May 18, 2010

Serenidade/Auto Conhecimento x Injusto domínio


Ser humilde é ser ensinável. E ter paciência. Assumir que nunca se sabe tudo, e quanto mais se sabe, menos se acha que sabe. Ser verdadeiro a si mesmo.

Conhecer o que realmente se é, sem super valorizações do que se é, é ser-se humilde. Humildade é reconhecer, na justa medida, o nosso verdadeiro valor. É também apreciar com justiça o valor de nosso irmão.

É reconhecer o que ele realmente vale, respeitar a sua dignidade, reconhecê-la e proclamá-la, sem nunca a exagerar.

Manter a serenidade é essencial para a saúde! A serenidade, que funciona como um sistema imunológico contra todas as doenças de adicção (vícios), é caracterizada por sentimentos de tranquilidade, gratidão, contentamento, afeto pelos outros e uma profunda paz interior.


Quando as pessoas estão serenas, não sentem necessidade de realizar desejos para se sentirem completas (ações que podem se tornar vícios). A adicção (de addicted = viciado), por seu lado, é a tentativa de encontrar esse bem estar numa substância ou numa situação. De fato, essa plenitude só pode ser encontrada dentro de nós próprios.

É uma conquista de dentro pra fora. A serenidade real não é tão visível na face como nos olhos. Ninguém pode evitar ser sacudido, mas ser provocado e ainda manter-se capaz de mergulhar e tocar sua própria força, isto é mostrado somente através dos olhos.

Quando uma pedra é jogada na vida de tal pessoa - uma crítica, um problema, um desafio - só a superfície fica agitada, nada mais.

Justamente porque a serenidade é justamente o necessário que precisamos buscar para não exercer o injusto domínio, seja como um líder, como um pai, como um chefe, ou em qualquer tipo de relação que temos, mesmo na comunidade.

Um dos resultados óbvios da serenidade é crescimento e relações humanas harmoniosas. Quando nos sentimos serenos somos mais abertos, honestos, respeitadores e carinhosos. Não há necessidade de estarmos na defensiva ou de ter sentimentos de culpa, o que usualmente, leva a inconstantes reações frente a uma situação. Somos capazes de identificar e apreciar as características positivas do nosso semelhante.

Quando os outros se sentem inseguros ou se comportam negativamente, podemos responder com tolerância e compaixão. Não sentimos qualquer necessidade de os controlar para nos sentirmos bem. Acima de tudo, vemos o bem nos outros e não o pior.

A serenidade leva-nos ao conhecimento; a insegurança ou o medo impede-nos de tal. Um sentimento de serenidade aumenta a nossa capacidade de escutar, aprender e ser criativo. A mente tranquila é um canal aberto para a percepção, incentivada pela curiosidade e desobstruída por crenças, atitudes, limitações e preconceitos passados.

Quando estamos serenos sentimo-nos desejosos por contribuir. Até o trabalho é feito com alegria. Somos mais produtivos com menos esforço, mais livres de stress e capazes de ver soluções positivas para os problemas.

A nossa mente e o nosso corpo são inseparáveis. A medicina moderna mostra a relação entre o estado de espírito e o respectivo sistema imunológico, crescimento e desenvolvimento, atração física e funcionamento orgânico. Quando estamos num estado mental positivo, adoecemos com menos frequência e curamo-nos com maior rapidez.

Quando estamos serenos compreendemos muito mais facilmente o potencial completo dos nossos talentos e relacionamentos. Vivendo completamente no presente — e não no passado ou no futuro — não somos mais perseguidos por sentimentos de culpa, de medo ou de ressentimento, que são as primeiras causas dos ataques ad-hominem por exemplo.

Na verdade, a serenidade traz-nos muitos benefícios. Mas se o nosso único propósito para a atingirmos é alcançar esses benefícios, estamos a colocar o carro á frente dos bois.

A Serenidade vem antes de todas as outra coisas.

É nossa responsabilidade afastar a ilusão de que os acontecimentos exteriores nos podem criar felicidade.

A Serenidade está bem dentro de nós e é aí que a devemos procurar.

Podemos descontar nossas 'raivas' em quem quisermos, nunca obteremos serenidade exercendo um injusto domínio sobre alguém, pois este é o inverso da mesma.

Mesmo que a obtivermos pelo Espírito, ou apenas pelo treinamento de nossa mente e pela força de vontade e auto-sugestão, algo deve acontecer para que aumentemos nossa tolerância, compaixão, e nossa própria segurança, digo, auto-estima, ao tratar as outras pessoas.

Exercer serenidade com aqueles que exercem seu injusto domínio para conosco por exemplo, também é uma forma de quebrar a corrente e expor o ' injusto dominador ' à reflexão.

As pessoas em condições normais não conseguem viver uma vida de progresso quando exercem injusto domínio muito constantemente ou quando se ofendem devido a um injusto domínio de outrem todo o tempo.

Afinal, tudo passa. Até uva-passa :-).



"Pouco conhecimento faz com que as criaturas se tornem orgulhosas. Muito conhecimento, que se tornem humildes. É assim que as espigas sem grãos erguem desdenhosamente a cabeça para o céu, enquanto que as cheias as baixam para a terra, sua mãe".

Leonardo da Vinci

2 comments:

Ana Paula Minetto-Tokay said...

Lindo e verdadeiro o que você escreveu. Adorei o tema também. É o que venho estudado estes dias. gostei muito, Um beijo grande.

Chris Ayres said...

Obrigada, Ana. Acredito que tudo é válido quando buscamos. Um beijo, querida!