September 30, 2009

Indignação justa diferente de Ira não controlada.


Jesus Cristo deveras falou de se ‘oferecer a outra face’. Mas, precisamos considerar se deveras falava de graves ameaças à vida da pessoa.


Disse Ele:

“Não resistais àquele que é iníquo; mas, a quem te esbofetear a face direita, oferece-lhe também a outra.” (Mat. 5:39)



Bem, um tapa é um insulto, provavelmente visando provocar briga. Por não retaliar quando sujeito a linguagem ou ato insultante, o cristão poderia evitar dificuldades. Afinal aprendemos: “Uma resposta, quando branda desvia o furor”. — Pro. 15:1.

Em sua Lei a Israel, Jeová revelou que a pessoa tinha direito de autodefesa.

Exemplificando: a respeito do ladrão que penetrasse numa casa de noite, a Lei declarava:

“Se um ladrão for encontrado no ato de arrombar e ele deveras for golpeado e morrer, não há culpa de sangue por ele.” (Êxo. 22:2)

De noite, seria muito difícil determinar as intenções do intruso. Para proteger-se de possíveis danos, o dono da casa tinha o direito de dar duros golpes. E se tais golpes resultassem fatais, ele era considerado livre da culpa de sangue.

Em realidade, é particular do homem evitar que seu corpo sofra danos. Se um objeto é lançado sobre ele, instintivamente tenta desviar-se ou, se isso for impossível, ele protege a cabeça de danos. Similarmente, se um parente querido — a esposa ou um filho — fica sob ataque, o homem instintivamente faz o que pode para ajudar, mesmo que fazer isso lhe custe a vida.

Tal ação também se harmoniza com o que o próprio Jesus Cristo fez ao sacrificar sua vida pela Igreja. — Efé. 5:25.

Quando a fuga for possível, entende-se que deve ser preferida.

A Bíblia relata vários casos em que Jesus fez exatamente isso. Houve uma ocasião em que certos judeus ‘apanharam pedras para lhe atirarem; mas Jesus se escondeu e saiu do templo’. (João 8:59)

Sobre outra ocasião, lemos: ‘Tentaram novamente apoderar-se dele; ele, porém, pôs-se fora do seu alcance.” — João 10:39.


Muito mais Escrituras e mesmo as leis mundanas dão à pessoa o direito de defender a si mesma ou a outros de danos físicos. Entretanto, não autorizam as lutas armadas nem que se tire a vida humana, a luz do dia, no esforço de proteger os bens materiais.


Jesus mostrou também ser homem de corajosas convicções e de ação dinâmica.

Por exemplo, em duas ocasiões ele vigorosamente expulsou do templo os vendedores de animais e os cambistas. (Marcos 11:15-17; João 2:13-17)

Tampouco se refreou de expor publicamente a hipocrisia dos presumidos escribas e fariseus. Ele advertiu na sua corajosa denúncia:

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque vos assemelhais a sepulcros caiados, que por fora, deveras, parecem belos, mas que por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda sorte de impureza.”

Isto certamente não evidenciava nenhuma fraqueza! — Mateus 23:27, 28; Lucas 13:14-17.

Era a indignação de Jesus evidência de falta de autodomínio?

Pedro, companheiro íntimo de Jesus durante o seu ministério, declarou:

Ele não cometeu pecado.” (1 Pedro 2:22)

O apóstolo Paulo escreveu:

“Pois temos por sumo sacerdote, não alguém que não se possa compadecer das nossas fraquezas, mas alguém que foi provado em todos os sentidos como nós mesmos, porém, sem pecado.” (Hebreus 4:15)

Há uma grande diferença entre uma indignação justa, controlada, e a ira não controlada.

— Veja Provérbios 14:17; Efésios 4:26.

Pretendemos o privilégio de adorar a Deus, Todo-Poderoso, de acordo com os ditames da nossa consciência e concedemos a todos o mesmo privilégio, deixando-os adorar como, onde, ou o que quiserem.

Temos o direito de defendermos porém o que acreditamos, sem sermos julgados ignorantes por exercermos a nossa Fé no Evangelho de Cristo.


Comentario:

Cristo às vezes não respondia, não aceitava a provocação, ficava quieto.


Enfim... Devemos...

... responder ao tolo ...

Pv 26:5 - Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que também não te faças semelhante a ele.

... ou não?

Pv 26:4 - Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia, para que também não te faças semelhante a ele.


Acredito que o fato de esses dois provérbios ficarem lado a lado ajuda a resolver o problema – o contraste foi deliberado! A lição é que temos de adaptar a nossa abordagem ao tipo de insensato com que lidamos. Alguns precisam de uma resposta (versículo 5), e outros, não (versículo 4).
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Na verdade, o grupo religioso dos fariseus surgiu poucos séculos antes de Cristo com o objetivo de restaurar a obediência estrita à Palavra de Deus. Na época do Evangelho, eles são descritos por Paulo como a seita mais severa do judaísmo (Atos 26:5), e por Marcos como extremamente zelosos e minuciosos com sua tradição (Marcos 7:3-4). Eh notorio ver alguns grupos de judeus que povoam o orkut fazendo o mesmo.


Outras passagens nos evangelhos confirmam estas características. Entretanto, nenhum outro grupo foi tão confrontado por Jesus enquanto este viveu na terra (veja Mateus 23).

Será que isto significa que Deus reprova a obediência estrita a Palavra? Que Jesus confrontou os fariseus porque eles obedeciam as Escrituras “ao pé da letra”?

Na verdade, não foi a obediência à Palavra que Jesus condenou nos fariseus, porque os fariseus não obedeciam à Palavra, mas às próprias tradições (Mateus 15:6,9; Mateus 23:23).

O motivo pelo qual Jesus foi tão contra os fariseus é porque eles deixaram as Escrituras de lado, e passaram a seguir mandamentos de homens, seus proprios julgamentos.

Eh claro que devemos insistir na obediência ao Evangelho (João 4:34), na permanência dentro dos limites da doutrina (1 Coríntios 4:5; 2 João 9), no não medir esforços para tirar o pecado (cf. Mateus 18:8) e até mesmo em enfrentar as últimas consequências pela vontade de Deus (Mateus 26:39), pois isto não foi o que Jesus combateu, mas o que ele mesmo viveu, seguido pelos apóstolos (1 João 2:6; 1 Coríntios 11:1).

O problema esta justamente quando colocamos o que aprendemos de lado e agimos da forma como achamos que podemos.

Segundo as escrituras...


Mt 5:39 “Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra”

O que Jesus realmente quis ensinar em Mt 5:39 é que seus discipulos devem demonstrar paciencia (2 Corintios 6:4; Gl 5:22; Efesios 4:2; Cl 1:11; 3:12; 2 Tessalonicenses 1:4; 1 Timoteo 6:11; 2 Pe 1:6) e humildade (Atos 20:19; Filipenses 2:3; 1 Pedro 5:5) perante os que lhe agridem, mas nao ensinou a omissao.

Na prática eh um ensino que muitos ja tem nocao do mesmo, que eh o de que um santo deve sempre procurar viver em paz com todos (Romanos 12:18), o que significa nao ser violento (Mateus 5:5; e 11:29) e injusto (Mt 5:6; 1 Co 6:8,9).

As escrituras condenam a vingança, mas nao a defesa.

Ter auto-controle (Proverbios 25:28), que eh a temperança; mas isso não significa que nossa paciência e temperança sao infinitas. Ha algumas passagens de Cristo chicoteando os mercadores do Templo, de Paulo assumindo ser romano, e outros que mostram isso.

Ja no livro de Joao, capitulo 18, o versiculo 22 eh o mesmo, mas temos que ler o versiculo 23: Respondeu-lhe Jesus: Se falei mal, dá testemunho do mal; e, se bem, por que me feres?

Ou seja, a passagem mostra, que o mesmo ao inves de oferecer a outra face fez foi protestar contra a injusta agressao, mas assertivamente.

Portanto nao ha base biblica para crermos que Mateus 5:39 nos manda sermos pessoas que nao se defendem, que apanham calados por gosto, mas as proprias palavras de Cristo tambem ensinam que devemos fazer isso tambem seguindo seu exemplo. Mas nao usar o chicote todo o tempo.

Mas, muitos que levaram as chicotadas, estavam na multidao que mandou crucificar Jesus, e nao entendeu aquela passagem.


A guerra preventiva acontece tambem aqui. Enquanto uns nao verem outros crucificados, jamais se contentarao.

As pérolas são feridas curadas, pérolas são produtos da dor, resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia.


A parte interna da concha de uma ostra é uma substância lustrosa chamada néctar. Quando um grão de areia a penetra, as células do néctar começam a trabalhar e cobrem o corpo indefeso da ostra.

Como resultado, uma linda pérola é formada. Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.

A maioria de nós aprende apenas a cultivar ressentimentos, deixando as feridas abertas, alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem.

Dessa forma, na prática, o que vemos são muitas ostras vazias, não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor.

Praticar a compreensão não é nada fácil...chegar a esse âpice requer muita lapidação.

Porém, mesmo que não sejamos perfeitos e ajamos sempre assertivamente, seja na vida ou numa comunidade de debates, é necessário que continuemos nosso progresso, de ostra vazia que sejamos, a criadoras de pérolas.

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