August 15, 2010

Israel - 1ª parte (A História não contada pela mídia)


Este será o primeiro de uma série de artigos sobre Israel.

Minhas opiniões sobre Israel e os Judeus,
Israel e a Guerra, apoio dos USA, Palestina, Profecias e mais.
Lembrando que todos estes artigos são escritos pelo ponto de vista
 do Evangelho Restaurado de Jesus Cristo.


Quando o assunto é Israel, os ânimos costumam ficar exaltados e nem sempre sabemos exatamente como entender certos questionamentos. Às vezes, ouvimos uma alegação nova ou um ponto de vista diferente e não conseguimos contra-argumentar porque nosso conhecimento é limitado.

Principalmente nesta época, em que todo mundo está acostumado com as notícias rápidas da TV e os posicionamentos políticos automáticos e previsíveis, precisamos ter alguns fatos esclarecidos.

Acredito ainda que o Evangelho de Jesus Cristo nos ensina a amar o nosso proximo, preparando-nos para os ultimos dias que ja fazem parte do nosso cotidiano.

Cada um dos dez tópicos abordados a seguir tem quatro pontos-chave que ajudam a aprofundar nosso conhecimento a respeito das principais questões do conflito no Oriente Médio.

1 - Colonias

1 – Os judeus podem viver na Cidade do México, em Bangcoc, em Saint Louis, ou em qualquer outra cidade do mundo (exceto nas da Arábia Saudita), mas a Autoridade Palestina quer proibi-los de viverem justamente no berço do judaísmo.

2 – Nos últimos 3.000 anos, o único período em que não houve uma presença judaica contínua na Margem Ocidental foram os dezenove anos entre 1948 e 1967, quando o governo da Jordânia proibiu os judeus de habitarem na região.

3 - Em 1979, Ariel Sharon desmantelou Yamit e outros assentamentos judaicos no Sinai porque estava absolutamente claro que essas concessões trariam a paz verdadeira.

4 – Como os territórios disputados nunca fizeram parte de uma nação soberana e foram conquistados durante uma guerra defensiva, as leis internacionais permitem o assentamento voluntário de colonos naquela região. Reconhecendo esse fato, os acordos de Oslo jamais abordaram a questão das colônias judaicas ou árabes.

2- Refugiados

1 – O problema dos refugiados não existiria se sete nações árabes não tivessem atacado Israel imediatamente após sua fundação, em 1948.

2 – Síria, Líbano, Arábia Saudita e outros países árabes decidiram, conscientemente, isolar os refugiados políticos para usá-los como massa de manobra política, em vez de assimilá-los como cidadãos normais. A Resolução 194 da Assembléia Geral da ONU estabelece que todos os governos envolvidos são solidariamente responsáveis em relação à questão dos refugiados.

3 – Em 1948, oitocentos mil refugiados judeus foram expulsos de países árabes, mas seus descendentes são hoje cidadãos plenos porque foram absorvidos por Israel e outros países.

4 – Ao contrário dos países árabes, Israel concedeu cidadania israelense aos árabes que ficaram dentro de suas fronteiras. Hoje em dia, 1 milhão e 200 mil israelenses de origem árabe desfrutam de cidadania, benefícios e representatividade em Israel.

3 - Concessoes em prol da Paz

1 – Israel assinou tratados de paz independentes com o Egito (1979) e a Jordânia (1994) e, nas duas ocasiões, abriu mão de terras, petróleo, colônias ou vantagens estratégicas em prol de um acordo pacífico.

2 – Israel forneceu terras, dinheiro, armas, treinamento e serviços de inteligência à Autoridade Palestina, na esperança de que aquela organização demonstrasse reciprocidade e acabasse com os atos terroristas e o incentivo à violência.

3 – A própria fórmula "Terra em Troca de Paz" indica que cada um dos lados entra em acordo com o outro em troca daquilo que mais deseja: no caso dos árabes, terras; no caso de Israel, paz.

4 – Em 1917, 1937, 1947, 1956, 1979 e 1993, os líderes israelenses seguiram o mesmo padrão de ceder terras em troca da paz com seus vizinhos árabes.

4 - A verdadeira face da OLP

1 – A verdadeira OLP manteve refém a delegação israelense nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, tentando forçar a libertação de prisioneiros palestinos. Como suas reivindicações não foram atendidas, onze atletas israelenses foram assassinados.

2 – A verdadeira OLP inventou os seqüestros de aviões em 1970 e disseminou o medo entre os viajantes do mundo inteiro.

3 – A verdadeira OLP matou a tiros o cidadão americano Leon Klinghoffer – um homem idoso, desarmado e preso a uma cadeira de rodas – a bordo do transatlântico Achille Lauro, em 1985.

4 – A verdadeira OLP continua a incitar a violência contra os judeus, a promover a luta armada para "libertar toda a Palestina" e a plantar o ódio no coração das crianças palestinas, ensinando-lhes que a morte é o prêmio máximo.

5 - Uma ligacao de 3.000 anos

1 – As duas únicas nações soberanas que já existiram na terra de Israel foram os dois reinos do antigo Israel, o reino do Norte e o reino do Sul, sendo que o segundo foi destruído no ano 70 da era cristã.

2 – Por 3.000 anos, os judeus expressaram o desejo de voltar à sua terra ancestral: no Seder da Páscoa, na cerimônia do Yom Kippur, nas orações diárias, na bênção após as refeições, nas palavras ditas sob o dossel durante a celebração nupcial, no Tisha B’Av (o dia do luto nacional), e através do ato de colocar um pouco da terra de Israel no túmulo de seus mortos.

3 – Apesar da Diáspora (Dispersão), algumas comunidades judaicas conseguiram permanecer residindo continuamente em cidades como Jerusalém, Safed, Tiberíades, Siquém e Hebrom.

4 – Séculos antes da criação do islamismo, os judeus já ansiavam por retornar a Israel, e o próprio Corão registra isso em muitas suras (capítulos), tais como 17.7, 17.104 e 5.21, que diz aos judeus para entrarem "na Terra Santa que Deus vos designou".

6 - Lugares Sagrados

1 – Quando Israel assumiu o controle de Jerusalém e a reunificou, em 1967, em vez de proibir a religião muçulmana ou fechar as mesquitas, permitiu que o Waqf muçulmano (autoridade religiosa) administrasse e controlasse o Monte do Templo e mantivesse a mesquita de Al-Aqsa.

2 – Quando a Jordânia detinha o controle da região, os judeus foram proibidos de orar no Muro Ocidental. Além disso, o cemitério do Monte das Oliveiras e 58 sinagogas foram destruídos. Já com o governo de Israel, os lugares sagrados dos cristãos, judeus e muçulmanos estão abertos a todos os fiéis – com exceção do local onde se erguia o antigo Templo judaico, o Monte do Templo, onde os judeus, normalmente, são impedidos de orar.

3 – Quando Israel transferiu o controle militar para a Autoridade Palestina, multidões enfurecidas queimaram e destruíram lugares sagrados e artefatos religiosos dos judeus em Jericó, Hebrom e no túmulo de José, em Nablus.

4 – Em 2002, trinta monges da Igreja da Natividade, em Belém, ficaram reféns de terroristas palestinos, porque estes sabiam que os soldados israelenses não atirariam para dentro da igreja. Depois que os reféns foram libertos, os investigadores encontraram a igreja profanada e aviltada.

7 - Jerusalem

1 – Meca e Medina são as cidades mais sagradas para os muçulmanos. A cidade do Vaticano é a sede do catolicismo. Embora Jerusalém tenha importância para muitas religiões, apenas os judeus a consideram como sua capital e cidade mais sagrada. Quando Jerusalém foi conquistada pela Jordânia, em 1949, nenhuma autoridade ou líder muçulmano visitou a cidade em caráter oficial, público ou religioso.

2 – Jerusalém é central para o judaísmo desde os tempos bíblicos, quando foi estabelecida como eterna capital espiritual do povo judeu.

3 – Os judeus são maioria em Jerusalém desde 1840, e grupos de judeus sempre habitaram a cidade, ininterruptamente, desde a destruição do Templo, no ano 70 de nossa era (Paul Johnson, A História dos Judeus).

4 – Jerusalém só é uma cidade aberta a todos quando está sob o controle de Israel.

8 - A ONU e o Direito Internacional

1 – A Declaração Balfour de 1917, o Mandato da Liga das Nações, o Plano de Partilha da ONU de 1947 e a admissão de Israel na ONU, em 1949, representaram o reconhecimento internacional do direito de Israel existir como pátria dos judeus.

2 – A Resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU declara que Israel só deve ceder terras se isso fizer parte de um "acordo pacífico e aceitável".

3 – A Resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU também estabelece que todas as nações vizinhas devem reconhecer o direito de Israel "viver em paz, com fronteiras seguras e reconhecidas, livre de ameaças e atos de força".

4 – Até 2002, Israel era o único Estado-Membro das Nações Unidas considerado inelegível para o Conselho de Segurança. Mesmo hoje em dia, esse direito é apenas restrito e temporário. Desde a década de 70, um bloco formado por árabes, soviéticos e nações do Terceiro Mundo tem reforçado a marginalização de Israel, bloqueando sua participação em outros organismos-chave da ONU e submetendo a nação a mais comitês de investigação e representantes especiais do que qualquer outro Estado-Membro das Nações Unidas.

9 - A repressao exagerada de Israel


1 – Israel está enfrentando uma grave ameaça: palestinos armados, escondidos em hospitais, escolas e mesquitas, têm atirado em civis e soldados israelenses, protegendo-se atrás de escudos humanos e usando ambulâncias para transportar armas e munições.

2 – Embora a "intifada" (rebelião) tenha espalhado a violência em Israel, a média de pessoas feridas em cada distúrbio provocado pelos palestinos é menor do que um. Atualmente, Israel está dando treinamento em 26 países sobre a utilização da tecnologia que criou para minimizar as baixas em distúrbios populares e outras situações que exigem controle de multidões.

3 – Durante o "Setembro Negro", ocorrido em 1970, na Jordânia, o exército jordaniano matou 2.500 manifestantes palestinos em 10 dias. Em 1993, as forças de paz da ONU justificaram a morte de quase 100 somalis dizendo que "todos os que tombaram eram combatentes, porque pretendiam nos atacar".

4 – Em abril de 2002, a infantaria israelense foi de casa em casa para encontrar terroristas conhecidos em Jenin, em vez de usar a artilharia ou realizar bombardeios sistemáticos sobre a cidade. Israel colocou suas próprias tropas em risco e perdeu 23 soldados para não ferir inocentes juntamente com seus inimigos.


 Glossario Palestino



1 – Hudna: trégua estratégica com o objetivo de rearmar o exército para a próxima batalha. A imprensa ocidental costuma interpretá-la como um "cessar-fogo" que antecede a paz, mas a hudna é uma preparação para a guerra.

2 – Fatwa: sentença de morte de inspiração religiosa. Todos os judeus que vivem em Israel estão sob uma fatwa emitida pela liderança do Hamas.

3 – Ocupação: termo usado para descrever a presença judaica em qualquer parte da Terra de Israel, inclusive em cidades israelenses como Haifa, Tel Aviv e Hadera. Na mídia ocidental, é aplicado apenas à Margem Ocidental e à Faixa de Gaza.

4 – Jihad: guerra religiosa com o objetivo de erradicar os judeus de Israel e estabelecer uma sociedade islâmica em seu lugar.

(Daniel Weinstein - http://www.israelactivism.com )

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, setembro de 2004.


"E busquei dentre eles um homem que levantasse o muro, e se pusesse na brecha perante mim por esta terra (...)Ezequiel 22:30


"Ora, disse o SENHOR a Abrão: (...); de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra"

Gênesis 12:1-3



















4 comments:

Anonymous said...

Esse é um tema que ultimamente está no seder hayom como se diz em hebraico, ou seja; na ordem do dia. Pois os olhos do mundo estão cada vez mais focados na região.
O próprio governo do Brasil pelo menos do Sr. Lula cometeu erros dos quais se demostrou que o PT É anti Isarel, me refiro em sua visita ao tumulo de Arafat, que foi um oportunista, que se irriqueceu as custas da causa Palestina alem de ter sido um terrorista. No entanto o "ilustre" presid. se recusou a vistar o tumulo de Theodor Herzl, idealizador do sionismo.
Na minha opinião, o mundo vai se tornar cada vez mais e mais anti-Israel e quem sabe antisemita também? Por outro lado, há muita coisa e podre dos Palestinos (governo) que não é mostrada nos noticiarios. Quero deixar claro que nada tenho contra os palestinos e muitos deles até creem que se houver um estado Palestino estes vão ter uma piora em seus padrão de vida, mas enfim...este assunto da muito pano pra manga mesmo!

Chris Ayres said...

É verdade, anônimo (seria interessante você postar seu nome). É importante lembrar que a mídia é uma ferramenta para a paz ou para a guerra. No Brasil, e em muitos outros países, ela mostra as coisas que Israel faz contra a Palestina, bem como aqui nos USA e em muitos outros países, é escancarada o noticiário mostrando o terrorismo do HAMAS, que usa seus civis e suas crianças doutrinando-as desde muito pequenas a matar judeus. A perpetuação deste ódio de um por outro é o que há de pior.
Muito obrigada por seu comentário, e visite o blog sempre que quiser.

Anonymous said...

Obrigado pela recepção Chris.

Quanto ao que vc mencionou sobre a midia, ao meu ver ela deveria focar sempre o lado bom, e entre elas a paz como vc disse, mas...vivemos num mundo em que o ser humano ainda foca mais o negativo, tanto que os tele jornais dão muita enfase a desgraça, concorda?

Acho interessante seu post aqui, pois quando se fala em Isarel, judeus o assunto vai longe e se me permitir de vez enquando postarei aqui minha visão sobre o assunto, mas sempre me baseando em fatos historicos e comtemporaneos, concorda, inclusive a questão religiosa judaica e entre esta sua qustão diante do mundo não judaico?

Você me parece ser uma pessao ponderada, continue se possivel em sua aboradagem sobre o tema, ainda mais pelo fato de morar ai nos EUA, pais que "até" o momento tem apoiado Isarel.
Um otimo dia, e mais uma vez obrigado por me permitir me espressar em seu blog.

Shimon

Chris Ayres said...

"Shimon",

Fique à vontade para comentar. Este é o 1º post que fiz sobre o assunto Israel x Palestina.
Clique em 'Israel' nas 'labels'(posts sobre este assunto) à sua direita, e verá que tenho 6 partes sobre o assunto onde discorro e exponho minhas opiniões.
Você também pode se tornar seguidor do blog para atualizações. Obrigada pela participação novamente.