September 30, 2009

Experiência x Conhecimento


A experiência atesta o conhecimento.


Como o próprio nome diz, entendo Experiência como a vivência de conhecimentos adquiridos durante anos de trabalho numa área por exemplo.



Conseguir um diploma numa Universidade por exemplo é conhecimento, aplicar este conhecimento na vida profissional é experiência.

Ler as escrituras e não aplicá-las compartilhando sua verdade e ensinamentos com outros (na divisão com os élderes por exemplo) é negar receber experiência à respeito, pois experiência nos leva a experimentar, tentar, ensaiar, praticar, exercitar, pôr à prova.

A experiência também pode vir antes do conhecimento. Como cientistas que provam uma série de vezes um determinado princípio para chegarem a uma conclusão e estabelecer uma descoberta.

Quantas pessoas na Igreja eu não conheço que por terem tido muitas experiências frustradas na vida em relação à espiritualidade, quando encontram o Evangelho Verdadeiro se deleitam em sua descoberta?!

Somos muito mais frutos de nossas experiências que de nosso conhecimento, pois nem sempre somos fortes o suficiente para aplicarmos uma teoria na prática da forma exata como deveríamos.

Aquele que consegue balancear conhecimento e experiência e fazer com que esta esteja em sintonia com aquele, e ser leal aos princípios que ele traz, poderá experenciar em sua forma total os princípios adquiridos e colher muito mais frutos de suas vivências.

Aplicar o conhecimento é obter experiências mais previsivas portanto. Se temos o conhecimento de algo mas não o colocamos em prática, ou decidimos que obteremos experiência sobre aquele princípio de uma forma diferente, nem sempre poderemos prever quais tipos de resultados teremos.

Podemos aprender tanto com o conhecimento ou a experiência, mas muito mais com a experiência.

Conforme envelhecemos aprendemos mais e mais.
 
Se vivemos uma vida digna aplicando princípios do conhecimento que adquirimos um dia olharemos pra trás e veremos nosso bom trabalho feito. Mas é bem triste o conhecimento que sa experiêncis de vida também pode fazer as pessoas adquirirem. Algumas até chegam a pensar que a ignorância ainda é preferível.



A adversidade (experiência) por exemplo, é, sem dúvida, um grande mestre, mas, sem entendimento de seus propósitos, faz pagar caro as suas lições e muitas vezes sente-se que, o proveito que delas se tira, não vale o preço que custaram. Aliás, a oportunidade de nos servirmos desse saber tardio passa antes de o termos adquirido.

A experiência instrui sempre, e alguns pensam que não é útil senão durante o espaço de tempo que a temos à nossa frente. É no momento em que se vai morrer que se deve aprender como se deveria ter vivido? Claro que não!

Mas isso infelizmente é o que acontece com a maioria das pessoas. Conhecimento não vale nada se tão tarde o aplicamos, ou talvez, tão dolorosamente somos obrigados a adquiri-lo.

Para alguém de meia idade por exemplo, os anos ensinam mais coisas que os dias desconhecem e a velhice acaba por ser sinônimo de experiência e conhecimento, de uma forma ou outra...

 “Uma boa coisa sobre princípios é que eles fazem a vida mais fácil”.

Princípios são adquiridos experenciando-se o conhecimento. Quando aplicamos o conhecimento que adquirimos com o Evangelho, tendemos a colher boas experiências. Se tentamos aprender por nós mesmos, levará muito mais tempo para aprendermos algum princípio como o que temos no Evangelho, com o detalhe que não temos a garantia que o Evangelho dá de que teremos somente bons resultados destas experiências.
 
Einstein em seu livro A Experiência do Conhecimento (em Física) refletia que em torno do método e da orientação do desenvolvimento do real, da ética ou da religião a conclusão é que quanto mais aplicamos por experiência o conhecimento que temos, mais bons resultados (frutos) colheremos e, medindo nosso conhecimento é quando chegaremos a bons e grandes resultados.


Se aplicarmos isto ao tema, vemos que, quando envelhecermos, não sentiremos que todo nosso conhecimento e experiência adquiridos pela vida serão inúteis, justamente porque medimos nossos resultados, e demos bons frutos.

Mais cedo ou mais tarde iremos parar e pensar que a validade da experiência e do conhecimento em nossa vida serve para nos convencermos de que, mais uma vez, estamos aprendendo de que sabedoria é processual, devendo ser valorizada mesmo quando não acreditamos que nada podemos da vida levar. Como podemos levar todo princípio de inteligência que adquirmos nesta vida, conforme bem ensina o Evangelho e conforme a Juliana exemplificou, entendemos melhor que não estamos aqui para projetos de vida a longo prazo se não vivermos a cada dia os princípios (conhecimento) que somos ensinados, errando e aprendendo a colher o melhor das situações pelas quais estamos submetidos, aplicando nosso conhecimento e direcionando nossas experiências de acordo com boas escolhas.

Eh muito importante ter todo tipo de experiencias, principalmente as que envolvem a necessidade de ser mais responsavel, tanto financeiramente, por um lar, por financas, mesmo antes de se casar. Desta forma quando e se vier a acontecer, com certeza vai ter uma vida muito mais prazeirosa.


Ser independente (auto-suficiente) tanto profissionalmente e psicologicamente garante o sucesso de um casamento inclusive.

So precisamos tomar o cuidado de nao nos tornarmos individualistas demais.

Neste caso, a experiencia caminha juntamente com o conhecimento, pois aprende-se fazendo.

2 comments:

Eliude A. Santos said...

A experiência abre as portas para mais conhecimento, o conhecimento aperfeiçoa a experiência.

E algo que ajuda a motivar esse ciclo é a companhia. Quando temos amigos que participam das mesmas experiências, ou que compartilham os mesmos conhecimentos e permitimos que haja um regime de mutualismo entre nós e eles, os conhecimentos e experiências de um servem de mola propulsora ao aperfeiçoamente dos conhecimentos e experiência do outro.

Você tem sido uma de minhas molas propulsoras... Aforo seu blog!

P.S.: Adorei o novo layout!!!

Chris Ayres said...

A reciproca eh completa e totalmente verdadeira!