gaza e a Cisjordânia. Mas os Palestinos não tiveram seu Estado. A Jordânia anexou a Cisjordânia e o Egito anexou a faixa de Gaza.



Não houveram somente refugiados palestinos em 1948, houveram mais refugiados Judeus que Palestinos. Os Palestinos que se envolveram na guerra fugiram de Israel, em número de 711.000. Mas os Judeus que habitavam a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e os demais países árabes do oriente médio também foram expulsos de casa, em número superior a 800.000!! Os refugiados Judeus, somados aos sobreviventes do holocausto que chegavam da Europa fugindo de perseguições lá, ocuparam o lugar dos refugiados palestinos na terra e os refugiados Palestinos, que nunca foram bem recebidos nos países de seus "irmãos" árabes, ficaram amontoados em campos de refugiados. Há palestinos com mais de 50 anos de idade que nasceram como refugiados e até hoje vivem como refugiados. Na verdade, houve uma troca de refugiados!

No início do Estado de Israel tudo foi muito difícil: havia muita pobreza, faltava de tudo e todo mundo era muito solidário e trabalhador em Israel. Israel trabalhou duro e todo mundo lá reconstruiu sua vida, sua casa e seu País. Enquanto isto, do lado palestino, todo mundo vivia parado, atrasado, na miséria. A Cisjordânia penava sob a monarquia absolutista retrógrada dos Hashemitas da Jordânia e a Faixa de Gaza vivia sob a ditadura socialista medíocre de Gamal Abdel Nasser. Nunca nenhum país árabe recebeu e tratou bem os refugiados palestinos. Eles sempre foram isolados, desprezados, odiados e tratados como cidadãos de segunda classe. Enquanto Israel se transformava em país de primeiro mundo, os palestinos viviam pra lá do terceiro mundo, dominados por regimes despóticos e retrógrados.

É importante também lembrar que Israel não promoveu uma faxina étnica como a que Slobodan Milosevic tentou promover na Bósnia e no Kosovo, sem fala no território croata da Krajina. Os Árabes que sempre conviveram em paz com os Judeus continuaram e continuam até hoje a viver em Israel, compreendendo 15% da população. Eles tem plena cidadania e elegem seus representantes no parlamento Knesset. Este é até um problema para ser resolvido em Israel: como a taxa de crescimento da população Árabe é maior do que a Judia, devido à maior relação de filhos/mulher dos Árabes, existe o risco de a população Árabe ficar maior do que a Judia em 40 ou 50 anos, descaracterizando Israel como Estado Judeu. Isto pode até levar Israel a trocar o território usado pelas colônias judaicas na Cisjordânia por cidades altamente povoadas por árabes israelenses com um futuro Estado Palestino.

Como eu disse desde o começo que comecei o tópico, quem mais tem interesse na criação de um Estado Palestino são os próprios Judeus, pelo motivo acima explicitado. Isto só não acontece porque as ações terroristas de elementos radicais e criminosos financiados pelo Irã, Síria e outros estados párias dinamitam qualquer tentativa de se conversar sobre o tão sonhado acordo de paz.



Agora, os judeus são os descendentes de Judá.

Judá foi o quarto filho de Jacó, o Pai de Israel e assim Judá foi o pai de uma das doze tribos, a que deu origem a Calebe, Rute, Davi e Jesus. Após o reinado de Salomão, as doze tribos se separaram: de um lado Judá e Benjamin formaram um reino, que existiu até 586 a.c. e as outras dez tribos formaram outro reino, que subsistiu até 724 a.c. Em 724 a.c., os Assírios levaram embora a maior parte das 10 tribos. e ficou só o reino menor, composto por Judá e Benjamin. Mas como Benjamin era uma tribo relativamente pequena e Judá uma grande tribo, a população deste reino foi chamada de Judeus. A maioria dos Judeus do mundo atual é descendente do que sobrou deste reino de 2 tribos após a destruição de Jerusalém por Nabucodonosor em 586 a.c. e o cativeiro de Babilônia conforme disse nos tópicos anteriores sobre a história dos judeus.

Agora, não cabe a nós dizer que os judeus não merecem um local deles, e ainda mais onde toda a raiz da história acontece, mas sim, o que e onde deveriam ser os seus limites.

Alguns defendem voltar para as fronteiras que tinham em 1967. Eu acho que isso significa muito para Israel. Além de recuperar as colônias agrícolas, seria também recuperar 5000 anos de História e Fé que foram construídas na Judéia/Samaria (que chamam de "Csjordânia"). Se um Estado palestino fosse criado, teria que ser nas fronteiras de 1921. Sem a Judéia/Samaria, Israel não teria acesso as cidades sagradas como Hebron, Beit Lehhem, Shechem e etc, além de é claro de ficar mais vulnerável territorialmente.

Eu defendo a manutenção da Judéia/Samaria em Israel como uma forma de manter viva as ligações históricas e espirituais que o Povo Judeu tem naquela região, pois lá estão importantes lugares para a história judaica: Chevron, Beit-Lehem, Silot, Kiriyat-Yearim, Sechem, Mispah, Gibeah, Tizra, Samaria.

Muitos palestinos poderiam até colocar na cabeça a idéia de que eles poderiam ser israelenses como todos os outros.



Esta guerra é religiosa e vem de muito tempo. Nem de 67 nem de 21, mas séculos antes de Cristo. Infelizmente não dá pra separar história bíblica e profecias da mesma. Tenho os dois lados na família. Não digo somente de um lado só. Em minha família os árabes concordam que eles lutam por território enquanto judeus lutam por sobrevivência. Estes foram torturados e perderam muitos em relação ao nazismo, eles sabem o que isso significa e por isso lutam tão bravamente.

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