October 04, 2009

Por que os justos sofrem?


Não tenho respostas pra tudo, mas gosto de uma escritura de Ezequiel que diz:


"Ou se eu enviar a peste sobre a tal terra e derramar o meu furor sobre ela com sangue para arrancar dela homens e animais; ainda que Noé, Daniel e Jó estivessem no meio dela, vivo eu, diz o Senhor Jeová, que nem filho nem filha eles livrariam, mas só livrariam a sua própria alma pela sua justiça." (Ezequiel 14:19-20)


Eu entendo que Deus designa três tipos de homens:

Acredito que Noé represente os bons líderes (que aplicam a liderança de Cristo), obedientes, ou aqueles que regem e governam a Igreja, como Noé governou a arca no dilúvio; Daniel represente os fiéis aos convênios, dotados de fé e ações sobre a mesma; e Jó, todos os que vivem bem e ainda assim buscam ao Senhor, honestamente, fielmente seguindo seus preceitos (num casamento, negócios e tudo mais).

Eu tenho que esses são os três tipos de homens que Deus salva da tribulação. Eu gosto muito de Daniel, dos três, só ele é nomeado e ainda tem a humildade de confessar seus pecados.

Acho que por ele ninguém pode considerar-se totalmente justo, pois quando ele confessa seus pecados que soberba não estremecerá, que vaidade não se esvaziará, que arrogância não se coibirá? "Quem se gloriará de ter um coração puro, de estar limpo de pecado?" (Prov 20,9).

Afinal, Cristo suportou muito mais.

"Fiel é Deus e não permitirá que sejais provados acima de vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela" (I Cor. 10, 13).



Como proteger nossos filhos do sofrimento?

Existem pais permissivos, autoritários e autoritativos.


Permissivos são muito liberais, causam desgraças nas vidas de seus filhos, autoritários também. Os primeiros dão amor demais mas nenhuma correção, os segundos muita correção e nenhum amor.

Autoritativos sabem dosar bem a mesma quantidade de disciplina e amor. E é deste tipo que Deus é. E o tipo que todos nós devemos nos tornar, independente do número da prole.

A provação que Deus dá, não excede a nossa capacidade de resistir à prova. O apóstolo Paulo diz: “Mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” I Coríntios 10:13

Deus não aflige Seus filhos por ter prazer em fazê-los sofrer. Como um pai sofre com o filho a quem precisa castigar, assim Deus sofre com aqueles que sofrem.

O profeta Isaías escreveu: “Em toda a angústia deles foi ele também angustiado, e o anjo da sua face os salvou; pelo seu amor, e pela sua compaixão ele os remiu; e os tomou, e os conduziu todos os dias da antiguidade.” Isaías 63:9

O sofrimento é uma fraqueza humana, e revela alguns defeitos do caráter. Quando o ser humano passa por um grande sofrimento, deficiências do caráter se manifestam - a falta de fé, a impaciência, o orgulho, a confiança própria.

O sofrimento purifica e aperfeiçoa o caráter. Como o fogo purifica e refina os metais, o calor das provações liberta o homem dos elementos que enfeiam a alma, e desenvolve os que tornam a vida aprovada aos olhos de Deus. Penoso é o processo de cortar, desbastar, aparelhar, lustrar, polir; é molesto estar, por força, sob a ação da pedra do polimento. Mas a pedra é depois apresentada pronta para ocupar seu lugar no templo celestial. O Mestre não efetua trabalho assim cuidadoso e completo, com material imprestável. Só as Suas pedras preciosas são polidas, como colunas de um palácio.

Esta também foi a grande dúvida que inspirou Asafe a escrever o Salmo 73:

(leia-o agora mesmo, se possível: http://www.bibliaonline.net/bol/?acao=por_verso&livro=19&capitulo=73&versiculo=&versao=2&lang=BR&cab=1&link=bol )


Como sacerdote encarregado de cuidar dos cantores (I Corintios 25), Asafe tinha uma grande sensibilidade para expressar em palavras o que se passa no íntimo da alma humana. No Salmo 73 ele coloca para fora tudo que o atormentava com relação à prosperidade dos maus, e à aparente apatia de Deus para com os sofrimentos do Seu povo.

Após comparar as facilidades e aparentes vantagens que os ímpios têm sobre os justos (versículos 1-16), Asafe pára e se dá conta de que estava olhando as coisas sob uma ótica errada. Deus não abençoa os ímpios e desampara o justo.


Tudo depende de escolhas. Até de se perguntar ´para quê Senhor´ ao invés de um simples e repetitivo ´Por quê eu???´.

Eu acredito que Cristo fundou uma escola. Na “comunhão dos Seus sofrimentos” (Filipenses 3:10), entendo que é uma comunhão de sofrimento compartilhado: sofrimento profundo, misterioso; provações e testes insondáveis.

Esta é uma escola que Cristo fundou e determinou o currículo.

Ele provou que é possível cursá-la, suportá-la e se graduar como vencedor.

Não nos formaremos enquanto também não nos glorificarmos como Ele, aprendendo a Empatia e Simpatia necessárias para amar o próximo, e além de tudo, a si mesmo e entendê-Lo.

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