October 06, 2009

O Poder do Perdão



Nao ha nada mais necessario em nossas vidas do que o Perdao. O Perdao eh o verdadeiro caminho ate a Liberdade. Sem o Perdao, o Mundo se tornara um local ainda mais dificil de vivermos.

A vida nem sempre eh justa, pessoas podem ser crueis, a dor pode ser insuportavel e a injustica eh quase comum.

Nos precisamos entender que muito da humanidade em que vivemos hoje esta quebrado, e que o efeito do pecado eh inevitavel. Nos nao podemos controlar cada circunstancia, e tambem temos nossas proprias experiencias negativas, mas podemos escolher como responderemos a elas.

E nos precisamos escolher o caminho do perdao se nos queremos ter uma vida de paz, harmonia e felicidade. Nos precisamos aprender a perdoar nos mesmos como Deus tem nos perdoado, e se fizermos isso encontraremos forca para perdoar os outros.

O ódio deixa sinais inequívocos no cérebro. É o que mostra uma pesquisa inglesa que mapeou as áreas cerebrais ativadas em voluntários enquanto viam fotos de desafetos. Os resultados mostram que existe um padrão único de atividade no cérebro em um contexto de ódio e que, embora bem diferentes, esse sentimento e o amor romântico ativam duas estruturas cerebrais em comum.

O odio tem origem no cérebro, que é o centro de nossas emoções e da consciência. Algumas áreas que pertencem ao circuito ativado pelo ódio estão ligadas ao planejamento e à execução de movimentos – o córtex pré-motor – e à previsão das ações de outras pessoas – o pólo frontal.

Outra estrutura envolvida no planejamento motor e ativada pelo ódio é o putâmen direito, também estimulado pelos sentimentos de medo, desprezo e repugnância. O padrão cerebral identificado pelos cientistas é distinto do relacionado a emoções como medo, perigo e agressividade, embora haja uma parte do cérebro associada à agressividade que é ativada por todos esses sentimentos.

A comparação entre os efeitos do ódio e do amor no cérebro mostrou que duas áreas – o putâmen e a insula – são ativadas pelos dois sentimentos. Amor e ódio, embora aparentemente antagônicos, se confundem e interagem em muitos momentos.

Uma diferença encontrada entre os efeitos provocados pelos dois sentimentos foi o padrão de desativação de algumas regiões cerebrais. No caso do amor, zonas do córtex cerebral relacionadas ao julgamento e à razão são desativadas, o que faz com que o indivíduo seja menos crítico e exigente em relação à pessoa amada.

Já em situações de ódio, somente uma pequena região do córtex frontal fica desativada. O padrão de desativação encontrado foi muito mais restrito em comparação ao observado nos estudos sobre o amor. A desativação provocada pelo ódio pode estar relacionada a uma mudança de atenção: o indivíduo pára de se preocupar com o espaço exterior e passa a ter uma experiência interna associada com a ansiedade.

Hoje em dia eh muito comum termos a banalizacao da violencia, seja atraves de novelas, filmes, jogos e no trato com as pessoas em nosso dia a dia. Respeito eh algo que nao esta na moda.

Aceitar que a violência possa ser naturalizada é uma tentativa de diluir o terror que ela provoca, de se submeter aos seus efeitos, e de não se implicar com as possibilidades, mesmo pequenas, de sua transformação.

Às vezes a violência se manifesta pelo silêncio. Silêncio, que, utilizado inicialmente como recurso temporário de evitação ao confronto, logo se transforma em arreio que emudece e imobiliza o corpo. Outras vezes, ao contrário, a violência está na impossibilidade de silenciar, de abdicar da ânsia de tudo dizer – não importando as conseqüências que isso tenha. O lugar para os afetos, as amizades, o respeito mútuo, a confiança, está cada vez mais restrito.

Com isso tudo, gerar sentimentos negativos dentro de nos mesmos eh uma bola de neve que causa muito mal muito mais a nos mesmos do que aos objetos de nosso odio. E ser uma pessoa amargurada, infeliz e pessimista nao traz NADA de bom pra nenhum de nos.

Ha pouco tempo a Ciencia tem observado que o Perdao traz beneficios, tanto mentais quanto físicos, ao ser humano. O Dr. Fred Luskin, autor de O Poder do Perdão, diz exatamente isso. Mas não é justo dizer que somente agora o mundo está se dando conta do poder do perdão. No aspecto científico, talvez, mas crença e religiões já pregam a importância do perdão há muitos e muitos anos, principalmente como um ato importante para a saúde do espírito.

Em Psicanalise costumamos fazer um exercicio pedindo aos pacientes que se lembre de alguma ferida antiga, algo que os tivesse feito sofrer. Nesse instante, eh registrado o aumento da pressão sanguínea, dos batimentos cardíacos e da tensão muscular, reações idênticas às que ocorrem quando as pessoas sentem raiva. E quando eh pedido que eles se imaginem entendendo e perdoando as pessoas que lhes haviam feito mal, eles se mostraram mais calmos, e com pressão e batimentos menores.

Muitas pessoas pra se sentirem superiores as outras em algo, perseguirem e maltratarem quem elas nao gostam, usam dessas artimanhas de macumba, vudu, simpatias. Outras ainda fazem fofocas, outras criam fakes, outras invejam e tentam copiar, enfim... eh a escoria do lado natural de todo mundo.


Quando chegarem, e espero que cheguem, ao ponto de que mudam sua visao, seu dia a dia, param de andar em circulos como o povo de Moises no deserto, vivem uma vida integra, nao terao do que temer, nem do que se queixar, pois a gratidao sera o sentimento primeiro em seus coracoes, nao o medo.

"Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação." 2 Timóteo 1:7

A coragem, o poder, o amor e a moderação, são dons que o Senhor derrama sobre todos aqueles que recebem o Espírito Santo.


Uma das coisas mais dificeis da vida eh saber perdoar os outros. Digo isso por experiencia propria, pois nesse processo de perdoar, muitas vezes tambem instalamos um certo odio em nosso coracao e acabamos por agir exatamente como aquela pessoa que comecou tudo. Enquanto agirmos com essa magoa, rancor e auto-comiseracao, nada anda pra frente.


Mas quando se chega neste ponto de assumirmos todas as nossas falhas, e ate falar abertamente sobre elas, sem vergonha, medo, tentando realmente mudar e ser uma pessoa melhor, eh quando comecamos a aplicar o sangue Expiatorio de Cristo, vermos aonde nos mesmos erramos, e fazer o possivel pra ter uma vida melhor, e nao voltar a estaca zero.

As pessoas vivem nos julgando e muitas vezes nao nos deixam esquecer de nossos erros.

O segredo eh levantar a cabeca, seguir em frente, vencer estes obstaculos e fazer um dia diferente, um de cada vez, com calma.

Na minha opiniao, a melhor coisa pra rebater qualquer coisa de errado que fazem pra gente, seja macumba ou algo pior ou menos pior, eh servir aquela pessoa. Nao importa quantas vezes. Mesmo que seja com uma conversa como voce fez, um sorriso, e trabalhar o sentimento que temos ate chegarmos no perdao e esquecimento total do fato.

Transformar a dor em poesia como fez o poeta e a amargura em esperança é burilar o espírito. E esperança só encontramos se voltarmos o espírito para Deus.

"Sendo o fim doce, que importa que o começo amargo fosse? (Shakespeare)"

Esse "fim doce" está "além da Terra".


Perdão -
de Paulo Mendes Correa.



O perdão alivia-nos a alma
Enchendo-a de ternura,
Transformando o fel da amargura
Num sorriso encantador,
Onde a alma pode provar
Uma fatia de amor.


Vimos dois milênios a passar
E nós, ainda imperfeitos,
Não aprendemos a perdoar.


Perdoar com as palavras
É fácil e simples de dizer.
Perdoar com o coração
É algo difícil de fazer.


Quem sabe perdoar
Não guarda mágoa,
Abrindo a alma
Pra se libertar.


Quando sentimos a paz voltar,
Esvaziando a incerteza
E um sentimento nos consolar,
Aumenta nossa fortaleza.


Começamos a crescer
Amparados pela dor,
Nos libertando do egoismo
Do passado sofredor.


Quando amarmos verdadeiramente
Não precisaremos nos ofender,
Porque em nosso espírito
Só o amor há de crescer.


Quem ama
Não tem tempo pra odiar,
Nem magoar ou se irritar,
Por isso com a consciência tranqüila
Vive amando sem parar.


Perdoe setenta vezes sete,
Perdoe sempre, sem limites
E quando estiver triste
Continue a perdoar.


Jesus nos ensinou
E não podemos esquecer.
Quantas lágrimas Ele secou?
Quanto amor Dele brotou?


Jesus, o Mestre querido
Quando no Gólgota a suspirar,
Apesar de tanto sofrimento
Ainda teve forças para nos perdoar.

A questão principal, porém, é que o ato de perdoar não é uma das tarefas mais fáceis para nós, seres humanos. Tribos, sociedades, países, famílias e amigos já travaram e ainda travam batalhas, e verdadeiras guerras, por causa de diferenças entre as pessoas, ou devido a algum ato que desagradasse ou prejudicasse, espalhando pelo mundo ainda mais rancor e nem um pouco de paz. Mas o perdão não é impossível, nem mesmo nos casos mais graves.

O perdão reduz a agitação que leva a problemas físicos. Perdoar reduz o estresse que vem de pensar em algo doloroso, mas não pode ser mudado. Ele também limita a ruminação que leva a sentimento de impotência que reduzem a capacidade de alguém cuidar de si mesmo. A diminuição da ira e de mágoa vem de se vivenciar o perdão. O perdão é a experiência interior de se recuperar a paz e o bem-estar. Pode acontece de alguém perdoar um dia, e a raiva volta depois, e isso é normal. Dessa forma, o perdão é um processo que deve ser praticado. Se você permanece falando ou pensando com rancor de alguém, então o perdão ainda não aconteceu.


Às vezes, a pessoa foi realmente prejudicada. O perdão não elimina esse fato; apenas o torna menos importante. O perdão implica que se pode ficar em paz mesmo tendo sofrido um mal. Não podemos escapa de todos os males, faz a pessoa continuar intranqüila porque o problema ainda persiste. O perdão reconhece o mal, mas permite que o prejudicado leve a vida em frente. O perdão pode conviver com a justiça e não impede que se faça as coisas justas ou adequadas. Você apenas não as faz de uma perspectiva rancorosa ou transtornada.


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OS NOVE PASSOS DO PERDÃO -
Segundo o Dr. Fred Luskin


1. Saiba exatamente como você se sente sobre o que ocorreu e seja capaz de expressar o que há de errado na situação. Então, relate a sua experiência a umas duas pessoas de confiança.

2. Compromete-se consigo mesmo a fazer o que for preciso para se sentir melhor. O ato de perdoar é para você e ninguém mais. Ninguém mais precisa saber sua decisão.

3. Entenda seu objetivo. Perdoar não significa necessariamente reconciliar-se com a pessoa que o perturbou, nem se tornar cúmplice dela. O que você procura é paz.

4. Tenha uma perspectiva correta dos acontecimentos. Reconheça que o seu aborrecimento vem dos sentimentos negativos e desconforto físico de que você sofra agora, e não daquilo que o ofendeu ou agrediu dois minutos - ou dez anos - atrás.

5. No momento em que você se sentir aflito, pratique técnicas de controle de estresse para atenuar os mecanismo de seu corpo.

6. Desista de espera, de outras pessoas ou de sua vida, coisa que elas não escolheram dar a você. Reconheça as “regras não cobráveis” que você tem para sua saúde ou para o comportamento seu e dos outros. Lembre a si mesmo que você pode esperar saúde, amizade e prosperidade e se esforçar para consegui-los. Porém você sofrerá se exigir que essa coisa aconteçam quando você não tem o pode de fazê-las acontecer.

7. Coloque sua energia em tenta alcançar seus objetivos positivos por um meio que não seja através de experiência que o feriu. Em vez de reprisar mentalmente sua mágoa, procure outros caminhos para seus fins.

8. Lembre-se de que uma vida bem vivida é a sua melhor vingança. Em vez de se concentrar nas suas mágoas – o que daria poder sobre você à pessoa que o magoou – aprenda a busca o amor, a beleza e a bondade ao seu redor.

9. Modifique a sua história de ressentimento de forma que ela o lembre da escolha heróicas que é perdoar. Passe de vítima a herói na história que você contar.


(O Poder do Perdão - Dr. Fred Luskin, http://www.learningtoforgive.com/ )

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CRISTO PERDOA, ACEITA E AMA O PECADOR


Eu afirmo a você, então, que o grande amor que ela mostrou prova que os seus muitos pecados já foram perdoados. Mas onde pouco é perdoado, pouco amor é mostrado”.

Lucas 7:47

Jesus foi convidado por um fariseu para um jantar em sua casa. Durante o jantar aconteceu um fato inusitado que trouxe desconforto para esse homem tão religioso. Uma mulher co-nhecida na cidade como prostituta apareceu no meio do banquete, ajoelhou-se e começou a ungir os pés de Jesus com perfume. Ela estava muito emocionada, beijava os pés do Se-nhor, ungia-os e os secava com os cabelos. Pelas normas rígidas daquela sociedade, uma mulher como ela deveria ser expulsa daquele lugar, ela não era digna de dividir o mesmo ambiente com pessoas tão distintas.

Causou espanto geral o fato de Jesus aceitar a reverência daquela mulher. “Se este homem fosse, de fato, um profeta, saberia quem é esta mulher que está tocando nele e a vida de pecado que ela leva”, pensou o fariseu, duvidando do Senhor porque ele não estava cum-prindo o que mandava o ritual religioso.

Conhecendo os pensamentos das pessoas que assistiam àquela cena, Jesus começou a con-tar uma história sobre dois homens que estavam endividados: um deles devia quinhentas moedas de prata e o outro apenas cinqüenta, mas ambos estavam falidos e não tinham con-dições de saldar a dívida. Por isso, foram perdoados pelo seu credor.

Jesus fez a pergunta desafiadora: “Qual deles vai amar mais ao que o perdoou?”

“Eu acho que é aquele que foi mais perdoado!” – respondeu o fariseu. Ao contar esta história, Jesus estava mostrando como a consciência de que somos pecadores necessitados de perdão nos leva a reconhecer que o amor de Deus é essencial para nossas vidas. Como resultado disso, quem foi mais perdoado expressa com mais força seu amor e devoção a Jesus.

O fariseu foi apenas cordial com Jesus, e o homem que devia apenas cinqüenta moedas de prata, se não fosse perdoado dividiria o seu débito em dez vezes sem juros e pouco a pouco resolveria o seu problema. Mas aquele que devia quinhentas moedas de prata e a prostituta estavam em maus lençóis; ele, porque estava com a sua sobrevivência seriamente compro-metida pelas dívidas e a mulher, porque sempre era rejeitada por todos que abusavam de seu corpo. Ambos necessitavam desesperadamente do perdão para restaurar a sua dignidade.

Aquela mulher queria mudar de vida, precisava sentir-se aceita e Jesus não a rejeitou. Ele não se importou com o seu passado porque via o futuro de um coração arrependido buscan-do uma nova vida longe do pecado que por tanto tempo o contaminou. Jesus aceitou aquela mulher porque foi exatamente para isso que ele veio, para resgatar das trevas aqueles que ansiavam pela luz divina.


Temos esta e tantas outras historias, na Biblia, no Livro de Mormon, em nossas proprias vidas. Se aplicarmos os ensinamentos de Cristo em nossa vida, todos os dias, e fizermos o possivel para sermos pessoas melhores, que perdoam, e vivem o perdao que Ele nos proporciona, que o fez no Getsemani, seremos pessoas melhores, amigos e irmaos, pais e filhos, povos e santos ainda melhores.


Esforcemo-nos para conhecer ao Senhor; sua chegada é certa como a aurora, Ele virá a nós como a chuva, como aguaceiro que ensopa a terra”.
Oséias 6.3

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