May 30, 2010

Felicidade x Filosofia


Cheguei à conclusão que se não se é um pouco maluco nesse mundo, ou a gente se torna fanático, ou miserável, ou demagogo.

Num encontro para o recebimento de um Prêmio de Reconhecimento (sendo que ele é um advogado graduado em Stanford) com um grupo de advogados, Elder Cook fala sobre a Busca da Felicidade:


Ele diz que comparar-nos a outras pessoas impossibilita nossa busca da felicidade. Ele enfatizou que a importância de colocar de lado esse paradigma que temos em nos compararmos com outras pessoas, que conduz ao desânimo debilitante.

Conversando com os advogados, ele disse que parece sempre haver alguém melhor em suas habilidades, e o fato de sermos muito duros conosco mesmos nos distancia do que buscamos.

Em Jó 22,21: Reconcilia-te, pois, com (Deus) e faz as pazes com ele, é assim que te será de novo dada a felicidade.

Esta eh apenas uma das varias escrituras que temos que conheceremos a verdadeira felicidade se nos voltarmos a Deus.

Já no campo da filosofia, alguns falaram a respeito da felicidade:

Para Platão a felicidade plena consiste na contemplação da idéia de Bem.

Para Aristóteles a felicidade não depende apenas da sorte, do destino, ou dos deuses, mas é alicerçada na natureza do homem e na ação humana. Todo trabalho e todo o conhecimento adquirido, na visão aristotélica, visa à construção de um bem, um bem maior. Esse bem maior é a felicidade.

Albert Einstein, por exemplo, disse certa vez: "se quer viver uma vida feliz, amarre-se a uma meta, não as pessoas nem as coisas", pois sabia que as paixões destroem a liberdade do ser e o apego as coisas, desvirtualiza o homem natural. Falava-se muito em tentar compreender o que seria felicidade: uns pensavam que ela fosse riqueza, outros pobreza, embora ambos os pensamentos fossem falhos, afinal, até hoje a sociedade nunca a compreendeu por certo.

Para ilustríssimo Jusfilósofo Aristóteles, a felicidade é relatada como sendo um bem supremo tanto para os vulgos quanto para os homens de cultura superior, considerando-a como o bem viver e o bem agir. Identificam a felicidade com o bem e com o prazer e, por isso, amam a vida agradável.

Na realidade, desde Demócrito, Platão, Aristóteles, os estóicos, até Plotino, muitas reflexões foram realizadas sobre o tema da felicidade humana e corroboram com o ensino das escrituras.

Agostinho falou sobre a felicidade a partir da leitura do Hortensius de Cícero, obra que o converteu ao interesse pela filosofia. Estabeleceu então, uma relação sistemática entre os escritos filosóficos antigos, que trataram deste tema, e sua visão de convertido ao cristianismo, para elaborar o estudo da felicidade. Com Agostinho, embora seguindo de perto as idéias estóicas e mais ainda as neoplatônicas, a felicidade deixa de ser algo buscado e conseguido apenas pelo próprio esforço, seja virtuoso ou contemplativo, do homem. Ele precisada graça divina e só por isso consegue atingir o seu telos.

Diógenes foi um filósofo que desprezou a opinião pública. Ele se importava mais com aquilo que existia dentro de si, a sua consciência falava mais alto; desprezava quaisquer bens materiais, lembra-me muito da história de Falcão[iv], um dos personagens principais do livro- O Futuro da Humanidade, do brilhante Augusto Cury. Parece-me que Diógenes viveu em um pequeno barril. Seus únicos bens eram um alforje, um bastão e uma tigela, símbolo do seu desapego com as coisas mundanas. Era conhecido como o filósofo-cão, apelido denominado por viver em extrema miséria.

Na grande e simples visão de Diógenes, a felicidade era entendida como autodomínio e liberdade espiritual. Nesse aspecto, se parece muito com o Mahatma Gandi e com a figura de Sócrates. Diógenes era a verdadeira realização de um sonho de uma vida livre, muitos diziam até que ele vivia o seu próprio sonho. Ele combatia, pela sua filosofia de vida, os prazeres, os desejos e as luxúrias, elementos que impediam sua auto-suficiência. Diferentemente de Aristóteles, em que as virtudes em quaisquer momentos teriam de ser praticadas, indiferentemente de existir teorias ou não.

A história conta que Alexandre, "O grande", andando pela cidade, avistou Diógenes dormindo dentro do barril e, querendo ajudá-lo, perguntou se seria possível fazer algo por ele. Colocando-se de frente ao barril e, barrando os raios solares, olhou Diógenes em direção ao sol e disse: "Não me tires o que não me podes dar!".

Esta sua atitude retoma Sócrates, onde aprendi que a felicidade se busca quando existe ética, moral, verdade, liberdade e quando se tem conhecimento de si mesmo e desapego com as coisas materiais.

Provérbios 19:8 "Quem adquire bom senso ama sua alma; o que observa a prudência encontra a felicidade."























 

2 comments:

Hallison Liberato said...

Belíssimo escrito, Chris!

Acho muito interessante a visão filosófica clássica da felicidade, porém, no aspecto em si, costumo flertar com o existencialismo em Sartre e Kierkegaard.

Apesar de todas as interferências externas à felicidade, "sou o único responsável por fazer da vida um paraíso ou um inferno", inferno que aliás, segundo Sartre, são os outros.

Na verdade a filosofia de hoje bebe na clássica, não há como fugir disso, mesmo Nietzsche quando tenta romper com a filosofia socrática faz dela sua base.

Parabéns mais uma vez!

Chris Ayres said...

Obrigada, Hallison. Particularmente acho muito interessante os conceitos que a filosofia dá para a maioria das coisas, sejam quais forem os filósofos ou pensadores.
Basicamente, tudo o que pensamos hoje, na maioria dos lugares, é baseado nisso.